Mostrando postagens com marcador Capitalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Capitalismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Importante exposição: a pobreza é criada pela política


Tereza Campelo, obrigada por esta entrevista. Mercadante, obrigada por trazer a Tereza Campelo e sua lucidez para explicar de forma tão didática o significado da atenção social e as consequências de sua negação.
"... tres meses que a criança fique comendo mal já é suficiente para deixá-la subnutrida... Você passa anos depois para recuperar"
"o Golpe devolve o Brasil ao mapa da Fome, confirma o IBGE de 2017" 
"A Pobreza é uma decorrência da Política." 
"Em dois anos de golpe a pobreza voltou" "A desnutrição voltou a crescer, assim como, infelizmente, o desemprego, os índices de mortalidade infantil..."
"Colocamos 1 milhão e duzentas mil cisternas no Nordeste!"
"Luz para todos para 4 milhões de famílias..." 
"O Bolsa Família melhorou todos os níveis de escolaridade... Haverá piora em todos os indicadores... "
"A agenda do combate à Fome, a ideia de colocar o pobre na agenda... não existe como um País dar certo com metade da população excluída" 
"Tem estudos mostrando numa das maiores revistas de medicina do mundo, mostrando que o Bolsa Família teve impacto na redução do suicídio das mulheres!... Também diminuiu a incidência de hanseníase, de tuberculose... no crescimento das crianças..." 
"Desmonte dos Direitos dos trabalhadores: os fundos do Ministério do Trabalho vão para o Ministério da Economia, a parte Sindical (absurdo!) vai para o Ministério da Justiça"


Tereza Campelo foi Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

domingo, 1 de maio de 2016

Realidade: um país governado por deputados do PMDB e assemelhados


Texto muito bom de Bernardo Mello Franco. Elucidativo, quase didático Tenho esperança (sou otimista) de que seja lido por pessoas que já começam a perceber que não era bem por isso que gritavam raivosos, estimulados (iludidos) pela mídia golpista, e entendam que caíram no conto do vigário. Uma máfia, que reúne os mais corruptos parlamentares e outros interesses do capital financeiro, se preparam para depenar o Brasil. Por dinheiro, muito dinheiro, inimigos internos entregam o País para aves de rapina. Os brasileiros que se fodam.
Bernardo alerta que os que estão sonhando "com uma máquina pilotada por técnicos apartidários, e livre dos vícios da era petista, vai acordar num país governado por deputados do PMDB e assemelhados". Leia aqui a íntegra do ótimo texto.

Euforia e realidade 
por bernardo mello franco 
coluna na folha de são Paulo em 1/5/2016 

As primeiras notícias do governo Temer foram recebidas com festa e euforia pelos porta-vozes do PIB. O ainda vice-presidente promete um choque liberal na economia, com redução drástica dos gastos públicos e do tamanho do Estado.
Um novo plano elaborado por sua equipe fala em mudar a lei de licitações e em privatizar "tudo o que for possível". O anterior, batizado de "Ponte para o Futuro", defende a flexibilização das leis trabalhistas, o fim das despesas obrigatórias com a saúde e a desvinculação do salário mínimo aos benefícios sociais. 
É difícil imaginar que algum candidato fosse eleito no Brasil com uma agenda assim, que faria corar muitos tucanos. Mas isso não vem ao caso, porque Temer não terá que consultar o povo para vestir a faixa. 
Cada um é livre para torcer pelo projeto que lhe pareça melhor, mesmo que a preocupação com o próprio bolso venha antes do resto. No entanto, a prudência recomenda um olhar atento aos personagens do novo regime, e um exame mínimo da viabilidade de suas promessas. 
Quem sonha com uma máquina pilotada por técnicos apartidários, e livre dos vícios da era petista, vai acordar num país governado por deputados do PMDB e assemelhados. 
A propaganda do corte de ministérios já começou a fazer água. Ontem a Folha noticiou que o vice desistiu de reduzi-los a 20 para acomodar partidos que votaram pelo impeachment. A conta subiu para 26 e ainda deve aumentar até a posse. 
Há riscos de retrocesso em outros setores. A bancada evangélica, que se uniu para derrubar Dilma Rousseff, agora apresenta a fatura. Na quarta, Temer recebeu e orou com o pastor Silas Malafaia, conhecido pela pregação ultraconservadora na TV. 
Ele cobrou o fim da distribuição de material didático que ensina as crianças a respeitarem a diversidade sexual. Dois dias depois, vazou-se que o vice deve entregar o Ministério da Educação ao DEM, que abriga os políticos da igreja do pastor. 

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/bernardomellofranco/2016/05/1766509-euforia-e-realidade.shtml
.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Vamos Conversar Sobre a Vale


O que você sabe sobre a Vale do Rio Doce? 

 Assista o vídeo da campanha promovida por diversos movimentos sociais que pede a devolução da Companhia Vale do Rio Doce ao seu verdadeiro dono - o povo brasileiro -, e reivindica a declaração de nulidade do leilão de privatização da Companhia Vale do Rio Doce:

Continue, assista a parte 2:
Na parte 3, entenda o que deveria ser feito:



Este vídeo mostra entrevista de CIRO FERREIRA GOMES sobre mega escândalo das privatizações que ficou conhecido como "PRIVATARIA" (fusão de privatização com pirataria) e a viabilidade da instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) visando apurar em que condições se deram as privatizações, a "Operação Desmonte" do Estado Brasileiro.

O livro do jornalista Amauri Ribeiro Junior, A PRIVATARIA TUCANA, expõe vasta documentação, toda ela proveniente de Documentos Oficiais, sobre as privatizações, incluindo a Vale do Rio Doce, a mais escandalosa delas. Leitura obrigatória e um verdadeiro instrumento jurídico, que a mídia tenta a todo custo esconder.

Não fosse o comprometimento de grande parte da Justiça no Brasil, já estariam presos e responsabilizados por este dano ao País, o ex-presidente FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (PSDB), o banqueiro DANIEL DANTAS, JOSÉ SERRA e outros personagens sinistros.

Hoje, após a tragédia de Mariana, Minas Gerais, o debate se impõe: REESTATIZAÇÃO DA VALE JÁ! CPI da PRIVATARIA! APURAÇÃO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO!




foto JuniorGV

terça-feira, 12 de junho de 2012

Gentileza Revolucionária

Este Homem é José Dirceu. Se você tem menos de 40 anos, não costuma ler fontes diversas ou livros da história contemporânea, é provável que nunca tenha ouvido falar nele antes de 2003.

José Dirceu ou Zé Dirceu foi um jovem idealista. Liderou o movimento estudantil na ditadura sanguinária - que se instalou no Brasil em 1964 - que fechou o Congresso, deu carta branca para o sequestro, a tortura e a morte de opositores.

Dirceu sempre foi uma espinha na garganta dos militares golpistas , associados às elites endinheiradas, às empresas multinacionais e ao comando dos EEUU. Gostariam de tê-lo apanhado, tê-lo torturado até a morte.

 O líder estudantil foi salvo por meio da ação das organizações que fizeram sequestros de embaixadores para trocar por companheiros que se exauriam nos porões clandestinos de tortura, mantidos pelo Estado. Em 1969, o  MR-8 e a ALN sequestraram o embaixador dos Estados Unidos e exigiram a libertação de prisioneiros constantes de uma lista,  salvando-os da morte certa. Entre eles estava José Dirceu, um jovem de 23 anos.

Retornou para o Brasil clandestinamente, em 1971, com o objetivo de continuar na luta. Depois da anistia participou da fundação do PT e deu início à carreira política dentro da legalidade. Uma frágil democracia, que até hoje ainda se reconstrói dos escombros, sob o manto da impunidade dos que impingiram o Estado de Terror no Brasil. Um tapete de silêncio ainda encobre fatos que marcaram o período da ditadura.

 Foi deputado constituinte, quando se estabeleceu a Constituição Cidadã de 1988. Também foi artífice da candidatura Lula.  Dirceu é odiado por nunca ter-se curvado. As ocorrências durante o governo Lula são marcadas pela hipocrisia. Aquela mesma que pauta a mídia, quando tenta esconder a Privataria Tucana.

As privatatizações realizadas pelo governo do tucanato foram um gigantesco esquema de caixa dois. O nome é este mesmo, a corrupção maior é decorrente desta indignidade. É o maior já existente na história. Documentos em profusão provam a existência do esquema da privataria tucana. Antes disso, há o canal que abasteceu o pseudo mensalão, que, como todos sabem, foi o valerioduto. Quem montou o esquema, com muitos milhões de dólares, foi o governador de Minas Gerais, o tucano Azeredo. O canal era o caixa dois da campanha do tucanato nacionalmente.

Voltando a José Dirceu, o Zé Dirceu, eu o reconheço como um homem que lutou e que continuou a lutar mesmo depois das torturas. Um homem que teve todas as oportunidades do mundo para abandonar a luta pela reconstrução do País. Ao contrário de muitos, ele nunca mudou de lado.
Enquanto houver o sistema eleitoral montado pelas elites oriundas da ditadura, a corrupção não acaba. Façamos a Reforma Política. Construída por meio de ampla consulta popular e não pelas velhas raposas.

Leila Jinkings. Recife, 12 de junho de 2012.

Bem a propósito, sobre o que escrevi acima, assista a hilária e estarrecedora entrevista de Ciro Gomes.

.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Thor e Serra

Gosto dos textos de Paulo Nogueira. Este eu quero compartilhar. Observem a reflexão que ele provoca ou procura provocar sobre um assunto banal, que lemos nos jornais ou vemos ou ouvimos em outros veículos. Devemos nos orgulhar por termos um aspirante a homem mais rico do mundo no Brasil?
Ele fala de Eike, aproveitando o momento em que ele está em evidência por motivos outros do que os negócios: seu filho Thor, com um carro de 3milhões de dólares, atropelou um ciclista.
Recomendo a leitura


Quando Serra e Thor se encontraram

30 março 2012
Paulo Nogueira


Enquanto isso Eike quer ser o homem mais rico do mundo

Serra e Thor se encontraram nas estatísticas do Diário.

O artigo que escrevi sobre o famigerado atentado de bolinha de papel sofrido por Serra na última campanha presidencial se reproduziu pela internet e logo se tornou o campeão de leitura do Diário.
A liderança está prestes a ser ultrapassada agora pelo texto que escrevi sobre o atropelamento cometido por Thor Batista na direção de uma McLaren de quase 3 milhões de reais. Apenas no Facebook, mais de 3 300 pessoas clicaram em cima do sinal que diz que gostaram.

O que isso diz?
Sobre Serra, é simples. Os brasileiros estavam e estão cansados de espertezas farisaicas como a de Serra depois de ser atingido pelo nada, ou pelo quase nada. Uma tomografia para gerar malandramente o impossível – simpatia popular por Serra? Ora.
Expedientes como esse são do mesmo calibre da pregação clandestina da mulher de Serra, felizmente captada por um jornalista. Monica Serra disse a pessoas humildes que Dilma era a favor de “matar criancinhas”.

O Brasil está cansado desse tipo de coisa.
Mas.
Mas eis que Serra está aí, uma espécie rara entre políticos no mundo todo, aquela que se alimenta não das vitórias mas das derrotas, não da fartura mas da escassez de votos.
Quanto a Thor, tenho para mim que o texto estourou no Diário menos por ele e mais por seu pai, Eike.
Uma coisa, em particular, me parece absurda em Eike: suas reiteradas declarações de que deseja ser o homem mais rico do mundo. É muita pobreza mental para tanto dinheiro. Nenhum assessor disse a ele que é o tipo de coisa que não deve ser dita, quanto mais gritada?

Num país de tanta desigualdade, num mundo em que somos confrontados o tempo todo com fotos de miseráveis espalhados por todas as partes, a ambição pecuniária de Eike é simplesmente patética.
O Brasil merece ricos de maior musculatura interior.

Thor foi exposto a aquilo desde o berço. Pobre menino rico.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=7095

domingo, 29 de janeiro de 2012

Relatório da ONU diz que EEUU dão tratamento desumano ao cidadão estadunidense



 reo estadounidense stephen slevin confinado a solitario por 22 meses
 
Denuncia por tortura de prisioneiros por longo tempo em confinamento solitário nos EUA

O caso do réu estadunidense Stephen Slevin, mantido em confinamento solitário por 22 meses, é o pior caso desse tipo no país, denunciou advogado esepcializado em direitos civis.

Slevin recebeu um tratamento desumano depois de ser preso por dirigir embriagado no estado do Novo México (sudoeste).

Devido às condições que enfrentou, o sujeito sofreu de depressão clínica e deterioração de sua saúde sob o olhar indiferente de seus carcereiros e funcionários da prisão, disse o advogado Matthew Coyte, especializado em direitos civis.

Um tribunal federal de Santa Fe decidiu em favor do réu e o veredicto estabeleceu compensação de US $ 22 milhões para o preso.

As autoridades penitenciárias negaram tratamento psiquiátrico e, quando o fizeram apresentava séria afetação de sua saúde e seu estado mental.

Em maio de 2007, Slevin foi levado para um hospital psiquiátrico por causa de um quadro de perda de peso e outras anormalidades.

Após duas semanas de tratamento, o preso retornou para a prisão do condado Dona Ana para o regime de confinamento solitário, o que agravou seus sofrimentos, explicou a defesa. .

Um relatório da ONU denunciou que os Estados Unidos têm o recorde mundial de manter prisioneiros em confinamento solitário a cerca de 25 mil pessoas, apesar de que a punição pode constituir tortura.

O documento salienta que as autoridades dos EEUU mantém dois presos em confinamento solitário no estado de Louisiana por 40 anos, o mais longo de que há registos.

(Washington, 27 jan (Prensa Latina) 

http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=472303&Itemid=1

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Marcel, Idrissa e a amizade


Marcel, Idrissa e a amizade
Leila Jinkings

 A vasta filmografia de Aki Kaurismaki é pouco conhecida do público, no Brasil. O cinema que ele faz é mais frequentador dos festivais e das salas de arte. No telão assisti "O Homem sem Passado" (2002), no Festival Internacional de Cinema, no cine Academia de Brasília; no cine Rosa e Silva, no Recife, o - mais hermético - "Luzes na Escuridão" (2006).  São maravilhosos. O Cinema da Fundação, na mostra "Expectativa 2012/Retrospectiva2011", trouxe "O Porto (Le Havre)", a mais recente realização. Lindo! Um filme terno, que conta a história de um pequeno imigrante ilegal africano, com sensibilidade e generosidade. Busca o sentimento de amizade e a solidariedade da vizinhança, quando todos se unem para ajudar o garoto, exceção de um vizinho delator.

Marcel Marx sobrevive como engraxate na pequena cidade portuária Le Havre, depois de uma vida boêmia em Paris. Passa o dia pelas ruas da cidade procurando quem queira engraxar os sapatos e, no fim do dia, volta para casa, onde a mulher Arletty (Kati Outinen) cuida dele com devoção. Antes, passa na padaria e no verdureiro; depois, no bar da esquina. Arletty é internada com uma doença grave, com pouca esperança de cura. Marcel se vê só com a cadela Laika. É quando o caminho de Marcel e o do menino Idrissa (Blondin Miguel) se cruzam.

Um dos belos momentos do filme é a revelação da amizade e da solidariedade na vizinhança. A implacável política de imigração caça o menino em situações entre emocionantes, criativas e cômicas. O ótimo Jean-Pierre Darroussin faz o detetive encarregado pelo prefeito da cidade de encontrar o menino para aplacar a sanha da imprensa. Há poucos diálogos, como o diretor gosta. Ele deixa as entrelinhas para o espectador decifrar. O que não é dito, ele diz através de silêncio, por meio de sinais e, principalmente da música.

Uma característica marcante nos filmes de Aki Kaurismaki é o destaque à Música. A música tem espaço próprio, é protagonista. Funciona como forte elemento climático na maioria das vezes. Outras vezes ela põe a música a nos provocar sensações mais físicas, com o balanço de Bob Little, antigo roqueiro francês. Ouvem-se, no decorrer do filme, baladas, tangos e rock and roll. É Little Bob quem faz o papel dele mesmo e o Little Bob Concert é eletrizante, envolvente. Chama a dançar, difícil segurar o pezinho.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Centenas de entidades são organizadas pela Cia para interferir nos assuntos internos dos países de todo o mundo.



Lista de entidades no mundo que trabalham com a CIA


Os tentáculos da Central Intelligence Agency estendem-se por todo o mundo e as entidades que utiliza como camuflagem são as mais variadas possíveis. A lista abaixo é incompleta. Mesmo assim, compreende mais de 500 agências, fundações e empresas que fazem parte da CIA ou com ela trabalham. Na área da informação e acção contra os povos e suas organizações políticas e sociais, a actuação destas entidades é multifacética, constante e muito bem financiada.


Lista de agências da CIA ou que com ela trabalham e/ou são financiadas

* A *
AALC, see Afro-American Labor Center
Acrus Technology
ADEP, see Popular Democratic Action
Advertising Center, Inc.
Aerojet General Corporation
Aero Service Corp. of Philadelphia
AFME, see American Friends of the Middle East
"African Report"
African-American Institute
Afro-American Labor Center (AALC) of
American Federation of Labor/Congress of Industrial Organization (AFL/CIO)
Agencia Orbe Latinoamericano
Agency for International Development (AID)
Agribusiness Development, Inc.
AIFLD, see American Institute for Free Labor Development
Air America Air Asia Co., Ltd.
Air Proprietary Company
All Ceylon Youth Council Movement
Alliance for Anti-totalitarian Education
America Fore Insurance Group
American Academy for Girls
American Association of the Middle East
American Chamber of Commerce
American Committee for Liberation from Bolshevism, Inc.
American Committee for the Liberation of the People of Russia
American Committee for the International Commission of Jurists
American Economic Foundation
American Federation for Fundemental Research
American Federation of Labor/Congress of Industrial Organization (AFL/CIO)
American Federation of State, County and Municipal Employees (AFSCME)
American Foundation for the Middle East
American Friends of the Middle East
American Friends of the Russian Freedom
American Friends Service Committee
American Fund for Czechoslovak Refugees
American Fund For Free Jurists
American Geographic Society
American Historical Society
American Institute for Free Labor Development (AIFLD)
American Machine & Foundry
American Mutual Insurance Company
American Newspaper Guild

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

TESTEMUNHO DA JORNALISTA LIZZIE PHELAN SOBRE A LÍBIA

A jornalista relata a experiência da cobertura na Líbia, se emociona várias vezes e fala sobre o papel que os meios de comunicação tiveram.
Este vídeo foi censurado no Youtube, segundo o informe da fonte.


Testigo de la situacion en Libia - video censurado en youtube from Georgina Miller Carrasco on Vimeo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Luís Carlos Prestes, João Amazonas, Carlos Marighella, Mário Alves, Maurício Grabois, Mário Alves, Pedro Pomar, Joaquim Câmara Ferreira, Gregório Bezerra, David Capistrano, desculpem

Quem são os herdeiros de 1922?
Por Augusto C. Buonicore




 Devo dizer que me espantei com uma Nota Política do PCB de 25 de outubro de 2011. A própria linguagem a desqualifica, mas é seu conteúdo que choca pela agressão que realiza contra a honra e a memória de parte importante do movimento comunista brasileiro e, ainda, por se prestar ao papel de linha auxiliar da reação que há uma quinzena realiza uma verdadeira caçada reacionária ao Partido Comunista do Brasil, PCdoB. Esta “Nota”, por sinal, não tem a cara de alguns de seus valorosos militantes, que conheço e respeito.

O referido texto começa com um parágrafo lapidar: “Se nosso Partido fosse legalista, poderíamos reclamar no Procon, no TSE, na justiça comum, contra a tentativa de sequestro da história do PCB: propaganda enganosa, falsidade ideológica, estelionato político, apropriação indébita”. Assinalamos que o texto já começa com um linguajar de “briga de salão”, que não é adequado a uma discussão teórica e política séria. O fundo da questão é que o atual PCB se considera o verdadeiro e único Partido Comunista do Brasil, fundado em 25 de março de 1922. Assim, ninguém mais poderia reivindicar esta herança. A pena para tal crime seria o achincalhe público e a desqualificação moral. Tese e prática com a qual não concordamos.

O alvo central das críticas – e da pretensão – dos neopecebistas é o PC do Brasil (PCdoB). Afirmam: “Todas as pessoas razoavelmente informadas, todos os intelectuais, historiadores, militantes políticos e sociais sabem que o PCdoB foi fundado em 1962, por uma insignificante minoria do Comitê Central do PCB, após ser fragorosamente derrotada no V Congresso do nosso Partido”.

De fato, grande parte das pessoas acredita que o PCdoB foi fundado em 1962. Contudo, também, não deixa de ser verdade que as “pessoas razoavelmente informadas”, tem a convicção de que o atual PCB foi fundado em 1992, depois que uma “insignificante minoria” – ainda menor do que aquela que “reorganizou” o PCdoB – foi sucessivamente derrotada nos últimos congressos do antigo PCB. Todos sabem que, para o bem ou para o mal, não existe nada mais diferente do velho PCB que o atual PCB.

Pergunto: se o PCdoB foi criado em 1962 e o atual PCB o foi em 1992, qual, então, seria o legítimo herdeiro de 1922? Os “especialistas”, talvez, respondesse “ninguém” e iria rir gostosamente desta discussão um tanto bizantina.

Estranhamente tentando reconstruir a história do seu ponto de vista, o neoPCB acabou distorcendo-a, ajudando a aumentar a confusão que ele se propõe esclarecer. A nota diz que apenas recentemente PCdoB se arvorou como herdeiro do antigo PCB. “Esta tática – de renegar hoje sua própria trajetória para tentar se apropriar da história que rejeitaram em 1962 – vem sendo aplicada em razão de uma realidade que os dirigentes desse partido nunca imaginaram possível: a reconstrução revolucionária do PCB”. Por isso, “precisam fingir que são o PCB, fundado em 1922, confundindo a opinião pública”. E conclui: “Se o verdadeiro comunista João Amazonas estivesse vivo ficaria envergonhado de assistir à manipulação de sua própria história”.

Todas as pessoas “razoavelmente informadas” sabem que essas afirmações não são verdadeiras, parecem saídas de alguém que não conhece minimamente a história do PCdoB e do próprio PCB. Leigos na rica história da esquerda brasileira.

Quando o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) começou a se reivindicar herdeiro de 1922? Será que foi durante o governo Lula ou devido à autointitulada “reconstrução revolucionária” do neoPCB, como afirmam? É obvio que não. Este debate surgiu logo no início da década de 1960 e foi uma das razões centrais para o racha dos comunistas brasileiros. Vamos aos fatos:

Quando em agosto de 1961, a direção do P C do Brasil (então PCB) decidiu apresentar um novo Estatuto e Programa ao Tribunal Superior Eleitoral, mudando o nome da organização para Partido Comunista Brasileiro e tirando as referências ao internacionalismo e ao comunismo, um grupo de expressivos militantes protestou e, numa carta, exigiu a convocação de um novo congresso para deliberar sobre aquelas mudanças. Ao serem expulsos, convocaram o que chamaram de V Conferência Nacional extraordinária com o objetivo de reorganizar o antigo Partido Comunista do Brasil, mantendo o nome e o Estatuto.

Os delegados reunidos ali reivindicaram para si – e para o Partido Comunista do Brasil reorganizado – a continuidade do antigo Partido e não o rejeitaram como diz o texto desinformado do atual PCB. Foi exatamente neste momento que o nosso país passou a ter dois partidos comunistas, reivindicando o mesmo passado, a mesma herança.

Só este estupendo desconhecimento da nossa história comum, beirando mesmo à má-fé, justificaria a afirmação que o verdadeiro comunista João Amazonas ficaria chocado se soubesse que o PCdoB estava reivindicando a história do PCB, antes de 1962. Existem dezenas de artigos nos quais Amazonas reivindica essa continuidade histórica, destaco apenas o documento 50 anos de Luta (1972) (e não dez anos), escrito em plena selva do Araguaia, em parceria com outro grande comunista, Maurício Grabois. Se estavam errados é outro problema, mas ninguém pode tirar-lhes o sagrado direito de reivindicar a herança, especialmente os neopecebistas.

Atualmente, seria perfeitamente defensável afirmarmos que a frondosa árvore nascida em 25 de março de 1922 deu vários galhos e frutos – uns morreram pelo caminho, outros cresceram e se desenvolveram, e um deles pelo menos, o PCdoB, se transformou num partido comunista que não para de crescer, com uma massa de militantes e com influência política e social. Um partido revolucionário e contemporâneo, fiel a sua identidade e aos seus princípios. Outros não tiveram a mesma sorte. Entre os galhos e frutos desta árvore estão Luís Carlos Prestes, João Amazonas, Carlos Marighella, Mário Alves, Maurício Grabois, Mário Alves, Pedro Pomar, Joaquim Câmara Ferreira, Gregório Bezerra, David Capistrano, Nestor Veras etc. Uma lista infindável.

Penso que, aos poucos, vamos superando a falsa ideia de que só poderia haver um único partido comunista em cada país. O restante, portanto, seriam necessariamente forças políticas pequeno-burguesas ou burguesas, adversários (ou inimigos) a serem derrotados. Tese que levava a um eterno processo de exclusões e anátemas, que prejudicavam a unidade das forças mais avançadas da sociedade. Ressuscitar este velho espírito em pleno século XXI é prestar um grande desserviço à causa dos trabalhadores e do socialismo.

Calúnias sob o manto de debate programático

Para o neoPCB um partido só é verdadeiramente comunista se não participar de governos, não tiver expressão política de massas e for uma organização exclusivamente de quadros, preferencialmente uma seita de puros. Nada mais avesso às concepções marxistas e leninistas de partido. Transportam modelos de partidos feitos para atuar na clandestinidade para momentos históricos marcados pela existência de uma democracia ampliada, ainda que burguesa.

O atual PCB entra inclusive no mérito do programa de TV do PC do B. Critica-o por exibir “um programa eleitoral voltado para as eleições de 2012!”. Continua a acusação: “com efeitos especiais, exibiram cinco atuais parlamentares que já estão em campanha para prefeituras, uma manobra comum a todos os partidos eleitoreiros”. Assim, continua ele, “ganham de qualquer forma. Vencendo as eleições, se tornam prefeitos. Se as perdem, antecipam em dois anos a campanha para sua reeleição ao parlamento”.

Para os neocomunistas passou a ser crime projetar lideranças, através do seu espaço na TV, um ano antes da campanha eleitoral. Pela nova cartilha estaria proibido aos deputados e senadores comunistas se lançarem candidatos às prefeituras de suas cidades e, especialmente, conseguirem ser eleitos. Os políticos de direita, que se utilizam diariamente da grande mídia, gostariam que a esquerda seguisse estes conselhos extremamente revolucionários. Somente uma seita sectária – sem nenhuma expressão política e social – seria capaz de propor algo deste tipo.

Continua a crítica dos neocomunistas: “Em 10 minutos de programa, não houve menção alguma ao imperialismo e ao capitalismo. Parece que, para esse partido, nem o imperialismo está inventando guerras contra os povos nem os trabalhadores do mundo estão lutando contra as retiradas de seus direitos, em meio à crise sistêmica do capitalismo”. Eles reduzem seu campo de visão aos 10 míseros minutos do programa de TV, no qual o PCdoB teve que, excepcionalmente, passar a maior parte do tempo se defendendo de ataques da direita.

Parece que eles não viram nenhum dos programas anteriores, não leram a imprensa do PCdoB, as resoluções de seus congressos ou seu programa socialista. Não acompanharam – nem acompanham – as lutas travadas pelas entidades nas quais os comunistas (do B) têm alguma influência. Se tivessem feito isso, teriam uma visão muito diferente e mais próxima da realidade. Não é sem motivo que é uma dirigente do PCdoB, Socorro Gomes, a atual presidente do Conselho Mundial da Paz e a primeira reunião dos Partidos Comunistas em nosso continente tenha sido no Brasil, tendo o PCdoB como anfitrião. Sinal de reconhecimento do seu papel na luta anti-imperialista por parte dos demais partidos operários e comunistas. Isso não é pouco.

Por fim, cabe nos referir à parte mais deplorável do documento – engrossando o coro da mídia burguesa contra o PCdoB. Afinal, esta tem sido a prática histórica de certas correntes esquerdistas no Brasil e no mundo. O texto começa de uma maneira um tanto malandra: “Aliás, por falar em dinheiro público, o PCB, na crítica política e ideológica que faz ao PCdoB, não centrará suas divergências nas recentes denúncias contra o Ministro dos Esportes. Ficamos com o benefício da dúvida, aguardando os desdobramentos do caso e a apuração das denúncias”.

Passa então a descrever detalhadamente as acusações contra o referido ministério, todas plantadas pela mídia conservadora, e chega mesmo a supor que estas denúncias seriam “a principal motivação da candidatura do deputado Aldo Rabelo a Ministro do TCU”. E, contrariando o nobre direito da dúvida, anunciado anteriormente, afirmou, sentenciando: “Independente dos resultados da apuração das denúncias (sic), um fato já é cristalino: integrado ao sistema, o PCdoB, durante os nove anos em que dirige o Ministério dos Esportes e outros espaços de poder, se enredou na promiscuidade com esquemas, públicos e privados, e com delinquentes”. Fala, inclusive, que o PCdoB teria “voracidade por recursos não contabilizados”. Conclui, sem medo do ridículo: “Mas, como dissemos, nossa discussão é no campo político, na tática e na estratégia que devem adotar os que se reivindicam comunistas”. Aqui, num passe de mágica, calúnia sem prova virou crítica política e ideológica. Para o atual PCB o fato já é cristalino, não precisa de apuração, que passa ser uma formalidade jurídica. Os “neocomunistas” adotam as calúnias da revista Veja, e com base nelas fazem coro com o campo político mais reacionário do país.

Concluo com uma frase lapidar daquele documento que se diz comunista: “só é abatido na luta pelo poder no Estado burguês quem tem telhado de vidro”. Que o digam os parlamentares comunistas cassados em 1948, Jango e Allende, abatidos por um golpe militar. Apesar do desejo da direita e dos setores a ela aliados, o PCdoB não foi e nem será abatido tão facilmente, pois além de não ter telhado de vidro, possui história, grandes amigos e uma militância aguerrida que o fez transpor situações muito mais difíceis.

 ____________
Historiador e secretário-geral da Fundação Maurício Grabois

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Razões de Uma Vitória - vídeo

A Televisão Cubana inciou em abril deste ano a transmissão da série "Razones de una Victoria".  

Através de testemunhos e observações de Cuba e dos EEUU, análises do acontecimento de abril de 1961 na Playa Girón, que conduziram a Primeira Derrota do Imperialismo na América Latina. São cincoenta anos. Assista aqui o primeiro capítulo, Resistir a pie firme.

“Resistir a pie firme”, Capítulo I de las Razones de una Victoria. Razones de Cuba

Parte 1


Parte 2



Link para o original:
“Resistir a pie firme”, Capítulo I de las Razones de una Victoria (+ Video) | Razones de Cuba
'

domingo, 15 de agosto de 2010

Capitalismo, o que é. ¿Qué es el Capitalismo?



Capitalismo ilustrado Diario de un Globalizador: reflexiones acerca de quien hoy en día es el delincuente y genocida no procesado más arraigado a sus intereses personales por encima de los políticos.

Aquel que, basado en su basto material bélico y nuclear de avanzada tecnología, ha sembrado el horror en miles de familias en el mundo, devastando pueblos enteros, declarando la Guerra a los países subdesarrollados (tercermundistas), lo cual se considera como el acto más "inteligente" durante su labor, ya que con ello puede promocionar su llamada "Liberación de los Pueblos". George Walker Bush.

Compatriotas venezolanos y latinoamericanos...!. Reciban un cordial saludo revolucionario... para que este proceso tenga mella positiva en el país, es necesario el compromiso y la entrega que dio Bolívar en sus andanzas por estas maravillosas y sagradas tierras del continente americano.

A íntegra aqui

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Para entender a crise


Ignacio Ramonet escreve sobre a atual crise do capitalismo, fazendo uma minuciosa análise da história do capitalismo, desmascarando mitos e dando uma aula de economia.


Leitura necessária.


O krach perfeito, novo livro de Ignacio Ramonet


por Doulas Estevam, de Paris, para Brasil de Fato

Ignacio Ramonet acaba de publicar seu mais recente trabalho, “O krach perfeito, crise do século e refundação do futuro”, no qual desenvolve uma minuciosa análise dos eventos que, para o autor, se configuram como uma precipitação do “fim de uma era do capitalismo”, em que “o sistema financeiro internacional foi comprometido como nunca antes. Pior do que em 1929”.

Em um ensaio conciso, a descrição dos elementos ideológicos, políticos e econômicos que configuraram as bases da atual crise financeira se articulam com a exposição da emergência de uma ordem mundial marcada pela globalização neoliberal em detrimento dos mecanismos de regulação, estímulos econômicos e investimentos públicos realizados pelo Estado que, somados às políticas de pleno emprego, haviam caracterizado o período anterior, fortemente influenciado pelo pensamento de Keynes. Ele enfatiza ainda um outro fenômeno inédito que se produziu no último ano: a alta simultânea dos preços do petróleo, dos produtos primários e dos produtos alimentares. “Todos os elementos são reunidos para um krach [equivalente francês ao termo inglês crash] perfeito, que só vemos uma vez a cada século”.

Arqueologia do krach

“Tudo começou em 15 de agosto de 1971. Neste dia, o presidente estadunidense Richard Nixon anuncia que os EUA suspendem a conversibilidade do dólar em ouro”. Chegava ao fim o sistema de Bretton Woods e abria-se o caminho às manobras monetárias de Washington e à desregulamentação financeira, marcos de um novo capitalismo.

Em sua Arqueologia do Krach, título do primeiro capítulo do livro, as teorias dos “três oráculos do neoliberalismo” Schumpeter, Hayek e Milton Friedman, são analisadas. A presença dos teóricos formados pela Escola de Chigago (da qual os dois últimos foram os maiores expoentes) nas ditaduras de Pinochet no Chile e de Suharto na Indonésia, em 1971, e depois, no início dos anos oitenta, nos governos de Margaret Thatcher e Ronald Reagan, na Inglaterra e Estados Unidos, marcam a chegada ao poder da chamada “revolução conservadora”. Centradas em um “neoliberalismo agressivo, redobrada por um anti-keynesianismo militante”, suas teses, que têm como principal objetivo “chegar ao fim da longa tradição de intervenção econômica e social do Estado, dominaram o campo teórico do capitalismo real dos últimos trinta anos”.

Schumpeter introduziu o conceito de destruição criativa, para o qual a lógica do capitalismo seria marcada por uma constante inovação, tendo singular importância a inovação tecnológica e a figura do empreendedor.

Hayek, “muito mais ideológico, o verdadeiro mestre do pensamento, o profeta dos neoliberais”, defendia um conceito próprio de ”Estado mínimo, desprovido de poder de intervenção econômica, e a ideia de que o mercado tem sempre razão”. O teórico americano Milton Friedman contribuiu com sua tese da nova violência capitalista. Para ele, “o livre mercado é um sistema científico perfeito” e o “Estado teria como única função proteger nossa liberdade contra os inimigos externos”.

“Ao longo dos anos 80, as principais firmas multinacionais, os bancos de Wall Street, o Federal Reserve dos Estados Unidos e os organismos financeiros internacionais, elaboram em comum, sob a base destes comandos neoliberais, uma doutrina feita de competitividade, disciplina orçamentária, reforma fiscal, redução de despesas públicas, liberalização de trocas comerciais, financeiras e privatizações massivas do setor público”.

Estas medidas são postas em prática com os “programas de ajustamento estrutural”. No final da década de oitenta e início dos anos noventa, com a queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética, ficava “suprimido o principal obstáculo político à expansão do neoliberalismo”, dando aos neoliberais a segurança de que “suas concepções de economia foram a chave da vitória”. Responsáveis do Banco Mundial sintetizam as teses neoliberais no “Consenso de Washington”, que o “Pôquer do Mal – FMI, Banco Mundial, OCDE e OMC” se encarregariam de promover, primeiro na América Latina, e logo depois na Ásia e África. É o apogeu do mercado contra o Estado, marcado por uma transformação profunda da política, a adoção de uma globalização que “concerne sobretudo ao setor financeiro. A liberdade de circulação dos capitais tornando-se absoluta, este setor dominando, de longe, a esfera da economia”.

A fábrica do krach

Ramonet dedica uma parte de sua análise às crises que precederam o krach atual. Nesta parte de seu estudo, denominada “A fábrica do krach”, ele percebe o primeiro sintoma da “crise do século” nos eventos que atingiram os “tigres asiáticos” em 1997, que demonstraram claramente que “o sistema financeiro edificado pela teoria neoliberal, com mercados desregulados e liberalizados, atores abusando dos efeitos de alavancagem e capitais internacionais em movimento permanente, estava se tornando perigosamente frágil”. Recuando no tempo, ele menciona os impactos da crise do México, amenizada por uma massiva intervenção dos Estados Unidos.

A revolução da internet, que no início da década de noventa “parecia confirmar as duas teses schumpeterianas: a da mudança de cíclo, provocada pelo salto tecnológico, e a da destruição criativa”, foi duramente abalada pela explosão da Bolha da Internet. Os especuladores estavam persuadidos de que “uma das transformações mais rápidas que o mundo conheceu, em virtude das leis da destruição criativa” obrigaria as empresas a “se adaptarem, a investir enormemente em equipamentos de informática, telecomunicações, redes numéricas, cabos ópticos etc. As perspectivas de crescimento pareciam ilimitadas”. As cotações das ações das empresas de internet explodem, as “stock options desempenham um papel importante nesta febre” e, depois de cinco anos de especulação, em março de 2000, a bolha explode.

Os outros exemplos são as empresas Enron e Parmalat. Reconhecida como “um modelo de audácia e modernidade, de governabilidade de empresa, com a capacidade de melhor operar nos mercados desregulamentados de produtos derivados”, a norte-americana Enron conseguiu um aumento de 90% do valor de suas ações em único ano. “A ascensão do valor das ações fazia calar os últimos céticos”. Seu sucesso se devia a escandalosos métodos fraudulentos. Em 2001 foi descoberto que a empresa “exagerava artificialmente seus rendimentos, ocultando déficits, utilizando uma infinidade de sociedades fantasmas e falsificando suas contas”, tudo em cumplicidade com uma agência de auditoria. Um prejuízo de 68 bilhões de dólares.

A Parmalat, outro “exemplo de sucesso impulsionado pela dinâmica da globalização liberal” não ficaria atrás, falsificando documentos, balanços e realizando desvios contábeis que, em 2003, viriam à tona numa operação que envolvia prejuízos de mais de 11 bilhões de euros. Todos estes acontecimentos não foram suficientes para conter os “instintos animais” que, segundo Keynes, a liberdade econômica estimula.

O fim de uma Era de Ouro

Apesar de todas estas crises, o sistema parecia miraculosamente intocável. Um dos artesãos deste milagre foi Alan Greenspan, presidente do Banco Central Americano. Ele desenvolve “uma política agressiva de taxas de juros baixas e encoraja os americanos a se endividarem além de suas possibilidades”. Estimulado pelo contexto de desregulamentação, “surge um novo capitalismo ainda mais brutal e concorrente” para o qual Robert Rubin iria desempenhar um papel central ao implementar as reformas que eliminavam as incompatibilidades entre bancos de investimento e bancos de depósito. “A porta é aberta para toda sorte de excessos da parte de financistas ávidos de rendimentos máximos”. Com estas medidas, os fundos de investimentos se tornam os “novos mestres do universo”.

Essa iniciativa resultou na crise imobiliária norte-americana que, através de uma “indústria financeira hipersofisticada”, acompanhada de uma “engenharia financeira dotada de uma forte criatividade, não cessou de se desenvolver inventando instrumentos (títulos derivados, subprimes, hedge fonds) e técnicas” que provocaram a generalização internacional de uma crise, desencadeando em todo o mundo uma sequência de falências, desempregos, nacionalizações, planos de salvamento e quebras que veríamos eclodir em 2008.

A todas estas crises vêm ainda se juntar as crises energética e alimentar. Para Ramonet, “cada uma delas age sobre as outras. Elas se estimulam. Elas constituem o saldo deplorável de três décadas de neoliberalismo”. A emergência da China como superpotência econômica “é um presságio de que os dias dos Estados Unidos como primeira potência econômica estão contados”. As manifestações sociais que se espalham pelo mundo, como as que se viram nos países mais afetados pela crise alimentar, as que se realizaram na Grécia, ou a eleição de Obama, que gerou um entusiasmo que pode “rapidamente se transformar em decepção, frustação e cólera”, são para o autor sinais de emergência da questão social que se coloca “no coração do debate político”.

Contudo, Ramonet reconhece que “este krach talvez não signifique o fim do capitalismo, que já conheceu outros e conseguiu se recuperar”, mas não deixa de perceber que, mesmo num contexto de vazio teórico das esquerdas, “a crise atual, pela sua extensão e intensidade, fornece a ocasião de transformar, enfim, a arquitetura geoeconômica e geopolítica do mundo”.

Douglas Estevam é correspondente do Brasil de Fato, em Paris.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Balcão de negócios bilionário

Paulo Henrique Amorin já vem cantando a pedra há meses.

Algumas de hoje: (aqui na íntegra)

. O Supremo Presidente Gilmar Mendes transformou o Supremo Tribunal Federal num balcão de negócios.

. O único recurso é recorrer ao Conselho Nacional de Justiça e pedir o impeachment de Gilmar Mendes.

. O Brasil é o que é: Gilmar Mendes.

. Quando o Brasil olha no espelho vê Gilmar Mendes.

. Gilmar Mendes é Fernando Henrique Cardoso na presidência do Supremo Tribunal Federal.

. O problema de Gilmar Mendes é não deixar Daniel Dantas macular a imagem impoluta de Fernando Henrique Cardoso, que o nomeou para o Supremo.

. Se o Presidente Lula tivesse metade da fibra de Néstor Kirchner, teria demitido todos os ministros do Supremo escolhidos por Carlos Menem, um foragido da Justiça.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Há muito mais coisa por trás de tanto alvoroço


Os amigos do capo Orelhudo Daniel Dantas estão em polvorosa. Bob Fernandes explica porque com competência e clareza. Vale a pena entender.

Dantas tem muitos "amigos" nervosos: senadores, jornalistas, investidores. Os colegas tem estranhado o nervosismo de Míriam Leitão e outros coleguinhas. Houve ataque de histeria no Senado Federal. Invadiram a tribuna tentando calar quem defendia a ação da PF.

Na matéria de Bob Fernades, ele explica como foi difícil o trabalho do setor da PF que não tinha compromisso com o esquema de Dantas. Dantas tem ainda entre os "amigos", comendo em suas mãos, policiais e juízes.


Obrigada ao Olímpio Cruz, me presenteando a cobertura excelente de Bob Fernandes.

Como diz o jornalista, na bela cobertura, tem muita gente nervosa. Visível nas telas, nas ondas, nos bits e nas páginas.

.

BRASIL NUNCA MAIS

BRASIL NUNCA MAIS
clique para baixar. Íntegra ou tomos