Como outros gigantes da Economia de Dados, o Facebook deslocaliza a
filtragem de dados para um exército de moderadores em empresas
localizadas do Oriente Médio ao Sul da Ásia. Isso foi confirmado por
Monika Bickert, do Facebook.
Esses moderadores têm um papel no controle daquilo que deve ser
eliminado da rede social, a partir de sinalizações dos usuários. Mas a
informação é então comparada a um algoritmo, que tem a decisão final.
A silenciosa ditadura do algoritmo
Por Pepe Escobar |
Tradução: Inês Castilho | no site
Outras Palavras
Em
sociedades digitalizadas, decisões cruciais sobre a vida são tomadas por
máquinas e códigos. Por que isso multiplica a desigualdade e ameaça o direito à
informação e a democracia
Vivemos todos na Era do Algoritmo. Aqui está uma história que não apenas
resume a era, mas mostra como a obsessão pelo algoritmo pode dar terrivelmente
errado.
Tudo começou no início de setembro, quando o Facebook censurou a foto ícone
de Kim Phuch, a “menina do napalm”, símbolo reconhecido em todo o mundo da
Guerra do Vietnã. A foto figurava em post no Facebook do escritor norueguês Tom
Egeland, que pretendia iniciar um debate sobre “sete fotos que mudaram a
história da guerra”.
Não só o seu post foi apagado, como Egeland foi suspenso do Facebook. O Aftenposten,
principal jornal diário da Noruega, propriedade do grupo de mídia escandinavo
Schibsted, transmitiu devidamente a notícia, lado a lado com a foto. O Facebook
pediu então que o jornal apagasse a foto – ou a tornasse irreconhecível em sua
edição online. Antes mesmo de o jornal responder, artigo e foto já haviam sido
censurados na página do Aftenposten do Facebook.
A primeira ministra norueguesa, Erna Solberg, protestou contra tudo isso em
sua página do Facebook. Também foi censurada. O Aftenposten então
sapecou a história inteira em sua primeira página, ao lado de carta aberta a
Mark Zuckerberg, assinada pelo diretor do jornal, Espen Egil Hansen, acusando o
Facebook de abuso do poder.
Passaram-se 24 longas horas até que o colosso de Palo Alto recuasse e
“desbloqueasse” a publicação. Uma opinião embrulhada em código
O Facebook empenhou-se ao máximo para controlar os danos depois do episódio.
Isso não alterou o fato de que o inbroglio “menina da napalm” é um clássico
drama do algoritmo, como ocorre na aplicação de inteligência artificial para
avaliar conteúdo.
Como outros gigantes da Economia de Dados, o Facebook deslocaliza a
filtragem de dados para um exército de moderadores em empresas localizadas do
Oriente Médio ao Sul da Ásia. Isso foi confirmado por Monika Bickert, do
Facebook.
Esses moderadores têm um papel no controle daquilo que deve ser eliminado da
rede social, a partir de sinalizações dos usuários. Mas a informação é então
comparada a um algoritmo, que tem a decisão final.
Não é necessário ter PhD para perceber que esses moderadores não têm,
necessariamente, vasta competência cultural, ou capacidade de analisar
contextos. Isso para não mencionar que os algoritmos são incapazes de
“entender” contexto cultural e certamente não são programados para interpretar
ironia, sarcasmo ou metáforas culturais.
Os algoritmos são literais. Em poucas palavras, são uma opinião embrulhada
em código. E no entanto, estejamos atingindo um estágio em que a máquina decide
o que é notícia. O Facebook, por exemplo, conta agora apenas com o algoritmo
para definir quais hstórias coloca em destaque.
Pode haver um lado positivo nessa tendência – como o Facebook, o Google e o
YouTube usarem sistemas para bloquear rapidamente vídeos do ISIS e propaganda
jihadista semelhante. Logo estará em operação eGLYPH – um sistema que censura
vídeos violam supostos direitos autorais por meio “hashing”, ou
codificação para busca rápida. Uma única marca será atribuída a vídeos e áudios
considerados “extremistas”, possibilitando assim sua remoção automática em
qualquer nova versão e bloqueando novos uploads.
E isso nos traz para um território ainda mais turvo; o próprio conceito de
“extremista”. E os efeitos, sobre todos nós, de sistemas de censura baseados em
lógica algorítmica. Como as Armas de Destruição Matemática controlam nossa vida
É neste cenário que um livro como Armas de Destruição em Math [ou
“Armas de Destruição Matemática”] de Cathy O’Neil (Crown Publishing), torna-se
tão essencial quanto o ar que respiramos.
Leia
na íntegra aqui:http://outraspalavras.net/posts/a-silenciosa-ditadura-do-algoritmo/
Absurdo total. A Anatel reprime as iniciativas individuais , reprime as rádios livres. Parece mesmo servir às empresas e controlar o consumidor.
ANATEL multa usuários por compartilhar Internet wirelless
ADVOGADO CONSIDERA MULTA ABUSIVA: Técnicos dizem que vizinhos não podem fazer isso
A Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL apreendeu os computadores e multou, em R$ 3 mil três vizinhos que compartilhavam acesso à internet por uma rede wireless. Visando reduzir os custos, os três amigos, que residem em casas muito próximas, fizeram uma assinatura do serviço OI/VELOX, a partir da linha telefônica de um deles.
Após instalado o equipamento, implementaram um roteador wireless comum (tipo D-Link), destes que se encontra em qualquer loja de informática, tornando possível com que os três pudessem acessar a rede mundial, a partir de seus computadores. O valor das mensalidades, que vinham pagando em dia, era dividido entre os eles. Conforme alegam, por se tratarem de pessoas de baixa renda, esta foi a única forma que encontraram para ter acesso ao serviço.
A prática é corriqueira de muitos usuários de Internet via wireless não só em Teresina, mas no Brasil e no mundo inteiro. Ocorre que, de algum modo, o fato chegou ao conhecimento de fiscais da ANATEL, que, em uma “visita” à residência do proprietário da linha telefônica, apreendeu computador, modem e roteador lá instalados, lavrando auto de infração e aplicando multa de R$ 3 mil, sob a acusação de que o mesmo estaria prestando serviços de provedor de acesso à internet sem a devida autorização da Agência. Os nomes foram preservados para evitar possíveis retaliações.
INTERNET É COMPARTILHADA
A defesa dos usuários está sendo conduzida pelos advogados Paulo Gustavo Sepúlveda e Lucas Vilar, do escritório Viana & Viana Advocacia. Ele explica sobre o assunto: “Assumimos a causa porque estamos verdadeiramente indignados com a atuação da ANATEL. Enquanto os cidadãos estão sendo violentados diariamente pelos abusos e ilegalidades cometidos pelas operadoras de telefonia e de provimento de acesso à internet, a Agência, que tem por função primordial regulamentar e fiscalizar a prestação de serviços destas empresas, preocupa-se em tosar ilegalmente o acesso de pessoas humildes à internet, o qual deveria ser garantido a todos pelo Estado, considerando sua relevância”, afirma Paulo Gustavo. COMPARTILHAR NÃO FERE A LEI
Na opinião do advogado, o compartilhamento de acesso à rede, no caso dos três vizinhos, não se caracteriza como prestação de serviços de provedor, uma vez que não havia o intuito comercial, ou seja, o proprietário da linha, assinante da VELOX, não cobrava mensalidades dos outros dois amigos. “Entendo que o compartilhamento de acesso através de roteador wireless não fere a legislação específica e nem o contrato com a operadora, uma vez que a capacidade e a velocidade do link permanecem a mesma, tendo um, três ou mais usuários conectados ao mesmo tempo. Em se admitindo a hipótese de que tal compartilhamento é ilegal, estaríamos diante da proibição da utilização de um único link por dois ou mais usuários até mesmo dentro da mesma residência, o que constituiria um abuso manifesto, tendente a forçar o consumidor à contratação de mais serviços da operadora de telefonia”, expõe o advogado. No tocante à abordagem dos fiscais da Agência Nacional de Telecomunicações, Paulo Gustavo afirma que “os cidadãos podem e devem se proteger da atuação ilícita e abusiva destes fiscais da ANATEL, não permitindo o acesso dos mesmos às suas residências, a não ser mediante a exibição de um mandado judicial”. A questão ainda está em fase de processo administrativo, no qual os usuários apresentarão sua defesa. Initernet compartilhada: Um computador com roteador passa para os demais
http://www.180graus.com/geral/anatel-multa-usuarios-por-compartilhar-internet-wirelless-397787.html REPÓRTERES: Katylenin França e Allisson Paixão
Pôs na boca, provou, cuspiu.
É amargo, não sabe o que perdeu
Tem o gosto de fel, raiz amarga
Quem não vem no cordel banda larga
Vai viver sem saber que o mundo é o seu
Tem um gosto de fel, raiz amarga
Quem não vem no cordel da banda larga
Vai viver sem saber que o mundo é o seu
Uma banda da banda é umbanda
Outra banda da banda é cristã
Outra banda da banda é kabala
Outra banda da banda é al-koorão
E então, e então, são quantas bandas?
Tantas quantas pedir meu coraão
E o meu coraão pediu assim só
Bim-bom, bim-bim-bom, bim-bão
Todo mundo na ampla discussão
O neuro-cientista, o economista
Opinião de alguém que está na pista
Opinião de alguém fora da lista
Opinião de alguém que diz não
Ou se alarga essa banda e a banda anda
Mais ligeiro pras bandas do sertão
Ou então não, não adianta nada
Banda vai, banda fica abandonada
Deixada para outra encarnaão
Ou então não, não adianta nada
Uma vai outra fica abandonada
Os problemas não terão soluão
Piraí, Piraí, Piraí
Piraí bandalargou-se há pouquinho
Piraí infoviabilizou
Os ares do município inteirinho
Por certo que a medida provocou
Um certo vento de redemoinho
Diabo do menino agora quer
Um ipod e um computador novinho
O certo é que o sertão quer navegar
No micro do menino internetinho
O Netinho baiano e bom cantor
Já faz tempo tornou-se um provedor ? provedor de acesso
À grande rede www
Esse menino ainda vira um sábio
Contratado do Google, sim sinhô
Diabliu de menino internetinho
Sozinho vai descobrindo o caminho
O rádio fez assim com o seu avô
Rodovia, Hidrovia,
Ferrovia e agora chegando a infovia
Pra alegria de todo o interior.
Meu Brasil, meu Brasil, bem brasileiro
O You Tube chegando aos seus grotões
Veredas dos Sertões, Guimarães Rosa
Ilíadas, Luzíadas, Camões
Rei Salomão no Alto Solimões
O pé da planta, a baba da babosa
Pôs na boca, provou, cuspiu
É amargo, não sabe o que perdeu
É amarga a missão, raiz amarga
Quem vai soltar balão na banda larga
É alguém que ainda não nasceu
É amarga a missão, raiz amarga
Quem vai soltar balão na banda larga
É alguém que ainda não nasceu?
Cuba Informacion desmonta matéria da TVE espanhola que manipula informações sobre o uso da internet na ilha.
A reportagem não informa sobre as razões das dificuldades de acesso em Cuba e dá a entender que é algo proibido.
O problema em Cuba é muito claro: boicote dos EUA no acesso da Ilha aos cabos de fibra ótica, que permitem a banda larga. Cuba tem que recorrer a satélite e paga muito caro para conseguir um sinal muito aquem da necessidade daquele povo.
Ao não mencionar o bloqueio americano como o principal motivo das dificuldades do acesso à internet, a TV espanhola presta um desserviço à cidadania, afirma o veículo cubano. No brasil a TV Globo deu grande repercussão, claro.