O filme BATISMO DE SANGUE, de Helvécio Ratton é baseado em fatos reais. O filme conta a história de frades dominicanos, que movidos por ideais cristãos, se envolvem na luta clandestina contra a ditadura militar, no final dos anos 60. São presos e torturados. Um deles, Frei Tito, é mandado para o exílio na França, onde, atormentado pelas imagens de seus carrascos, comete suicídio.
Com Caio Blat, Daniel de Oliveira, Ângelo Antonio, Cassio Gabus Mendes e grande elenco.
É importante que os verdadeiros cristãos tenham clareza de que o vaticano jamais representou os verdadeiros sentimentos que movem a fé. A arbitrariedade, a pedofilia, os crimes, a infâmia são velhos habitantes daquele palácio suntuoso. Os padres que ousaram questionar foram isolados ou silenciados. Os papas, os cardeais, os bispos, na sua grande maioria ou salvo honrosas exceções, estavam conspirando contra os governos democráticos. Assistam "Eva Peron" de Dusanzo; assistam "Amém", de Costa Gravas; "Batismo de Sangue", de Ratton; Código da Vinci de Dan Brown; "A Revolução não será televisionada" da TV Irlandesa; "Guerra na Democracia, de John Pielger; e outros muitos. Fora Igreja! Os verdadeiros padres estão do lado do povo!
Making do filme Batismo de Sangue por Cinemas no Videolog.tv.
Caio Blat interpreta Frei Tito
Batismo de sangue: É preferível morrer que perder a vida
Maria Newnum*
O modo poético característico da escrita de Betto é apenas um dos componentes que colocaram essa obra entre os clássicos das leituras sociológicas, políticas e religiosas do Brasil. Essa resenha é baseada na edição histórica de 1982 que sucedeu várias edições e esta 14ª que inclui revisão e ampliação feitas pelo autor e um filme homônimo lançado em 2007, dirigido por Helvécio Ratton.
“Levei dez anos para escrever "Batismo de Sangue" (...). Reviver toda a saga de um grupo de frades dominicanos na luta contra a ditadura militar fez-me sofrer...”[1].
O resultado dessa coletânea de memórias, porém, está longe de um resumo mórbido. O relato é de uma beleza ímpar e homenageia com distinção, todos os personagens que sofreram durante o regime militar. Para isso o autor serve-se de certos personagens que ocuparam maior destaque na imprensa da época entre eles: Carlos Marighella, Frei Tito de Alencar Lima, vários frades dominicanos e “anônimos” que participaram ativamente do cenário brasileiro no auge da ditadura. “A resistência humana tem limites nem sempre conhecidos. Ao encarnar em sua vida os ideais pelos quais lutava Marighella conseguiu que o limite de sua resistência chegasse à fronteira em que a morte recebe o sacrifício como um dom”. (p.27).

