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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A perversidade do sistema judiciário dos EEUU não tem limites - Presos Políticos mofam nas masmorras do Império

Militar que vazou crimes dos EUA para WikiLeaks tenta suicídio

A militar transexual Chelsea Manning, que está em prisão militar por ter passado informações confidenciais ao Wikileaks, fez uma tentativa de suicídio na prisão e foi hospitalizada. As Forças Armadas dos EUA recusaram explicar a causa da internação de Manning, enquanto a equipe de defesa de Manning criticou o governo por não ter permitido realizar contatos com ela.


Cartazes espalhados nos EUA pedem a libertação de Chelsea Manning



Segundo os advogados, os militares norte-americanos cometeram uma violação séria ao contar aos jornalistas sobre o estado de saúde da reclusa, violando a lei da privacidade. De acordo com Nancy Hollander, uma das advogadas de Manning, a equipe de defesa ficou "chocada e irritada" por a informação sobre o suicídio ter passado à mídia.
Em agosto de 2013 Chelsea Manning, naquela altura conhecida como o soldado Bradley Manning, foi condenada a 35 anos de prisão por ter passado ao Wikileaks 700 mil documentos secretos sobre os crimes dos militares norte-americanos no Afeganistão e no Iraque, quando trabalhava com informações confidenciais durante a guerra no Iraque. Ela foi condenada como homem, mas logo na prisão começou a viver como mulher.
Pela primeira vez na história das Forças Armadas dos EUA, Manning foi autorizada a realizar um curso de terapia hormonal para se tornar mulher quando estava na prisão na base militar de Fort Leavenworth. O tribunal do Estado de Kansas permitiu-o mudar de identidade para Chelsea Elizabeth e o tribunal militar de apelação em Washington reconheceu o soldado Bradley Manning como mulher.
 Em maio, Manning apelou da sentença, chamando-a de "extraordinariamente injusta" em comparação com outras pessoas que cometeram o mesmo tipo de crime.

do Vermelho https://vermelho.org.br/2016/07/12/militar-que-vazou-crimes-dos-eua-para-wikileaks-tenta-suicidio/
 Fonte: Sputnik

sábado, 30 de abril de 2016

Nosso Inimigo Maior é o Monopólio da Comunicação


Renata Mielli: 'nosso inimigo é o monopólio' ,  
Escrito por: Elizângela Araújo/Fotos: Lidyane Ponciano

A nova coordenadora geral do FNDC afirma que sem unidade de ação os movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação não terão força para enfrentar o golpismo midiático

A jornalista Renata Mielli atua nos movimentos sociais desde os tempos de estudante secundarista. Foi diretora da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo e da União Nacional dos Estudantes (UNE). Como ativista pela democratização da comunicação, participou da construção da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), integrando a Comissão Organizadora da etapa municipal São Paulo, e tem atuado ativamente em entidades como o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, onde atualmente exerce o segundo mandato como secretária geral; e no FNDC, onde já exerceu os mandatos de secretária de Comunicação e secretária geral. 
No último sábado (23/4), Renata foi eleita coordenadora geral do Fórum na chapa única que recebeu da XIX Plenária da entidade o mandato da Coordenação Executiva para o próximo biênio. Logo após a eleição, a mãe do Gabriel e do Bernardo, como ela mesma gosta de lembrar, concedeu essa entrevista para falar da conjuntura e enumerar os principais desafios para os movimentos que se colocam na defesa da democratização da comunicação. Acompanhe.
- Esta nova Coordenação Executiva assume o FNDC no olho do furação, num momento de crise política e de ameaça de graves retrocessos sociais. Como fazer a luta central da democratização da comunicação nesse contexto?
- Nos últimos anos, o FNDC tem intensificado a luta por um novo marco regulatório das comunicações, e temos feito isso de diversas maneiras, inclusive pressionando o governo para que encaminhasse esse tema. Elaboramos a proposta de lei de iniciativa popular que regula a radiodifusão, a Lei da Mídia Democrática, e temos atuado bastante na defesa da universalização da internet. Ou seja, buscamos avançar no escopo regulatório para ampliar a diversidade e a pluralidade nos meios de comunicação, mas a nossa plenária aconteceu num momento político do país completamente adverso. Estamos às vésperas da possibilidade de o Senado Federal acatar um pedido de impeachment sem base legal e que afasta do cargo uma presidenta eleita de forma legítima pelo voto popular. Se isso acontecer, assume o governo o vice-presidente e o presidente da Câmara dos Deputados, envolvidos diretamente na tentativa de desestabilizar a economia e o quadro político do país, ou seja, um governo ilegítimo e golpista. 
"Precisamos da juventude percebendo que todo mundo tem que ter direito a fala para colocar sua diversidade e sua pluralidade, e não tem nada mais diverso e plural do que a juventude brasileira."
Nessa conjuntura, foi esse o debate realizado na plenária, que buscou adequar a ação política do Fórum a esse contexto de estado de exceção. Não estamos vivendo a normalidade da atuação democrática, política. As coisas não seguem o seu curso natural. Vivemos um momento de rompimento! O FNDC e todas as suas entidades e movimentos que lutam pela democracia e pela democracia na comunicação têm que se juntar a outros movimentos sociais e outras organizações da sociedade civil para impedir o retrocesso, tentar barrar o golpe. E se isso não se concretizar, se não conseguirmos barrar o avanço dessas forças conservadoras e golpistas, vamos denunciar cotidianamente que o país foi vítima de um golpe e que tem um governo ilegítimo. 
Então, neste momento, a pauta da comunicação está inserida na necessidade de denunciar também a mídia privada, que tem sido um dos articuladores do golpe, sem deixar de acompanhar as outras agendas que se sucedem e que estão todas vinculadas de forma estratégica a essa tentativa de regressão de direitos, como a mais recente delas, que é a tentativa de mudar a forma da prestação de serviço da internet banda fixa.
"Neste momento, a pauta da comunicação está inserida na necessidade de denunciar também a mídia privada, que tem sido um dos articuladores do golpe."
- Enquanto a sociedade se mobiliza para barrar o golpe, outras agendas regressivas vão sendo encaminhadas e entre as mais expressivas estão temas da comunicação. Pode-se dizer que são parte do próprio golpe? 
- Sim. Na Câmara dos Deputados temos o PL 215, o chamado PL Espião, que fere a privacidade do usuário e desfigura o Marco Civil da Internet, que é uma conquista de toda a sociedade. Tem as propostas da comissão especial para mudar a Lei Geral de Telecomunicações, a LGT, que representa outro grave ataque à soberania nacional, porque acaba de vez com o regime público nos serviços de telecomunicação, que estão sendo discutidas agora na Câmara dos Deputados.
Temos a ofensiva das operadoras de telecomunicação, que querem limitar a quantidade de dados baixados na internet fixa, implantando uma franquia mensal e cortando o acesso quando o usuário atingir seu limite. Essa proposta, aliás, tem vários problemas, um deles é a instituição de duas categorias de usuário: os que têm dinheiro para pagar por dados excedentes quando atingirem suas franquias e poderão continuar acessando o Youtube, Netflix, jogos online e outros serviços; e os que não podem pagar por dados adicionais, que é uma ampla camada da sociedade brasileira onde está inserida a juventude e a população de renda mais baixa, que vão ficar sem o direito de usar a internet na sua integralidade. Isso é um absurdo do ponto de vista da construção de uma sociedade de direitos, que era o que vínhamos, com dificuldade e de forma lenta, conquistando nos últimos anos. 
Além dessas propostas em tramitação no Congresso Nacional, temos a judicialização da lei do direito de resposta. Ou seja, são vários temas que dialogam com o golpe e que temos que continuar acompanhando e vamos acompanhar, denunciar resistir para que não se transformem em retrocessos.
- O modelo de prestação de serviço de internet fixa por franquia de dados que as teles estão propondo encontra parâmetro em outros países?
- Alguns países usam esse modelo de prestação de serviço de internet banda larga fixa, mas isso não é justificativa, porque são países que possuem realidades econômicas e sociais muito diferentes das nossas, além de serem regiões onde a internet já tem ampla penetração. No Brasil, metade da população ainda não tem acesso à banda larga. E a maior parte da outra metade ainda tem de forma precária, porque se contabiliza nesse universo velocidades da ordem de um megabit, que hoje não é nada! Não podemos nos comparar ao Canadá ou à Irlanda, por exemplo, que vendem franquias. Pode ser um bom modelo de negócio para as teles, mas não para nós. 
"As empresas tentam mudar o modelo de prestação de serviços para reduzir investimentos e aumentar sua própria lucratividade"
As empresas querem implantar esse “modelo de negócio” porque o país não tem uma política de investimento privado na infraestrutura que possa garantir internet para todos. Então, para não precisarem investir nessa infraestrutura, as teles querem limitar o acesso, porque essa proposta nada mais é do que limitar o acesso à internet de uma parcela considerável da população. As empresas tentam mudar o modelo de prestação de serviços para reduzir investimentos e aumentar sua própria lucratividade e continuam apostando num modelo que já vem sendo criticado e denunciado internacionalmente, que é explorar o serviço com foco nas camadas A e dos grandes polos urbanos, das regiões onde já existe infraestrutura garantida.

sábado, 25 de abril de 2015

E o Mistério Continua

O Mistério Continua (Leila Jinkings)

Porque o Governo não usa suas prerrogativas de chamar rede de televisão?  Por que?!

Até os opositores sabem da importância e do impacto positivo que teria a Comunicação do Governo Federal com a sociedade. Leia/assista o que dizem cientistas políticos na Rede GLOBO:

(Debate sobre Reforma Politica na Globo News, programa de Miriam Leitão, com Alberto de Almeida, cientista politico, e Jairo Nicolau, cientista político UFRJ)

Pergunta Miriam, aos 20 minutos e 25 segundos, do porque de tanta impopularidade da Presidenta. Responde Alberto de Almeida: “Há vários fatores que juntos levaram a isto: a mídia muito negativa sobre corrupção, que caem sobre o governo federal; a economia  em desaquecimento e o terceiro a imensa dificuldade do governo em se comunicar com a sociedade. E algo comum de qualquer governo, nos estados unidos eles são craques nisso... O governo  vai permanentemente, na figura do Presidente – semanalmente, duas, três vezes na semana -  à televisão. Para explicar o que está realizando, criar uma narrativa para o governo, defender o  ponto de vista do governo à população. O simbolismo e a Comunicação são muito importantes. Então um lado conta a sua história e o outro conta a sua história. O governo não conta a história dele .”

Exibido em 23 de abril de 2015

http://globosatplay.globo.com/globonews/v/4131911/

domingo, 11 de janeiro de 2015

quinta-feira, 14 de março de 2013

pão, esperança e dignidade

Recebi o texto do amigo Kim Ir Sen. Uma análise de Emerson Leal, que trás informações de forma concisa sobre a situação da Venezuela. Deleitem-se.
os Estados Unidos parecem destinados pela
Providência a infestar a América de misérias
em nome da Liberdade.(Simón Bolívar)

Chávez, o maior líder latino-americano dos últimos tempos

Emerson Leal*

O povo da Venezuela e todos os povos da nossa América Latina acabam de perder um grande líder – Hugo Chávez! Pena que a morte o tenha levado tão cedo, aos 58 anos. Depois de Bolívar, ninguém mais do que ele, em toda a história de seu país, lutou com tanta vontade e tanto ardor por uma Venezuela mais justa e soberana e pela unidade das nações latino-americanas.

1. – Não é por outro motivo que as elites conservadoras e subalternas aos interesses multinacionais o odeiem tanto. A mídia comercial e golpista – nacional e internacional –, representante desses interesses, sempre o tachou de “populista”. Mas não o populista no sentido positivo, de um líder que realmente se preocupa com a maioria do seu povo, mas no negativo, como se Chávez fosse um “demagogo vulgar”, sem representatividade real ou com representatividade “comprada” com cestas básicas e petrodólares. Ridículo!

2. – Como diz Mauro Santayana, “Chávez, sem violar as regras democráticas, e usando os recursos do país, ofereceu pão, esperança e dignidade” à maioria dos seus concidadãos – desesperançados – que sempre foram desprezados pelas elites dominantes. Sim, “sem violar” minimamente as regras democráticas, ao contrário, portanto, do que vivem caluniando os falastrões da direita na Veja, Globo, Estadão, Folha de S. Paulo, etc.

3. – Se tivessem razão, teria sentido que importantes instâncias internacionais, como a União Européia, a OEA, a União de Nações Sul-Americanas e o Centro [Jimmy] Carter, tivessem declarado, unanimemente, que reconhecem a transparência de todas as eleições que ocorreram na Venezuela no período Chávez? Para ficar mais claro, Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA, que monitorou eleições em 92 países do mundo, declarou para quem quisesse ouvir, que o sistema eleitoral da Venezuela era “o melhor do mundo”.

4. – Já em seu primeiro governo, em 1998, Chávez implementou a “universalização do acesso à educação”, ensinando 1,5 milhão de venezuelanos a ler e escrever. Em dezembro de 2005, a UNESCO decretou o fim do analfabetismo na Venezuela – façanha que até hoje somente Cuba e Bolívia conseguiram alcançar na América Latina.

5. – O Sistema Nacional Público de Saúde criado por Chávez teve o objetivo de garantir o acesso gratuito à saúde para todos os cidadãos venezuelanos – de 2005 a 2012 foram criados 7.873 centros médicos; o número de médicos teve um aumento de 400% de 1999 a 2010.

6. – Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Venezuela ostenta o menor índice Gini da América Latina – ou seja, o menor índice de desigualdade. A taxa de desnutrição passou de 21% em 1998 para menos de 3% em 2012; segundo a FAO/ONU, a Venezuela é o país da América Latina e do Caribe mais avançado na erradicação da fome; a taxa de desemprego passou de 15,2% em 1998 para 6,4% em 2012, com a criação de mais de 4 milhões de postos de trabalho.

7. – Segundo o relatório anual World Happiness de 2012, a Venezuela é o segundo país mais feliz da América Latina, atrás da Costa Rica, e o 19° em nível mundial, à frente da Espanha e da Alemanha. Além disso, Chávez beneficiou, nos últimos 8 anos, mais de 1,7 milhão de cidadãos pobres norte-americanos com a distribuição de petróleo para aquecimento.

8. – Chávez teve um papel decisivo no estabelecimento de um programa de paz entre o governo da Colômbia e as FARCS. Quem diz é o próprio presidente colombiano Juan Manuel Santos.

9. – Contudo, um serviçal do imperialismo norte-americano – como Mario Vargas Llosa – uma mídia subalterna e venal – como a brasileira – e a direita internacional desconsideram o papel de Chávez em todos estes avanços e voltam suas baterias, seu ódio e sua ira para destruir a imagem de Chávez, chamando-o de “caudilho” e de “ditador”.

O consolo, é que existe um lugarzinho de “honra” para este time: a lata de lixo da História.


* Emerson Leal – Doutor em Física Atômica e Molecular e vice-presidente do PPL de SP.
  Email: depl@df.ufscar.br

MAR/2013.

P.S. – Palavras proféticas de Simón Bolívar: “... os Estados Unidos parecem destinados pela Providência a infestar a América de misérias em nome da Liberdade”.

quinta-feira, 7 de março de 2013

A diabólica máquina de moer cérebros

A demonização de Chávez 
por Eduardo Galeano


"Hugo Chávez é um demônio. Por quê? Porque alfabetizou dois milhões de venezuelanos que não sabiam ler nem escrever, mesmo vivendo em um país detentor da riqueza natural mais importante do mundo, o petróleo. Eu morei nesse país alguns anos e conheci muito bem o que ele era. O chamavam de “Venezuela Saudita” por causa do petróleo. Havia 2 milhões de crianças que não podiam ir à escola porque não tinham documentos…






Então, chegou um governo, esse governo diabólico, demoníaco, que faz coisas elementares, como dizer: “As crianças devem ser aceitas nas escolas com ou sem documentos”. Aí, caiu o mundo: isso é a prova de que Chávez é um malvado malvadíssimo. Já que ele detém essa riqueza, e com a subida do preço do petróleo graças à guerra do Iraque, ele quer usá-la para a solidariedade. Quer ajudar os países sul-americanos, e especialmente Cuba. Cuba envia médicos, ele paga com petróleo. Mas esses médicos também foram fonte de escândalo. Dizem que os médicos venezuelanos estavam furiosos com a presença desses intrusos trabalhando nos bairros mais pobres. Na época que eu morava lá como correspondente da Prensa Latina, nunca vi um médico. Agora sim há médicos. A presença dos médicos cubanos é outra evidência de que Chávez está na Terra só de visita, porque ele pertence ao inferno. Então, quando for ler uma notícia, você deve traduzir tudo. O demonismo tem essa origem para justificar a diabólica máquina da morte."

El pueblo llora 
Uma grande onda vermelha acompanhou Chávez, desde o hospital militar até a capela da academia militar, onde ele será velado e chorado até o dia 08, quando será sepultado com a máxima honra que pode almejar um herói da América: ao lado do grande Simón Bolívar.
Muitos entoavam emocionados o hino da Venezuela: “Pátria, pátria, pátria querida, tua é minha alma, teu é o meu amor…”.


“Chávez no murió, se multiplicó”

“Los que mueren por la vida no pueden llamarse muertos”




Sean Penn:


"Hoy el pueblo de Estados Unidos perdió a un amigo que nunca supo que teniía. Y los pobres del mundo perdieron a un defensor"

"Perdí a un amigo que tuve la fortuna de tener. Mis condolencias para la familia del presidente Chávez y el pueblo de Venezuela"
 


Cristina Kirchmer:
La presidenta Cristina Kirchner, afirmó que "El comandante Chávez, el compañero y amigo, ha entrado definitivamente en la historia". "Creo que hombres como Chávez no mueren, se siembran"."No vine a despedir un Presidente, sino a un compañero y un amigo. El mejor amigo que tuvo la Argentina cuando todos le soltaron la mano. Le guste a quien le guste. Pepe me dijo en el avión, cuando viajábamos, que no recordaba en la historia un gobernante tan generoso."
 


Lula:
"Chávez sabia, e sabia com muita força, que a razão para ele estar no governo era fazer com que o povo pobre da Venezuela se sentisse orgulhoso, que passasse a ter direitos”. (Luis Inácio Lula)   "a Venezuela não pode retroceder".

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Corvos e Urubus

Interessante o texto de Izaías Almada, principalmente para quem não tem elementos para compreender o que se passou na Venezuela, antes e depois de Chávez. Sempre importa saber do que se fala, não é mesmo? 
Além de esclarecedor é um belo texto, aproveitem.

"Chega sempre a hora em que não basta apenas protestar: após a filosofia, a ação é indispensável." Victor Hugo


Corvos e urubus - Que Viva Chávez!

Por Izaías Almada, quinta-feira, 24/01/2013

Não é a origem de classe social que faz de um cidadão um revolucionário, mas com certeza isso tem ajudado na firmeza ideológica de muitos que jamais abandonam a luta pelos menos favorecidos. Esse é exatamente o caso do cidadão e revolucionário Hugo Rafael Chávez Frias que, ainda menino e ao lado do seu irmão Adan Chávez percorria as ruas de Barinas, descalço, para vender doces que ajudavam no sustento da família.


Sua origem humilde, como a de tantos outros venezuelanos e latino-americanos, levou-o a procurar uma escola militar para fazer seus estudos, pois ali o ensino era gratuito. E uma vez soldado, suboficial e oficial do Exército, percorreu a Venezuela de norte a sul, de leste a oeste, e conheceu a miséria e a pobreza de seus conterrâneos. Diante daquele quadro, prometeu que lutaria e até daria a sua vida para mudar tal situação.

A materialização desse ato se dá com a tomada de consciência na violenta repressão ao “Caracazo”, a revolta popular de 1989 contra o governo neoliberal de Carlos Andrés Perez, e com a insurreição militar de 1992, liderada por Chávez.

Desde então, Chávez dedica sua vida inteiramente à libertação de seu povo e de seu país, destravando as amarras da submissão, da opressão e da miséria em sua querida Venezuela, num exemplo de amor e solidariedade aos países da America Latina.

domingo, 3 de junho de 2012

Jornalismo e... jornalismo

Vamos falar sobre liberdade de imprensa?
Mas leiam antes sobre o assunto, informem-se. Ou estarão sendo manipulados desavergonhadamente.

Deixo este vídeo muito interessante e didático, que ajuda a esclarecer as estratégias de dominação. Aproveitem a oportunidade.

Troféu "óleo de peroba" para Alexandre Garcia, que nem "sentiu a ditadura".





Este vídeo mostra o que se esconde por trás dos ataques sistemáticos da mídia brasileira contra a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner. Para entender o jogo da mídia contra o que chamam de "kirchnerismo" é importante contextualizar a situação. Antes, vamos usar uma analogia metafórica. Você mora numa grande cidade em que três padarias controlam a qualidade, a variedade e o preço dos pães que você consome. E uma antiquada lei diz que só os políticos podem liberar concessões para novas padarias. E a maioria dos políticos (responsáveis pela tal lei) são donos das padarias; ou amigos destes; ou representantes dos mesmos. Daí, um governante assume a responsabilidade para criar uma nova lei que visa quebrar o cartel, dificultar o monopólio e facilitar o surgimento de novas padarias. O que faz o sindicato dos donos das padarias? Começa a espalhar panfletos dizendo que o governante quer controlar a produção de pães na cidade e ameaça a sua liberdade de escolher o pão que você vai comer. Agora, imagine se, em vez de mandar imprimir panfletos, os donos das padarias fossem donos de todos os meios de comunicação (jornal, rádio, tv etc) disponíveis. E tente imaginar se, em vez de pãezinhos, os produtos em questão fossem as notícias que influenciam a vida todos na cidade. Uma vez exposta esta metáfora, vamos conhecer um pouco a história da imprensa na Argentina para entender o que isto tem a ver com o Brasil.

quarta-feira, 28 de março de 2012

FNDC reúne com Ministro

FNDC se reúne com ministro das Comunicações

28/03/2012 |

FNDC
Nesta segunda-feira, 26, a coordenação executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) reuniu-se com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. O encontro teve como foco o debate sobre o novo Marco Regulatório das Comunicações. 

O FNDC apresentou ao Ministério o balanço político realizado em sua 16ª Plenária, que apontou como pauta central de atuação para o Fórum a luta para que a proposta de um novo arcabouço legal para as comunicações fosse colocada pelo governo para debate público.

Os integrantes do Fórum reafirmaram a Plataforma dos 20 Pontos para uma Comunicação Democrática, entregue ao ministro em 18 de outubro, e cobraram uma interlocução maior do ministério com a sociedade civil, não apenas no processo de construção da consulta, mas também das políticas de comunicação por meio da constituição de uma mesa de diálogo. Embora reconheça o esforço do Ministério das Comunicações em organizar o funcionamento administrativo e desburocratizar o setor, o FNDC entende que questões fundamentais para ampliar a pluralidade e a diversidade das comunicações e garantir a universalização do acesso à banda larga têm ficado ausentes da agenda.

Nesse sentido, o Fórum questionou a opção que vem sendo feita pelo Ministério de promover alterações de modo fragmentado, ao aprovar decretos e portarias que incidem sobre questões administrativas mas não mexem nas desigualdades estruturais do setor. Um exemplo é a portaria que modifica a norma de funcionamento das rádios comunitárias, que acabou limitando ainda mais suas condições de funcionamento. Outro é o decreto que alterou o sistema de licitações das concessões, que poderia ter modificado os critérios das outorgas a fim de fortalecer o sistema público e a diversidade do sistema, mas limitou-se a mudanças pontuais. Além de se configurarem como 'oportunidades perdidas', algumas dessas medidas têm sido tomadas sem processos de consulta pública e diálogo com a sociedade civil. Diante das colocações feitas a este respeito, o ministro Paulo Bernardo já orientou que o FNDC fosse consultado sobre o novo decreto das rádios comunitárias que será publicado pelo ministério.

BRASIL NUNCA MAIS

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