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terça-feira, 29 de março de 2016

Brasil sob ataque de “Guerra Híbrida”

São informações importantes para entender o que se passa em nossa volta.  Não é teoria da conspiração, a conspiração vem trazendo muitos prejuízos ao Brasil. Nós podemos vencer estes desafios. O autor é Pepe Escobar, que dispensa apresentação. Leiam:
Brasil e Rússia sob ataque de “Guerra Híbrida”[1]
“Se o veneno, a paixão, o estupro, a punhalada
Não bordaram ainda com desenhos finos
A trama vã de nossos míseros destinos,
É que nossa alma arriscou pouco ou quase nada.”
As flores do mal [1857], Charles Baudelaire

28/3/2016, Pepe Escobar, RT
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Revoluções Coloridas nunca bastariam. O Excepcionalistão vive à procura de grandes atualizações de estratégia capazes de garantir a hegemonia perpétua do Império do Caos.
A matriz ideológica e o modus operandi das revoluções coloridas já são, hoje, assunto de domínio público. Mas não, ainda, o conceito de Guerra Não Convencional (GNC) [orig. Unconventional War (UW).
Essa guerra não convencional apareceu explicada no manual das Forças Especiais para Guerra Não Convencional dos EUA, em 2010. O parágrafo chave é:
“1-1. A intenção dos esforços de GNC dos EUA é explorar vulnerabilidades políticas, militares, econômicos e psicológicos de um poder hostil, mediante o desenvolvimento e sustentação de forças de resistência, para alcançar os objetivos estratégicos dos EUA. (…) Para o futuro previsível, as forças dos EUA se engajarão predominantemente em operações de guerra irregular”
Hostil” não se aplica apenas a potências militares; qualquer estado que se atreva a desafiar alguma trampa importante para a “ordem” mundial Washington-cêntrica – do Sudão à Argentina –, pode ser declarado “hostil”.
Hoje, as ligações perigosas entre Revoluções Coloridas e Guerra Não Convencional já desabrocharam, como Guerra Híbrida: caso pervertido de Flores do Mal. Uma ‘revolução colorida’ é apenas o primeiro estágio do que, adiante, será convertido em Guerra Híbrida. E Guerra Híbrida pode ser interpretada, na essência, como a teoria-do-caos armada – paixão conceitual dos militares dos EUA (“política é a continuação da guerra por meios linguísticos”). No fundo, meu livro de 2014, Empire of Chaos rastreia as miríades de manifestações desse conceito.
Os detalhados e bem construídos argumentos [de Andrew Koribko, um dos capítulos já traduzidos, e outros em tradução (NTs)] dessa tese em três partes esclarece perfeitamente o objetivo central por trás de uma grande Guerra Híbrida:
“O grande objetivo por trás de toda e qualquer Guerra Híbrida é esfacelar projetos multipolares transnacionais conectivos, mediante conflitos de identidade provocados de fora para dentro (étnicos, religiosos, regionais, políticos, etc.), dentro de um estado de trânsito tomado como alvo.”
Os BRICS – palavra/conceito de péssima reputação em Washington e no Eixo de Wall Street – teriam de ser os alvos preferenciais de Guerra Híbrida. Por incontáveis razões, dentre as quais: o movimento na direção de comerciar e negociar em suas próprias respectivas moedas, deixando de lado o dólar norte-americano; a criação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS; o confessado interesse na direção da integração da Eurásia, simbolizada pelos projetos: Novas Rotas da Seda – ou, na terminologia oficial, Um Cinturão, uma Estrada [ing. One Belt, One Road (OBOR)] liderados pela China; e União Econômica Eurasiana (UEE) liderada pela Rússia.
Implica que a Guerra Híbrida mais cedo ou mais tarde atingirá a Ásia Central: o Quirguistão é candidato ideal a laboratório primário para experimentos tipo revolução colorida, do Excepcionalistão.
No estado em que estamos hoje, a Guerra Híbrida está muito ativa nas fronteiras ocidentais da Rússia (Ucrânia) mas ainda é embrionária em Xinjiang, no extremo oeste da China, que Pequim microadministra como falcão. A Guerra Híbrida também já está sendo aplicada para impedir um gambito crucial do Oleogasodutostão: a construção do Ramo Turco. E também será acionada de pleno para interromper a Rota da Seda dos Bálcãs – essencial para os negócios/comércio da China com a Europa Ocidental.
Dado que os BRICS são o único real contrapoder ante o Excepcionalistão, foi preciso desenvolver uma estratégia para cada um dos principais atores. Jogaram tudo contra a Rússia – de sanções à mais total demonização; de ataque contra a moeda russa até uma guerra dos preços do petróleo, que incluiu até algumas (patéticas) tentativas de iniciar uma revolução colorida nas ruas de Moscou.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Não Letal ou O Império da Mentira e do Medo

Estados Unidos seguem semeando a guerra e a destruição de países na sanha de abocanhar mais poder e dinheiro que sabem fazer com eficiência (armas, armas e armas).
O PIG estadunidense e a indústria bélica apoiam a mentira da "ajuda humanitária" dos EEUU à Ucrânia. Washington Post: "Os Estados Unidos vão enviar em breve suprimentos médicos , capacetes e outras formas de ajuda não-letal aos militares da Ucrânia , o secretário de Defesa Chuck Hagel anunciou quinta-feira , uma medida destinada a reforçar um aliado em apuros e que não chega a fornecer armas."
Graham W Phillips, jornalista blogueiro, publicou hoje uma pequena mostra de "medicamento" enviado pelo pentágono.

recomendamos ler sobre o assunto: http://www.telesurtv.net/articulos/2014/05/08/los-fascistas-en-kiev-muestran-sus-caras-6819.html?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

É hora de fazer alguma coisa




Quando os espanhóis "nos descobriram", há cinco séculos, a população da Ilha não ultrapassava os 200 mil hab, os quais viviam em equilíbrio com a natureza. As  fontes  de alimentos vinham dos rios, lagos e mares ricos em proteínas; e praticavam uma agricultura rudimentar que lhes fornecia calorias, vitaminas, sais minerais e fibras.

É hora de fazer alguma coisa.     (por Fidel Castro)


Vou contar um pouco de história 



 Quando os espanhóis "nos descobriram", há cinco séculos, o número estimado da população da Ilha não ultrapassava os 200 mil habitantes, os quais viviam em equilíbrio com a natureza. Suas fontes principais de alimentos procediam dos rios, lagos e mares ricos em proteínas; adicionalmente praticavam uma agricultura rudimentar que lhes fornecia calorias, vitaminas, sais minerais e fibras.

Nalgumas regiões de Cuba ainda existia o hábito de produzir casabe (um tipo de pão elaborado com mandioca). Determinados frutos e pequenos animais silvestres complementavam sua dieta. Fabricavam alguma bebida com produtos fermentados e transmitiram à cultura mundial o costume de fumar, muito daninho para a saúde.

A população atual de Cuba é, possivelmente, 60 vezes maior da que existia naquela época. Embora os espanhóis se misturassem com a população autóctone, essa população praticamente foi exterminada com o trabalho semi-escravo no campo e com a garimpagem de ouro nas areias dos rios.

A população indígena foi substituída pela importação de africanos, capturados à força e escravizados, uma prática cruel aplicada durante séculos.

De muita importância para nossa existência foram os hábitos alimentares criados. Fomos convertidos em consumidores de carne suína, bovina, ovina, consumidores de leite, queijo e outros derivados; trigo aveia, cevada, arroz, grão-de-bico, feijão, ervilha e outras leguminosas procedentes de climas diferentes.

Originariamente, dispunhamos do milho, e foi introduzida a cana-de-açúcar entre as plantas mais ricas em calorias.

 O café foi trazido pelos conquistadores da África; o cacau possivelmente foi trazido do México. Estes dois produtos, juntamente com o açúcar, o fumo e outros produtos tropicais, viraram enormes fontes de recursos para a metrópole, depois do levante dos escravos no Haiti, ocorrido no início do século 19.

O sistema de produção escravista perdurou até a transferência da soberania de Cuba para os Estados Unidos pelo colonialismo espanhol que, em guerra cruenta e extraordinária, foi derrotado pelos cubanos.

Quando a Revolução triunfou, em 1959, nossa Ilha era uma verdadeira colônia ianque. Os Estados Unidos enganaram e desarmaram nosso Exército Libertador. Não se podia falar duma agricultura desenvolvida, mas sim de imensas plantações, exploradas com o trabalho manual e animal que, em geral, não utilizavam fertilizantes nem maquinarias. As grandes usinas de açúcar eram de propriedade norte-americana. Várias delas tinham mais de cem hectares de terra; outras dezenas de milhares. No total eram mais de 150 usinas açucareiras, incluídas as dos cubanos, que trabalhavam menos de quatro meses cada ano.

Os Estados Unidos receberam os fornecimentos açucareiros de Cuba nas duas grandes guerras mundiais, e tinham concedido a nosso país uma cota de venda nos seus mercados, associada a compromissos comerciais e a limitações da nossa produção agrícola, apesar de que o açúcar era, em parte, produzida por eles. Outros setores decisivos da economia, como os portos e refinarias de petróleo, eram propriedade norte-americana. Suas empresas possuiam grandes bancos, centros industriais, jazidas, cais, linhas marítimas e ferrovias, além de serviços públicos tão vitais como os elétricos e telefônicos.

Para aqueles que desejem entender não é necessário nada mais.

Apesar de que as necessidades de produção de arroz, milho, óleo, sementes e outros alimentos era importante, os Estados Unidos estabeleciam determinados limites a tudo o que concorresse com sua produção nacional, incluído o açúçar subsidiado de beterraba.

Logicamente, quanto à produção de alimentos é um fato real que dentro dos limites geográficos dum país pequeno, tropical, chuvoso e ciclônico, desprovido de maquinaria agrícola, de sistemas de barragens, de irrigação e do equipamento adequado, Cuba não podia dispor de recursos, nem estava em condições de concorrer com as produções mecanizadas de soja, girassol, milho, leguminosas e arroz dos Estados Unidos. Algumas delas, como o trigo e a cevada, não podiam ser produzidas em nosso país.

Certo é que a Revolução cubana não teve um minuto de paz. Apenas foi decretada a Reforma Agrária, antes de completar-se o quinto mês do triunfo revolucionário, começaram os planos e ações de sabotagem, incêndios, obstruções e emprego de meios químicos daninhos contra o país. Estes incluíram pragas contra produções vitais e, inclusive, contra a saúde humana.

Ao subestimar o nosso povo e sua decisão de lutar por seus direitos e sua independência, os EUA cometeram um erro.

Claro que nenhum de nós tinha, nesse então, a experiência atingida durante muitos anos; atuávamos a partir de ideias justas e de uma concepção revolucionária. Talvez o principal erro de idealismo cometido foi pensar que no mundo havia uma determinada quantidade de justiça e respeito ao direito dos povos quando, certamente, não existia. Contudo, disso não dependeria a decisão de lutar.

A primeira tarefa que ocupou nosso esforço foi a preparação para a luta que se aproximava.

A experiência adquirida na batalha heróica contra a tirania batistiana, é que o inimigo, qualquer que fosse sua força, não podia vencer o povo cubano.

A preparação do país para a luta virou esforço principal do povo, e nos levou a episódios tão decisivos como a batalha contra a invasão mercenária, promovida pelos Estados Unidos, em abril de 1961, desembarcada na Baía dos Porcos e escoltada pela marinha ianque e pela aviação ianque.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Razões de Uma Vitória - vídeo

A Televisão Cubana inciou em abril deste ano a transmissão da série "Razones de una Victoria".  

Através de testemunhos e observações de Cuba e dos EEUU, análises do acontecimento de abril de 1961 na Playa Girón, que conduziram a Primeira Derrota do Imperialismo na América Latina. São cincoenta anos. Assista aqui o primeiro capítulo, Resistir a pie firme.

“Resistir a pie firme”, Capítulo I de las Razones de una Victoria. Razones de Cuba

Parte 1


Parte 2



Link para o original:
“Resistir a pie firme”, Capítulo I de las Razones de una Victoria (+ Video) | Razones de Cuba
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domingo, 1 de maio de 2011

Jogo forte no Gasodutostão Árabe

A grande perversidade dos meios de Comunicação globais é decorrente do compromisso e da submissão aos interesses das grandes corporações.
É muito triste ver que tanta gente segue acreditando no que lê na Veja, Folha ou ve na Globo. Enquanto isso se destroem países, se desestruturam populações. Tudo em nome da ganância esquizofrênica em torno das riquezas que não lhes pertencem.







Pepe EscobarAsia Times Online
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Arab Gas Pipeline

Mais uma vez essa semana o Gasoduto Árabe teve de ser fechado – foi suspenso o fluxo de gás para Israel e Jordânia. Uma “gangue armada desconhecida” bombardeou o terminal de gás de al-Sabil próximo da cidade litorânea de el-Arish, a menos de 350 quilômetros a nordeste do Cairo, na Península do Sinai. 

Dia 27 de março “uma gangue armada desconhecida” tentou, sem sucesso, explodir o terminal. Mas dia 5 de fevereiro conseguiram – e o fluxo de gás para Israel e Jordânia foi interrompido. 

A Península do Sinai é zona vermelha de facto. Quem manda ali são os beduínos locais. A segurança é precária. Armas contrabandeadas para Gaza e outras partes do Oriente Médio fluem pelo Sinai – quer dizer, à distância de tiro do Gasoduto Árabe. 

O Gasoduto Árabe é a estrela do Gasodutostão Árabe – que liga o gás egípcio ao norte de Israel e para o sul em direção ao Golfo de Aqaba e dali pela Jordânia e Síria via Damasco em direção ao Líbano. 

O Gasoduto Árabe pode crescer para leste e para oeste – as turbulências políticas e econômicas permitindo. De Damasco pode ir para o sul da Turquia e ali se conectar com o eternamente tumultuado e sempre em construção, jamais concluído Projeto Nabucco, de exportação de gás para a Europa. Outra possibilidade é o gasoduto crescer em direção à Itália e Espanha, incluindo o gás de Líbia e Argélia. 

Na cidade estratégica de el-Arish, o Gasoduto Árabe divide-se em dois: um dos braços toma o rumo nordeste, para a cidade israelense de Ashkelon. O gasoduto el-Arish-Ashkelon fornece gás a Israel desde 2008. No momento, Israel recebe 1,7 bilhões de metros cúbicos por ano. Antes da Praça Tahrir, havia planos de ampliar esse fornecimento para 2,1 bilhões. Como estão hoje as coisas, o Egito fornece cerca de 10% do mix de energia que abastece Israel, e é responsável por mais de 30% da eletricidade que Israel consome. Mais da metade de todo o gás natural consumido em Israel vem do Egito. 

Poucos lembram que o Egito – com produção de 63 bilhões de metros cúbicos por ano – é um dos maiores produtores de gás natural no Maghreb. Na África, só perde para a Argélia (80 bilhões). Enquanto o Egito está aumentando a produção, a Argélia está reduzindo. Cairo e Argel são concorrentes ferozes no mercado mundial de gás natural. Ao mesmo tempo, o Egito também está investindo pesadamente em gás natural liquefeito [ing. liquefied natural gas (LNG)] – a ser transportado por mar – para tentar livrar-se da perigosa dependência do Gasodutostão do Oriente Médio. 

As exportações de gás do Egito são estratégicas para toda a Região – mas, sobretudo para Israel. Atos de sabotagem podem ferir a economia e a segurança militar/energética de Israel. Mas também ferem a credibilidade regional e internacional do Egito como fornecedor estável – imagem da qual o regime de Hosni Mubarak cuidava com extremo zelo. 

Porque o presidente Anwar Sadat e depois Mubarak barraram todas as tentativas de diversificar a economia do Egito, o país teve de continuar a depender do turismo; de dinheiro enviado pelos trabalhadores egípcios no exterior; das taxas de trânsito pelo Canal de Suez; dos pagamentos por privatizações sempre suspeitas; e das exportações de petróleo, mas, sobretudo, de gás. Boa parte de todos esses fundos foram parar em contas de Mubarak em bancos suíços. 

Não surpreende que Israel tenha defendido Mubarak até o último instante. Os filhos de Mubarak, Gamal e Alaa, embolsaram centenas de milhões de dólares em “comissões” nas vendas de gás egípcio para Israel. Dado que Telavive pagava essas “comissões” em troca de obter gás a preços ridiculamente baixos, os egípcios nunca puderam nem sonhar com usufruir pelo menos uma parte dos benefícios por trabalharem nos campos de gás. Não surpreende tampouco que, em meados de abril, o novo primeiro-ministro do Egito Essam Sharaf tenha ordenado completa revisão de todos os negócios e preços negociados com Israel. 

A nova corrida do gás

Agora, há outro jogo fortíssimo que está sendo jogado no Gasoduto Árabe. A empresa Nobel Energy, que tem sede do Texas, encontrou reservas gigantescas de gás – da ordem de trilhões de metros cúbicos – no leste do Mediterrâneo. São águas em que se cruzam inúmeros atores regionais chaves: Israel, Líbano, Chipre, Gaza, Egito e Turquia. Não há tratados que demarquem águas territoriais. Há ali, para todos, nada menos que 300 anos de energia garantida; pelo menos em teoria, seria o fim da guerra regional por energia. 

A Turquia trabalha atualmente num complexo movimento para desenvolver um gasodutostão regional não só ao longo do eixo leste-oeste, mas também ao longo do eixo norte-sul. Isso implica cultivar uma complexa rede de relacionamentos com nada menos que nove países – Rússia, Azerbaijão, Geórgia, Armênia, Irã, Iraque, Síria, Líbano e Egito. Antes da Praça Tahrir, estavam já em andamento negociações sérias com vistas a estender um Gasodutostão Árabe que poderia conectar o Cairo, Amã, Damasco, Beirute e Bagdá. Esse movimento faria mais para unificar e desenvolver o Oriente Médio, que qualquer “processo de paz”.

O mesmo vale para o recém descoberto gás do Mediterrâneo. Um mundo ideal criaria uma corporação plurinacional para explorar o gás recém-descoberto, localizada talvez em Chipre, que é país neutro e membro da União Europeia. Assim se simplificaria a venda do gás para a sempre faminta Europa, que conseguiria depender menos do gás russo. 

Seja como for, a gigante russa Gazprom já está no jogo. A Gazprom russa já ofereceu ao Líbano seus serviços de prospecção. A China também está atenta, pronta para comprar de qualquer um. No momento, o coração de todo o movimento dessa nova Corrida do Gás concentra-se no aeroporto de Chipre. A empresa Delek – que controla a segunda maior quota, depois da Noble Energy, dos direitos de extração do gás em Israel – quer instalar uma refinaria de gás liquefeito em Chipre, em local estrategicamente selecionado, entre duas bases  navais dos EUA. 

Quer dizer: vai dar confusão – sobretudo com EUA/Israel tentando manter o controle da mesa de jogo, enquanto os governos árabes ainda pensam que poderão usar todo esse gás que têm guardado no subsolo, como modo de sobrepujar a hegemonia econômico-militar de Israel. 

Pelo menos num front, a grande revolta árabe de 2011 pode ainda sonhar com um futuro radioso: o do gás natural, que é commodity, capital e infraestrutura que pode levar ao desenvolvimento de todos. Ou não, nada disso. Teremos apenas mais um capítulo letal das atuais guerras por fontes não renováveis de energia.

http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/05/jogo-forte-no-gasodutostao-arabe.html

P/ Twitter: http://goo.gl/OhieG

sexta-feira, 25 de março de 2011

¡Es la Amazonía, estúpido!


escrito por Atilio Boron    

Los intereses imperialistas están sobre Brasil, en este caso con el envío de su principal representante al país, Barack Obama

Resumen Latinoamericano/Rebelion - Todos recuerdan aquella frase con la que Bill Clinton desarmó a George Bush padre en la competición presidencial de 1992. Una expresión parecida podría utilizarse en el momento actual, cuando muchos piensan, en Brasil y fuera de él, que Obama está de visita en ese país para vender los F-16 fabricados en Estados Unidos, desplazando a su competidor francés, y para promover la participación de empresas estadounidenses en la gran expansión futura del negocio petrolero brasileño.
También, para asegurar un suministro confiable y previsible a su insaciable demanda de combustible mediante acuerdos con un país del ámbito hemisférico y menos conflictivo e inestable que sus proveedores tradicionales del Oriente Medio o la propia Latinoamérica. Aparte de eso, la carpeta de negocios que lleva Obama incluye la intervención de empresas de su país en la renovación de la infraestructura de transportes y comunicaciones de Brasil y en los servicios de vigilancia y seguridad que requerirán la Copa Mundial de Fútbol (2014) y los Juegos Olímpicos (2016). Quienes apuntan a estas realidades no dejan de señalar los problemas bilaterales que afectan a la relación comercial, sobre todo debido a la persistencia del proteccionismo estadounidense y las trabas que éste implica para las exportaciones brasileñas. La relación, por lo tanto, está lejos de ser tan armónica como muchos dicen. Además, la creciente gravitación regional y en parte internacional del Brasil es vista con preocupación por Washington. Sin el apoyo de Brasil y Argentina, amén de otros países, la iniciativa bolivariana de acabar con el ALCA no habría prosperado. Por lo tanto, un Brasil poderoso es un estorbo para los proyectos del imperialismo en la región.

Dado lo anterior hay que preguntarse acerca de los objetivos que persigue la visita de Obama al Brasil. Observemos primero los datos del contexto: desde la inauguración del gobierno de Dilma Rousseff la Casa Blanca desplegó una enérgica ofensiva tendente a fortalecer la relación bilateral. No habían pasado diez días de su instalación en el Palacio del Planalto cuando recibió la visita de los senadores republicanos John McCain y John Barrasso; pocas semanas más tarde sería el Secretario del Tesoro, Timothy Geithner, quien golpearía a su puerta para reunirse con la presidenta. El interés de los visitantes se desató ante el recambio presidencial y la esperanzadora señal procedente del Brasilia cuando la nueva presidenta anunció que estaba reconsiderando la compra de 36 aviones de combate a la firma francesa Dassault que, en su monento, había anunciado el saliente presidente Lula. Este cambio de actitud hizo que los lobbistas de las grandes empresas del complejo militar-industrial –es decir, el “gobierno permanente” de los Estados Unidos, con prescindencia del transitorio ocupante de la Casa Blanca- se dejaran caer sobre Brasilia con la esperanza de verse beneficiados con la adjudicación de un primer contrato por 6.000 millones de dólares que, eventualmente, podría acrecentarse significativamente si el gobierno brasileño decidiera, como se espera, ordenar la compra de otros 120 aviones en los años siguientes. Pero sería un error creer que sólo la motivación crematística es la que inspira el viaje de Obama.

En realidad, lo que a aquél más le interesa en su calidad de administrador del imperio es avanzar en el control de la Amazonía. Requisito principal de este proyecto es entorpecer, ya que no puede detener, la creciente coordinación e integración política y económica en curso en la región y que tan importante han sido para hacer naufragar el ALCA en 2005 y frustrar la conspiración secesionista y golpista en Bolivia (2008) y Ecuador (2010).

segunda-feira, 21 de março de 2011

Obama, Dilma e o exemplo de Tancredo

Foi um ultraje, um abuso, um desrespeito total ao povo brasileiro o fato de Obama ter usado o território brasileiro, e mais precisamente as dependências do Palácio do Planalto, durante audiência com a Presidenta Dilma, para dar as ordens de ataque com mísseis à Líbia! Não merece, em absoluto, o Prêmio Nobel da Paz, mas o da guerra!

por Beto Almeida*

Mas, o episódio, mais um para a coleção de atitudes desrespeitosas com o povo brasileiro que dirigentes dos EUA praticaram - a mais grave de todas o Golpe de 1964, organizado a partir da Casa Branca que o pop star não mencionou - nos faz reviver um outro episódio.

Eleito pelo Colégio Eleitoral, Tancredo Neves fez um giro por diversos países para comunicar a nova fase da política no Brasil a partir de 1985. O primeiro visitado foi os Estados Unidos. Recebido por Ronald Reagan, que na época sustentava a criminosa agressão contra a Nicarágua por meio de sabotagens e de apoio a grupos terroristas chamados de “contras”, Tancredo ouve com paciência o presidente estadunidense discorrer sobre América Latina e, praticamente, solicitar ou assediar o apoio brasileiro contra a Nicarágua Sandinista, por ele chamada de “expansão comunista-terrorista na região”.

Mineirice e soberania

Reagan só mais tarde foi compreender qual é a manha dos mineiros. Aparentemente, pelo comportamento de Tancredo na reunião privada, Reagan foi iludido acreditando que o mineiro estaria de acordo com os absurdos intervencionistas e criminosos que os EUA estavam lançando contra a Nicarágua. E por desdobramento, desrespeitando o povo brasileiro também convocando o Brasil para uma guerra contra um país irmão, a Pátria de Sandino.

Pois Tancredo deixou a Casa Branca sem dizer palavra e dirigiu-se ao Congresso. Aí sim estava a caixa de ressonância de que precisava. Ao ser sabatinado por senadores e deputados, em meio a indagações protocolares, genéricas e as imbecilizantes de sempre, sem que ninguém lhe perguntasse, Tancredo declara em alto e bom som para surpresa de todos, inclusive de sua assessoria que sequer fora avisada: “o Brasil não vai admitir uma intervenção militar estrangeira na Nicarágua Sandinista!”

O embaixador norte-americano no Brasil, um afrodescendente, ficou pálido com o que ouviu, segundo relato do experimentado jornalista José Augusto Ribeiro, assessor de imprensa de Tancredo, que também só naquele instante tomava conhecimento da postura do presidente brasileiro recém-eleito em defesa da autodeterminação dos povos, e, concretamente, em defesa do direito da Nicarágua de escolher seu modelo político soberanamente, reconhecendo seu sagrado exercício de independência.

Fidel e Tancredo

Imediatamente a declaração corajosa e soberana de Tancredo Neves, no Congresso dos EUA, minutos após ter se reunido com o presidente Ronald Reagan que lhe fez a proposta indecente, ecoava mundo afora pelas agências de notícias. Minutos depois um despacho das agências noticiosas chegava às mãos de Fidel Castro, que estava à tribuna num Congresso Internacional Contra o Pagamento da Dívida Externa, em Havana, quando também havia acabado de advertir para o risco de uma intervenção militar norte-americana na Nicarágua. Fidel pára seu discurso, lê o telegrama com as declarações de Tancredo Neves e fulmina da tribuna: “Invadir a Nicarágua é relativamente fácil, quero ver invadir o Brasil de Tancredo Neves!”

Sabe-se que quando Obama foi interrompido por seu secretário à mesa de reunião com Dilma, ele deu a ordem de ataque que pode levar à morte milhares de civis líbios e destruir tudo o que foi construído pelo processo de transformações da Líbia. E, ato contínuo, teria comunicado sua decisão à Presidenta Dilma, como a querer apoio ou adesão ao ataque. Dilma, segundo os relatos, teria recusado e declarado “o Brasil é um país pacífico e não concordamos que a ação militar vá produzir os efeitos esperados”. Não aderiu. Mas não declarou publicamente.

Desrespeito ao povo brasileiro

Teria sido importante que Dilma, a exemplo do também mineiro Tancredo Neves, ecoasse esta declaração em cadeia de TV e rádio, enquanto Obama estivesse em território brasileiro. Era uma maneira de reprovar publicamente a abusiva atitude de Obama de usar o território brasileiro, em visita oficial, para determinar um ataque mortal contra um país com o qual o Brasil tem relações normais, incluindo a participação de empresas, técnicos e produtos no processo de transformação que levou a Líbia a ter o mais elevado Índice de Desenvolvimento Humano da África.


domingo, 20 de março de 2011

Biutful e Inside Job, duas faces da mesma moeda

Encontro com Milton Santos


Ou Biutful e Inside Job, duas faces da mesma moeda

Silvio Tendler (cineasta)

No inicio de 2001 entrevistei o professor Milton Santos. A riqueza do depoimento do geógrafo me obrigou a transformá-lo no filme "Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá" . Lá pelas tantas o professor critica a "neutralidade" dos analistas econômicos dizendo que eles defendiam os interesses das empresas que serviam.

Dez anos depois o cineasta Charles Ferguson em seu magnifíco filme "Inside Job" esmiuça em detalhes a fala de Milton Santos e revela a promiscuidade nos Estados Unidos entre bancos, govêrno e universidades. Revela a ciranda entre universitários que servem a bancos e empresas financeiras, vão para o govêrno, enriquecem nesse trajeto, não pagam impostos, escrevem pareceres milionários para governos estrangeiros induzindo a adotarem políticas que favoreçam o sistema financeiro internacional. Quebram aplicadores e fundos de pensão incentivando a investirem em papéis, que já sabiam, com antecedência, micados. E quando são demitidos das instituições financeiras partem com indenizações milionárias. Acertadamente este filme ganhou o Oscar de melhor documentário de 2011

Na outra ponta da história está o filme "Biutiful" do Mexicano Alezandro Gonzalez Iñarritu, rodado em Barcelona. e narra a vida dos fodidos, das vitimas do sistema financeiro internacional: Africanos e chineses que vão para a Espanha para escapar da fome e do desemprego e se submetem a condições de vida sub-humanas. O trabalho do ator Javier Bardem rendeu o prêmio de melhor ator do Festival de Cannes de 2010.

São filmes para ninguém botar defeito e descontroem as perversidades do mundo em que estamos vivendo.

Em discurso recente em Wisconsin, solidário aos trabalhadores que lutam contra novas gatunagens, o colega norte-americano Michael Moore declarou:

"Vou repetir. 400 norte-americanos obscenamente ricos, a maior parte dos quais foram beneficiados no ‘resgate’ de 2008, pago aos bancos, com muitos trilhões de dólares dos contribuintes, têm hoje a mesma quantidade de dinheiro, ações e propriedades que tudo que 155 milhões de norte-americanos conseguiram juntar ao longo da vida, tudo somado. Se dissermos que fomos vítimas de um golpe de estado financeiro, não estamos apenas certos, mas, além disso, também sabemos, no fundo do coração, que estamos certos. Mas não é fácil dizer isso, e sei por quê. Para nós, admitir que deixamos um pequeno grupo roubar praticamente toda a riqueza que faz andar nossa economia, é o mesmo que admitir que aceitamos, humilhados, a ideia de que, de fato, entregamos sem luta a nossa preciosa democracia à elite endinheirada. Wall Street, os bancos, os 500 da revistaFortune governam hoje essa República – e, até o mês passado, todos nós, o resto, os milhões de norte-americanos, nos sentíamos impotentes, sem saber o que fazer".

E arrematou com maestria e indignação:

"...Falei com o meu coração, sobre os milhões de nossos compatriotas americanos que tiveram suas casas e empregos roubados por uma classe criminosa de milionários e bilionários. Foi na manhã seguinte ao Oscar, na qual o vencedor de melhor documentário por "Inside Job" estava ao microfone e declarou: "Devo começar por salientar que, três anos depois de nossa terrível crise financeira causada por fraude financeira, nem mesmo um único executivo financeiro foi para a cadeia. E isso é errado. "E ele foi aplaudido por dizer isso. (Quando eles pararam de vaiar discursos de Oscar? Droga!)"

Esse ano celebramos os dez anos da morte do professor Milton Santos. Quem quiser ler "Por uma Outra Globalização"i do Professor Milton Santos encontrará um diagnóstico perfeito do processo de globalização que gestou as mazelas descritas em "Inside Job" e "Biutiful". Quem qiser reencontrá-lo em "Encontro Com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá", estará celebrando a vida e o pensamento de um dos maiores pensadores do Século XX, capaz de ter antecipado muito do que estamos vivendo hoje. Sempre com seu sorriso nos lábios e o olhar que revelavam sua clarividência desde o primeiro momento em que começava a se manifestar.


http://historiadeverdade1.blogspot.com/

quarta-feira, 9 de março de 2011

Você que pensava já ter visto tudo

Muito pior do que a ficção. O que foi denunciado no filme Sequestro Extraordinário, baseado no depoimento de um ex agente da CIA, horrorizado com o que era obrigado a fazer, ordenado pelo governo estadunidense, agora fica provado e exposto para o devido registro na História da Humanidade.

As ações terroristas do império colonizador, corruptor e demolidor da sociedade.

No filme Sequestro Extraordinario, a História contada agora se confirma.
"Extraordinary Rendition" é o termo utilizado pela CIA para designar os seqüestros de pseudossuspeitos de terrorismo fora dos Estados Unidos. Este é também o título do filme do diretor inglês Jim Threapleton.

Cenas de tortura eram ampliadas na tela e escutadas como se o espectador estivesse dentro da cela de prisão.

Manifestantes do Egito seguem exigindo mudanças e a desmantelar o aparato montado pela CIA dos EEUU em conluio com o ditador deposto. Descobrem e denunciam agora uma câmara de torturas mantida pela Cia.



BRASIL NUNCA MAIS

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