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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Só existe uma maneira de conter a violência do Rio - cinco tópicos



I
"Demissão de secretário de Segurança é o começo do fim das UPPs", diz delegado
Delegado Orlando Zaccone fala sobre as consequências da demissão do Secretário de Segurança José Mariano Beltrame
Por Fania Rodrigues, Brasil de Fato

Só existe uma maneira de conter a violência do Rio que é promover o debate sobre a legalização das drogas. E a legalização tem que vir junto com investimento em educação e outras políticas públicas. O uso dessas substâncias alcançou um estágio irreversível e precisamos falar sobre isso. O fato é que, infelizmente, nenhum problema será resolvido com o congelamento dos investimentos em saúde e educação, como o governo de Michel Temer (PMDB) está fazendo nesse momento com a proposta da PEC 241 que congela gastos públicos nos próximos 20 anos.

Em meio a uma das piores crises de violência dos últimos anos, o secretário estadual de Segurança do Rio de Janeiro José Mariano Beltrame pediu demissão nesta terça-feira (11), depois de uma década à frente da pasta. Beltrame foi responsável pela implantação do projeto de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas principais favelas da cidade do Rio.

Para falar sobre as consequências da demissão, o Brasil de Fato entrevistou o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Orlando Zaccone, doutor em Ciência Política pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

O secretário de Segurança pediu a exoneração do cargo logo após intensos tiroteios em favelas na região de Copacabana, zona sul do Rio, durante operação na comunidade do Pavão-Pavãozinho, na segunda-feira (10). Três pessoas morreram, oito foram presas.
Leia mais aqui:
Autora: Fania Rodrigues
Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ), 11 de Outubro de 2016 às 19:18

II
Nos EUA, legalização da maconha vai a votação em noveEstados
por Débora Melo — publicado 04/11/2016

Eleitores norte-americanos responderão sobre uso recreativo e medicinal na cédula de votação; pesquisa aponta 60% de apoio à liberação da erva
Na terça-feira 8, quando os norte-americanos irão às urnas escolher o sucessor de Barack Obama na Presidência e novos representantes no Congresso, eleitores de nove Estados decidirão, ainda, se o consumo de maconha deve ou não ser legalizado.

Arizona, Califórnia, Maine, Massachussets e Nevada votarão a legalização da erva para uso recreativo por adultos, algo que já é realidade no Distrito de Columbia e nos Estados do Colorado, Alasca, Oregon e Washington. Em Arkansas, Dakota do Norte, Flórida e Montana, por sua vez, o que está em jogo é a liberação do uso medicinal da cannabis, já permitido em 25 dos 50 Estados dos EUA.  LEIA MAIS AQUI

III

"A guerra às drogas é um mecanismo de manutenção da hierarquia racial"
por Débora Melo — publicado 27/07/2016

Em visita ao Brasil, ativista norte-americana formada em Harvard diz que a política proibicionista teve sucesso ao criminalizar negros e pobres
A guerra às drogas é uma ferramenta da qual a sociedade contemporânea depende para manter negros e pobres oprimidos e marginalizados. Esta é a opinião da ativista do movimento negro norte-americano Deborah Small, formada em Direito e Políticas Públicas pela Universidade de Harvard.

Em viagem pelo Brasil para uma série de palestras sobre política de drogas, racismo e encarceramento, Small desembarca nesta quarta-feira 27 em São Paulo, depois de passar por Rio de Janeiro, Salvador e Cachoeira, no Recôncavo Baiano.

Em entrevista a CartaCapital, a ativista fez um paralelo entre as polícias do Brasil e dos EUA – onde tem crescido a tensão com a comunidade negra – e defendeu que o Brasil assuma uma posição de liderança no debate regional. “A única coisa capaz de ajudar a América do Sul é dar um fim à política proibicionista”, disse a ativista.

Deborah Small já foi diretora de assuntos legais da New York Civil Liberties Union, pela qual se dedicou à defesa dos direitos dos presos. Depois ocupou o cargo de diretora de políticas públicas e articulação comunitária da Drug Policy Alliance e há cerca de dez anos criou a organização Break the Chains, cujo objetivo é conscientizar a comunidade negra norte-americana sobre os efeitos perversos da guerra às drogas. Confira a entrevista: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-guerra-as-drogas-e-um-mecanismo-de-manutencao-da-hierarquia-racial

IV

Maconha, um mercado de quase R$ 6 bilhões

por Tory Oliveira — publicado 22/06/2016
Comércio formal da droga movimentaria R$ 5,69 bi por ano no Brasil, segundo estudo de consultores da Câmara dos Deputados

Qual seria o impacto na economia brasileira caso a maconha fosse legalizada? Elaborado por um grupo de técnicos da Câmara dos Deputados, a pedido do parlamentar Jean Wyllys (PSOL-RJ), o estudo Impacto Econômico da Legalização da Cannabis no Brasil procurou responder a essa pergunta. O fim da proibição movimentaria um mercado de R$ 5,69 bilhões por ano.

O objetivo do estudo era trazer o aspecto econômico para o debate sobre a legalização, em geral centrado nas liberdades individuais e no fracasso da chamada política de "Guerra às Drogas". Com 40 páginas, o levantamento é de autoria dos consultores legislativos Adriano da Nóbrega Silva, Pedro Garrido da Costa e Luciana da Silva Teixeira.

Dispensário no Colorado é sustentado com os impostos da cannabis
Para chegar ao número de R$ 5,69 bilhões, os pesquisadores consideraram a existência de um público consumidor recreativo de Cannabis estimado em 2,7 milhões de brasileiros e estabeleceram um limite de compra de 40 gramas da substância por mês – 480 por ano. A restrição é a mesma aplicada no mercado regulado do Uruguai, primeiro país a oficializar a produção e o consumo da maconha para uso recreativo.

Com a mesma carga tributária aplicada hoje ao tabaco e o preço da grama fixado em R$ 4,20 (US$ 1,20), cada usuário gastaria R$ 2.073 anualmente com o produto, movimentando, no total, R$ 5,69 bilhões.
LEIA AQUI: http://www.cartacapital.com.br/economia/maconha-um-mercado-de-quase-6-bilhoes
 
V



"A guerra às drogas é uma decisão política", diz policial afastado do Denarc
Diego Souza Ferreira foi removido de seu posto depois de se notabilizar como um crítico da proibição
por Renan Truffi — publicado 08/08/2015

Quando ingressou na Policia Civil, Diego Souza Ferreira compactuava com um dos principais chavões que justificam a guerra às drogas no Brasil. Assim como vários de seus colegas, pensava que o tráfico era culpa dos usuários de maconha e cocaína. A sua visão começou a mudar quando estava trabalhando no Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico do Rio Grande do Sul (Denarc-RS), que investiga o tráfico de drogas no estado.

Com cargo no setor de inteligência, o policial passou a estudar o assunto na pós-graduação e começou a comparar o resultado das pesquisas com seu trabalho. "Fazíamos uma operação e pegávamos meia tonelada de maconha. Era uma baita operação. Mas aí descobri que, só no Rio Grande do Sul, nós tínhamos por estimativa um consumo de 114 toneladas de maconha", conta.

A repercussão da pesquisa acadêmica fez com que Ferreira fosse convidado para ser porta-voz da Law Enforcement  Against  Prohibition (Leap) no Brasil, uma organização internacional que reúne juízes, policiais e agentes da lei a favor da legalização de todas as drogas. Neste ano, pouco tempo depois de voltar de férias, Ferreira sofreu no Denarc o que diz serem represálias por conta de suas posições. Ele foi removido de seu posto, sem ser consultado. “Vieram algumas informações de superiores, veladamente, de que o que eu estava fazendo era incompatível com a função”, afirma.

Em entrevista a CartaCapital, o policial lamenta a punição e a força da tese da guerra às drogas no País. "Eu não sou a favor das drogas, sou a favor de uma nova política de drogas", diz.

Leia a entrevista: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-guerra-as-drogas-e-uma-decisao-politica-diz-policial-afastado-do-denarc-3640.html

  

terça-feira, 21 de setembro de 2010

TRÁFICO DE DROGAS NO COMANDO. QUEM ALIMENTA ESTE COMÉRCIO?

Quem alimenta este comércio?  Os jornais da fronteira do México recorrem a autocensura para evitar o assassinato dos jornalistas. 
A Chanceler Patrícia Espinosa apela a Washington para que investiguem e detenham os consumidores de drogas nos EUA. "Enquanto houver demanda, persistirá os fluxos da droga"
Algumas anotações:
ONU
O documento afirma que, de acordo com estimativas do governo americano, a produção de heroína pura dobrou e passou das 17 toneladas em 2007 para 38 toneladas em 2008, o que levou a preços mais baixos do produto e ao aumento das mortes por overdose nos Estados Unidos.

BAND  http://www.band.com.br/jornalismo/mundo/conteudo.asp?ID=278317
A ministra das Relações Exteriores do México, Patricia Espinosa, fez um depoimento duro sobre o aumento nos índices de criminalidade em seu país, sobretudo nas áreas fronteiriças. Segundo ela, a violência registrada em seu país deriva, em parte, do consumo de drogas nos Estados Unidos.

"Enquanto existir uma demanda por drogas, persistirão os fluxos da mesma", comentou a chanceler, pedindo ao governo norte-americano que "investigue e detenha" os grupos que ajudam os carteis mexicanos

O GLOBO

Cocaína: cada vez mais pura e mais barata nos EUA

Relatório Wola - O estudo, que faz uma avaliação da evolução do grau de pureza versus o preço médio da droga que entrou nos EUA entre os anos de 1981 e 2007, mostra que a pureza da cocaína no atacado nunca foi tão alta como há dois anos (cerca de 67% de cocaína pura por dose); e seu preço (em torno de US$122 a grama da cocaína pura) nunca foi tão baixo. O preço registrado em 2007, aliás, é quase 27% menor que em 1999, e a metade do preço praticado em 1988. Apesar da leitura apresentadada no relatório ir apenas até 2007, nada indica que esse cenário tenha se alterado nos últimos dois anos.

O estudo contrapõe seus resultados à política de guerra às drogas patrocinada pelos EUA. Segundo a WOLA, os dados são mais uma constatação da ineficiência do programa, que se sustenta, entre outras premissas, na suposição de que as eventuais apreensões de grandes quantidades de cocaína diminuem paulatinamente a quantidade da droga disponível no mercado, reduzindo a qualidade do produto final oferecido nas ruas e aumentando o seu preço, o que levaria a uma diminuição do consumo. Nada disso - pelo que mostram esse e outros estudos - aconteceu numa proporção que chegasse a realmente afetar o negócio dos barõres internacionais do tráfico. O percentual de perda de mercadoria apreendida - diz o relatório - já está embutido no "plano de negócios" dos grandes distribuidores. Confira aqui

Os jovens americanos e as drogas
Alessandra Correa |BBC  16-09-2010

Quase 22 milhões de americanos usam drogas ilegais, segundo uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira com dados relativos a 2009.
Esse número (que leva em conta pessoas maiores de 12 anos de idade) representa 8,7% da população, um aumento em relação à taxa de 8% verificada em 2008.

Jornal mexicano implora a traficantes que poupem jornalistas

20/9/2010 15:02,  Correio do Brasil - Redação, com agências - de Ciudad Juarez
OS JORNAIS MEXICANOS CADA VEZ MAIS PRATICAM A AUTO CENSURA NA COBERTURA DA "GUERRA ÀS DROGAS"
Um jornal mexicano publicou um editorial em que pede orientações aos traficantes sobre como acompanhar as notícias sem que seus repórteres sejam assassinados por causa disso.
“Vocês são a autoridade ‘de fato’ na cidade agora”, afirmou o El Diario, que circula em Ciudad Juárez (fronteira com os EUA), dirigindo-se aos cartéis que já mataram mais de 6.400 pessoas na cidade desde 2008.
“Expliquem o que vocês querem de nós, o que vocês querem que publiquemos ou paremos de publicar”, dizia o editorial.
Entidades especializadas dizem que o México é um dos países mais perigosos do mundo para o exercício do jornalismo. Mais de 30 profissionais da imprensa já desapareceram ou foram mortos desde que o presidente Felipe Calderón iniciou sua “guerra às drogas”, no final de 2006, segundo um relatório lançado neste mês pelo Comitê para a Proteção de Jornalistas, com sede nos EUA.
Os jornais mexicanos cada vez mais praticam a autocensura na cobertura da “guerra às drogas” e o El Diario não citou nenhum dos traficantes que disputam o controle das rotas das drogas na cidade.
Alguns veículos de comunicação pararam de citar o nome dos cartéis e de noticiar tiroteios. Jornalistas em Ciudad Juárez especulam que colegas seus foram mortos apenas por terem escrito reportagens citando os nomes de certos traficantes ou de seus rivais.

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domingo, 4 de abril de 2010

O que o tio San quer: Afeganistão é o maior produtor mundial de ópio e haxixe


De Viena, Áustria — O Afeganistão, maior produtor mundial de ópio, também é o principal produtor de haxixe, superando o Marrocos, anunciou nesta quarta-feira a Agência da ONU contra a Droga e o Crime (UNODC).

"O surpreendente rendimento dos cultivos afegãos de canabis (145kg/ha de haxixe, a resina de canabis, contra 40kg/ha no Marrocos) faz do Afeganistão o principal produtor mundial de haxixe, com 1.500 a 3.500 toneladas por ano", afirma o diretor executivo da UNODC, Antonio María Costa, em um comunicado.

Entre 10.000 e 24.000 hectares de canabis são cultivados por ano no Afeganistão, segundo estimativas da agência da ONU em seu primeiro estudo sobre canabi no Afeganistão.

Os lucros anuais oriundos do haxixe no Afeganistão são "entre 10 e 20% do ópio, que foi de 438 milhões de dólares em 2009", afirma a UNODC.

Menos custoso quanto seu cultivo e colheita, para os agricultores afegãos o haxixe tem um rendimento maior do que o ópio, a razão de 3.900 dólares por hectare, contra 3.600 para para o ópio.

O cultivo da dormideira continua sendo, no entanto, predominante, já que a canabis é muito ávida por água no verão e se conserva menos.

Os locais de produção de haxixe, como os das papoula, se situam nas áreas com instabilidade política, especialmente no sul. A venda, no entanto, se realiza em todo o território, segundo a agência.

Parte da produção é consumida no país e o resto toma o rumo do tráfico de ópio.

O estudo da UNODC, realizado em 1.634 aldeias de 20 províncias afegãs, demonstra que o cultivo de canabis é importante em pelo menos 17 das 34 províncias do país.

No ano passado, 6.900 toneladas de ópio foram produzidas no Afeganistão, ou seja, mais de 90% da produção mundial, segundo a UNODC.

O governo afegão anunciou no início de março que ia lançar um plano de erradicação de cultivos de papoula e previu dar uma ajuda aos agricultores que queiram desenvolver cultivos alternativos, como o de cereais.

(AFP)  Copyright © 2010 AFP. Todos os direitos reservados.


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