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sábado, 27 de maio de 2017

Explicando sobre a lógica da economia



Dominação financeira, o caminho ao caos

Por Ines Castilho em 27/05/2017, no Outras Palavras
A semanas de lançar novo livro, Ladislau Dowbor sustenta: foi o controle exercido pelos bancos sobre orçamento público e o das famílias que provocou crise do lulismo e espiral do golpe

Por Ladislau Dowbor
O modelo brasileiro de desenvolvimento da última década ia bem obrigado. Um conjunto de programas econômicos e sociais, como a elevação do salário mínimo, ampliação das aposentadorias, transferências para as famílias mais pobres, expansão da educação e dos serviços de saúde, amplos investimentos em infraestruturas e outros programas ampliaram a demanda para as empresas, o que por sua vez, além de gerar produtos, gerou mais de 10 milhões de empregos formais, ampliando ainda mais a demanda – levando ao chamado “círculo virtuoso” de crescimento: dinamizou-se a economia, ao mesmo tempo que se respondia às necessidades reais da população, priorizando quem mais precisa. E como uma economia mais dinâmica gera mais recursos públicos, foi possível equilibrar o financiamento do conjunto, inclusive as políticas sociais e redistributivas.

A Guerra da Coreia - Pablo Picaço, 1951
Este esquema funciona, e não somente aqui. Funcionou na Coreia do Sul que realizou um milagre com forte participação estatal nos investimentos e redução da desigualdade, como funcionou também nos “30 anos de ouro” do pós-guerra na Europa da socialdemocracia, e nos EUA do New Deal, até ser travado nos anos 1980 pela onda ideológica neoliberal. O que deixou as pessoas perplexas, no nosso caso, é como este modelo de desenvolvimento foi interrompido, e porque deixou de funcionar. O mais importante que temos de entender é que o modelo é correto e adequado, a economia deve sim responder às necessidades da população, e o Estado deve ser um articulador importante. Mas a apropriação privada da política é que travou o sistema.

Não só travaram o círculo virtuoso, como geraram uma enorme campanha de convencimento da população de que a culpa do travamento foi justamente a orientação redistributiva, a demagogia de um estado querendo ser bonzinho com os pobres, e portanto essencialmente “populista” e “irresponsável”. O boicote organizado contra toda iniciativa do Estado, o ataque contra as políticas desenvolvimentistas em todos os espaços, na mídia, no Judiciário e em particular no Legislativo geraram a crise. Assim conseguiram desarticular os processos democráticos, travar a economia, e ao mesmo tempo atribuir a culpa aos que tinham promovido a política redistributiva. Mas em nome da nação, naturalmente, em nome da luta contra a corrupção — pois desde sempre a bandidagem política se exerce em nome de elevados ideais éticos.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Sete verdades sobre o conflito na Síria segundo Fuser


Importante artigo de Fuser, na tentativa de desmistificar a questão da Syria. Muitos progressistas compram as informações deformadas que chegam por meio da mídia. "A isso se soma a postura delirante de certos grupos de ultraesquerda que tomam partido, naquele conflito, exatamente do mesmo lado que os Estados Unidos, a Otan e os terroristas psicopatas do Estado Islâmico". 

Sete verdades sobre o conflito na Síria

Por Igor Fuser, no Jornal Brasil de fato
    É importante desconstruir a fraude maniqueísta que reduz um conflito complexo entre os “rebeldes” do bem e os carniceiros do mau. 
Com a melhor das intenções e a maior inocência, muitos brasileiros com posições progressistas têm se deixado levar pelas informações deformadas sobre a situação na Síria que nos chegam por meio da mídia pró-imperialista. A isso se soma a postura delirante de certos grupos de ultraesquerda que tomam partido, naquele conflito, exatamente do mesmo lado que os Estados Unidos, a Otan e os terroristas psicopatas do Estado Islâmico, espalhando pelas redes sociais, de forma acrítica, as versões dos propagandistas do Império. Uma polêmica se instala em setores da esquerda brasileira a partir de uma falsa questão: apoiar ou não o regime de Bashir Assad.

Em relação a isso é importante, antes de qualquer coisa, desconstruir a fraude maniqueísta veiculada pela mídia, que reduz um conflito extremamente complexo a um jogo de videogame onde se situam, de um lado, os “rebeldes” do bem, acompanhados dos civis indefesos que os apoiam, e do outro, os carniceiros do governo sírio, com seus russos desalmados.

Resumidamente, alguns pontos devem ficar claros, para que se entenda corretamente o que está acontecendo na Síria.

1. Não existe uma “revolução síria”. Se, no início, em 2011, havia forças políticas sinceramente interessadas em democratizar o país, elas há muito tempo desapareceram de cena, engolidas pelo que é na realidade uma rebelião étnico-religiosa, conservadora, de caráter islâmico fundamentalista.

2. Os EUA e seus aliados árabes (principalmente o Catar e a Arábia Saudita) são os grandes culpados, por terem armado, financiado e treinado os combatentes fundamentalistas, usados como bucha de canhão no plano de Washington (formulado alguns anos antes) de se livrar de Assad, último remanescente da velha onda de governantes árabes nacionalistas, tais como Kadafi na Líbia e Saddam Hussein no Iraque.

3. O regime de Assad é de fato uma ditadura (numa região onde é preciso procurar com uma lupa para encontrar, aqui e ali, algum fiapo de democracia), mas é um regime laico, tolerante em relação à diversidade étnico-religiosa do país, defensor dos direitos da mulher, e independente do ponto de vista geopolítico. Sua sobrevivência, no atual contexto, é a única garantia de manutenção da integridade política e territorial da Síria diante da estratégia imperialista de implodir e fracionar, sempre que possível, os Estados nacionais com potencial de se contrapor à hegemonia estadunidense, em qualquer região do mundo. É o que já fizeram na Iugoslávia, no Iraque, na Líbia.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A perversidade do sistema judiciário dos EEUU não tem limites - Presos Políticos mofam nas masmorras do Império

Militar que vazou crimes dos EUA para WikiLeaks tenta suicídio

A militar transexual Chelsea Manning, que está em prisão militar por ter passado informações confidenciais ao Wikileaks, fez uma tentativa de suicídio na prisão e foi hospitalizada. As Forças Armadas dos EUA recusaram explicar a causa da internação de Manning, enquanto a equipe de defesa de Manning criticou o governo por não ter permitido realizar contatos com ela.


Cartazes espalhados nos EUA pedem a libertação de Chelsea Manning



Segundo os advogados, os militares norte-americanos cometeram uma violação séria ao contar aos jornalistas sobre o estado de saúde da reclusa, violando a lei da privacidade. De acordo com Nancy Hollander, uma das advogadas de Manning, a equipe de defesa ficou "chocada e irritada" por a informação sobre o suicídio ter passado à mídia.
Em agosto de 2013 Chelsea Manning, naquela altura conhecida como o soldado Bradley Manning, foi condenada a 35 anos de prisão por ter passado ao Wikileaks 700 mil documentos secretos sobre os crimes dos militares norte-americanos no Afeganistão e no Iraque, quando trabalhava com informações confidenciais durante a guerra no Iraque. Ela foi condenada como homem, mas logo na prisão começou a viver como mulher.
Pela primeira vez na história das Forças Armadas dos EUA, Manning foi autorizada a realizar um curso de terapia hormonal para se tornar mulher quando estava na prisão na base militar de Fort Leavenworth. O tribunal do Estado de Kansas permitiu-o mudar de identidade para Chelsea Elizabeth e o tribunal militar de apelação em Washington reconheceu o soldado Bradley Manning como mulher.
 Em maio, Manning apelou da sentença, chamando-a de "extraordinariamente injusta" em comparação com outras pessoas que cometeram o mesmo tipo de crime.

do Vermelho https://vermelho.org.br/2016/07/12/militar-que-vazou-crimes-dos-eua-para-wikileaks-tenta-suicidio/
 Fonte: Sputnik

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