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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A perversidade do sistema judiciário dos EEUU não tem limites - Presos Políticos mofam nas masmorras do Império

Militar que vazou crimes dos EUA para WikiLeaks tenta suicídio

A militar transexual Chelsea Manning, que está em prisão militar por ter passado informações confidenciais ao Wikileaks, fez uma tentativa de suicídio na prisão e foi hospitalizada. As Forças Armadas dos EUA recusaram explicar a causa da internação de Manning, enquanto a equipe de defesa de Manning criticou o governo por não ter permitido realizar contatos com ela.


Cartazes espalhados nos EUA pedem a libertação de Chelsea Manning



Segundo os advogados, os militares norte-americanos cometeram uma violação séria ao contar aos jornalistas sobre o estado de saúde da reclusa, violando a lei da privacidade. De acordo com Nancy Hollander, uma das advogadas de Manning, a equipe de defesa ficou "chocada e irritada" por a informação sobre o suicídio ter passado à mídia.
Em agosto de 2013 Chelsea Manning, naquela altura conhecida como o soldado Bradley Manning, foi condenada a 35 anos de prisão por ter passado ao Wikileaks 700 mil documentos secretos sobre os crimes dos militares norte-americanos no Afeganistão e no Iraque, quando trabalhava com informações confidenciais durante a guerra no Iraque. Ela foi condenada como homem, mas logo na prisão começou a viver como mulher.
Pela primeira vez na história das Forças Armadas dos EUA, Manning foi autorizada a realizar um curso de terapia hormonal para se tornar mulher quando estava na prisão na base militar de Fort Leavenworth. O tribunal do Estado de Kansas permitiu-o mudar de identidade para Chelsea Elizabeth e o tribunal militar de apelação em Washington reconheceu o soldado Bradley Manning como mulher.
 Em maio, Manning apelou da sentença, chamando-a de "extraordinariamente injusta" em comparação com outras pessoas que cometeram o mesmo tipo de crime.

do Vermelho https://vermelho.org.br/2016/07/12/militar-que-vazou-crimes-dos-eua-para-wikileaks-tenta-suicidio/
 Fonte: Sputnik

domingo, 1 de maio de 2016

Realidade: um país governado por deputados do PMDB e assemelhados


Texto muito bom de Bernardo Mello Franco. Elucidativo, quase didático Tenho esperança (sou otimista) de que seja lido por pessoas que já começam a perceber que não era bem por isso que gritavam raivosos, estimulados (iludidos) pela mídia golpista, e entendam que caíram no conto do vigário. Uma máfia, que reúne os mais corruptos parlamentares e outros interesses do capital financeiro, se preparam para depenar o Brasil. Por dinheiro, muito dinheiro, inimigos internos entregam o País para aves de rapina. Os brasileiros que se fodam.
Bernardo alerta que os que estão sonhando "com uma máquina pilotada por técnicos apartidários, e livre dos vícios da era petista, vai acordar num país governado por deputados do PMDB e assemelhados". Leia aqui a íntegra do ótimo texto.

Euforia e realidade 
por bernardo mello franco 
coluna na folha de são Paulo em 1/5/2016 

As primeiras notícias do governo Temer foram recebidas com festa e euforia pelos porta-vozes do PIB. O ainda vice-presidente promete um choque liberal na economia, com redução drástica dos gastos públicos e do tamanho do Estado.
Um novo plano elaborado por sua equipe fala em mudar a lei de licitações e em privatizar "tudo o que for possível". O anterior, batizado de "Ponte para o Futuro", defende a flexibilização das leis trabalhistas, o fim das despesas obrigatórias com a saúde e a desvinculação do salário mínimo aos benefícios sociais. 
É difícil imaginar que algum candidato fosse eleito no Brasil com uma agenda assim, que faria corar muitos tucanos. Mas isso não vem ao caso, porque Temer não terá que consultar o povo para vestir a faixa. 
Cada um é livre para torcer pelo projeto que lhe pareça melhor, mesmo que a preocupação com o próprio bolso venha antes do resto. No entanto, a prudência recomenda um olhar atento aos personagens do novo regime, e um exame mínimo da viabilidade de suas promessas. 
Quem sonha com uma máquina pilotada por técnicos apartidários, e livre dos vícios da era petista, vai acordar num país governado por deputados do PMDB e assemelhados. 
A propaganda do corte de ministérios já começou a fazer água. Ontem a Folha noticiou que o vice desistiu de reduzi-los a 20 para acomodar partidos que votaram pelo impeachment. A conta subiu para 26 e ainda deve aumentar até a posse. 
Há riscos de retrocesso em outros setores. A bancada evangélica, que se uniu para derrubar Dilma Rousseff, agora apresenta a fatura. Na quarta, Temer recebeu e orou com o pastor Silas Malafaia, conhecido pela pregação ultraconservadora na TV. 
Ele cobrou o fim da distribuição de material didático que ensina as crianças a respeitarem a diversidade sexual. Dois dias depois, vazou-se que o vice deve entregar o Ministério da Educação ao DEM, que abriga os políticos da igreja do pastor. 

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/bernardomellofranco/2016/05/1766509-euforia-e-realidade.shtml
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terça-feira, 26 de abril de 2016

Cabeças Erguidas e Mente Alerta


È preciso ter clareza sobre os interesses que movem o poder econômico e a cobiça sobre nosso território. Estão sempre à espreita e, quando ajudados por inimigos internos, dão de comer à serpente. Estejamos sempre alertas e com a cabeça erguida. Não reconhecemos nenhum império do mundo.
Uma aula para entender que "Nuestro Norte Es El Sur", nas intervenções de Cristina Kirchner e de Raúl Castro em La Cumbre de las Américas, 11 de abril de 2015

A Presidenta Cristina Kirchner faz um discurso inesquecível
em nome de todos nós sulamericanos



Raul Castro fala pela primeira vez na Cumbre de Las Americas    
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terça-feira, 29 de março de 2016

Brasil sob ataque de “Guerra Híbrida”

São informações importantes para entender o que se passa em nossa volta.  Não é teoria da conspiração, a conspiração vem trazendo muitos prejuízos ao Brasil. Nós podemos vencer estes desafios. O autor é Pepe Escobar, que dispensa apresentação. Leiam:
Brasil e Rússia sob ataque de “Guerra Híbrida”[1]
“Se o veneno, a paixão, o estupro, a punhalada
Não bordaram ainda com desenhos finos
A trama vã de nossos míseros destinos,
É que nossa alma arriscou pouco ou quase nada.”
As flores do mal [1857], Charles Baudelaire

28/3/2016, Pepe Escobar, RT
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Revoluções Coloridas nunca bastariam. O Excepcionalistão vive à procura de grandes atualizações de estratégia capazes de garantir a hegemonia perpétua do Império do Caos.
A matriz ideológica e o modus operandi das revoluções coloridas já são, hoje, assunto de domínio público. Mas não, ainda, o conceito de Guerra Não Convencional (GNC) [orig. Unconventional War (UW).
Essa guerra não convencional apareceu explicada no manual das Forças Especiais para Guerra Não Convencional dos EUA, em 2010. O parágrafo chave é:
“1-1. A intenção dos esforços de GNC dos EUA é explorar vulnerabilidades políticas, militares, econômicos e psicológicos de um poder hostil, mediante o desenvolvimento e sustentação de forças de resistência, para alcançar os objetivos estratégicos dos EUA. (…) Para o futuro previsível, as forças dos EUA se engajarão predominantemente em operações de guerra irregular”
Hostil” não se aplica apenas a potências militares; qualquer estado que se atreva a desafiar alguma trampa importante para a “ordem” mundial Washington-cêntrica – do Sudão à Argentina –, pode ser declarado “hostil”.
Hoje, as ligações perigosas entre Revoluções Coloridas e Guerra Não Convencional já desabrocharam, como Guerra Híbrida: caso pervertido de Flores do Mal. Uma ‘revolução colorida’ é apenas o primeiro estágio do que, adiante, será convertido em Guerra Híbrida. E Guerra Híbrida pode ser interpretada, na essência, como a teoria-do-caos armada – paixão conceitual dos militares dos EUA (“política é a continuação da guerra por meios linguísticos”). No fundo, meu livro de 2014, Empire of Chaos rastreia as miríades de manifestações desse conceito.
Os detalhados e bem construídos argumentos [de Andrew Koribko, um dos capítulos já traduzidos, e outros em tradução (NTs)] dessa tese em três partes esclarece perfeitamente o objetivo central por trás de uma grande Guerra Híbrida:
“O grande objetivo por trás de toda e qualquer Guerra Híbrida é esfacelar projetos multipolares transnacionais conectivos, mediante conflitos de identidade provocados de fora para dentro (étnicos, religiosos, regionais, políticos, etc.), dentro de um estado de trânsito tomado como alvo.”
Os BRICS – palavra/conceito de péssima reputação em Washington e no Eixo de Wall Street – teriam de ser os alvos preferenciais de Guerra Híbrida. Por incontáveis razões, dentre as quais: o movimento na direção de comerciar e negociar em suas próprias respectivas moedas, deixando de lado o dólar norte-americano; a criação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS; o confessado interesse na direção da integração da Eurásia, simbolizada pelos projetos: Novas Rotas da Seda – ou, na terminologia oficial, Um Cinturão, uma Estrada [ing. One Belt, One Road (OBOR)] liderados pela China; e União Econômica Eurasiana (UEE) liderada pela Rússia.
Implica que a Guerra Híbrida mais cedo ou mais tarde atingirá a Ásia Central: o Quirguistão é candidato ideal a laboratório primário para experimentos tipo revolução colorida, do Excepcionalistão.
No estado em que estamos hoje, a Guerra Híbrida está muito ativa nas fronteiras ocidentais da Rússia (Ucrânia) mas ainda é embrionária em Xinjiang, no extremo oeste da China, que Pequim microadministra como falcão. A Guerra Híbrida também já está sendo aplicada para impedir um gambito crucial do Oleogasodutostão: a construção do Ramo Turco. E também será acionada de pleno para interromper a Rota da Seda dos Bálcãs – essencial para os negócios/comércio da China com a Europa Ocidental.
Dado que os BRICS são o único real contrapoder ante o Excepcionalistão, foi preciso desenvolver uma estratégia para cada um dos principais atores. Jogaram tudo contra a Rússia – de sanções à mais total demonização; de ataque contra a moeda russa até uma guerra dos preços do petróleo, que incluiu até algumas (patéticas) tentativas de iniciar uma revolução colorida nas ruas de Moscou.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Sim, declaremos guerra à manipulação midiática

Um dia 4 de fevereiro como hoje...

Por Beto Almeida
Um dia 4 de fevereiro como hoje, há 24 anos, um movimento militar revolucionário, lançava um relâmpago que iluminou toda a Venezuela imersa na noite trágica do neoliberalismo mais selvagem, da entrega criminosa de sua maior riqueza a preço vil, o petróleo, e acordou um povo para a criatividade da política revolucionária, desenterrando dialeticamente a Bolívar e seus ideais transformadores. Este movimento revolucionário tinha um líder que sintetizava em sua cara meio índia, meio negra, o DNA de um povo que precisava de nova convocatória, atualizando o bolivarianismo para esgrimi-lo tal como a espada de Bolívar para as tarefas do mundo de hoje, quando a humanidade e seu sentido histórico civilizatório estão em confrontação crescente e insanável com o imperialismo,


Hugo Chávez revivia, naquele dia 4  de Fevereiro de 1992, um Bolívar atualizado pelas lições da Revolução Cubana, pelas marcas inapagáveis da trajetória de Guevara, de Fidel, de Raul, de Sandino, de Farabundo Marti, de Pancho Villa e Zapata. Mas, sem concessões ao sectarismo, este Hugo Chávez revigorava e revitalizava, também, lições do nacionalismo revolucionário, recuperando os esforços transformadores de outros movimentos e governos que, com equipe de militares anti-imperialistas à frente, realizam mudanças de alcances revolucionários. Seja Lázaro Cárdenas, que atualizara e dera continuidade e profundidade à Revolução Mexicana; seja Getúlio Vargas que, em aliança com o movimento tenentista, abriu o caminho para construir a base de um Brasil moderno e mais justo, cujas conquistas são, ainda hoje,  parte central da agenda política  da conjuntura complexa do país, ou seja, o BNDES, a CLT, a Petrobrás, o Programa Nuclear, a Auditoria da Dívida Pública, a Previdência Social, todas estas realizações da Era Vargas. Não por acaso Hugo Chávez confessou publicamente sua grande admiração por Vargas. E também por Peron, que arrancou a Argentina das garras da oligarquia e a transformou em país industrializado e com justiça social, inspirando, para sempre correntes de trabalhadores, jovens e intelectuais, representados por Nestor e Cristina que, em boa medida, vinham recuperando aquela via peronista de antes, mas foram transitoriamente travados pela insuficiente unidade popular em suas próprias filas e pela sabotagem imperial.

Mas, também é necessário referir-se à sintonia que o Movimento Bolivariano 200 encabeçado por Chávez possui com a Revolução Inca, no Peru, liderada pelo General Juan Velasco Alvarado e sua tremenda admiração pelo General Omar Torrijos, que liderou um governo anti-imperialista no Panamá.
O 4 de Fevereiro atualizava na Venezuela todas as agendas transformadoras latino-americanas, preparando seu povo para uma tarefa nobre de construir uma nação independente, soberana, justa e solidária com todos os povos em luta contra o imperialismo.

O método insurreto do 4 de Fevereiro pode ter chocado e até assustado alguns setores da esquerda desatentos para as maneiras inventivas com que os processos revolucionários abrem passagem, sempre surpreendo os escolásticos, os burocratas partidários e sindicais. Por acaso a Revolução dos Cravos em Portugal ou a Revolução Islâmica no Irã também não arrombaram as portas fechadas da história e, da mesma forma, aos que se paralisam em dúvidas diante das novas formas adquiridas pela história para seguir seu passo....

Em 4 de fevereiro de 1992 se organizou uma destemida luta pela recuperação da Dignidade Nacional perdida para os arranjos dominantes pelas velhas oligarquias venezuelanas que. Sob uma capa aparente de formalidades democráticas,  escondia, no essencial, um doloroso rio de sangue em que trabalhadores, jovens, intelectuais perderam a vida para dar convicção aos revolucionários militares, que vinham para ocupar uma lacuna deixada , relativamente, pelos partidos políticos, seja pela repressão a que foram alvo, seja pela burocratização em que alguns segmentos de esquerda também afundaram, especialmente dando margem à formação de uma camarilha sindical antidemocrática, entreguista e , que, mais tarde, se revelaria golpista, contra o próprio Chávez.
 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

É hora de fazer alguma coisa




Quando os espanhóis "nos descobriram", há cinco séculos, a população da Ilha não ultrapassava os 200 mil hab, os quais viviam em equilíbrio com a natureza. As  fontes  de alimentos vinham dos rios, lagos e mares ricos em proteínas; e praticavam uma agricultura rudimentar que lhes fornecia calorias, vitaminas, sais minerais e fibras.

É hora de fazer alguma coisa.     (por Fidel Castro)


Vou contar um pouco de história 



 Quando os espanhóis "nos descobriram", há cinco séculos, o número estimado da população da Ilha não ultrapassava os 200 mil habitantes, os quais viviam em equilíbrio com a natureza. Suas fontes principais de alimentos procediam dos rios, lagos e mares ricos em proteínas; adicionalmente praticavam uma agricultura rudimentar que lhes fornecia calorias, vitaminas, sais minerais e fibras.

Nalgumas regiões de Cuba ainda existia o hábito de produzir casabe (um tipo de pão elaborado com mandioca). Determinados frutos e pequenos animais silvestres complementavam sua dieta. Fabricavam alguma bebida com produtos fermentados e transmitiram à cultura mundial o costume de fumar, muito daninho para a saúde.

A população atual de Cuba é, possivelmente, 60 vezes maior da que existia naquela época. Embora os espanhóis se misturassem com a população autóctone, essa população praticamente foi exterminada com o trabalho semi-escravo no campo e com a garimpagem de ouro nas areias dos rios.

A população indígena foi substituída pela importação de africanos, capturados à força e escravizados, uma prática cruel aplicada durante séculos.

De muita importância para nossa existência foram os hábitos alimentares criados. Fomos convertidos em consumidores de carne suína, bovina, ovina, consumidores de leite, queijo e outros derivados; trigo aveia, cevada, arroz, grão-de-bico, feijão, ervilha e outras leguminosas procedentes de climas diferentes.

Originariamente, dispunhamos do milho, e foi introduzida a cana-de-açúcar entre as plantas mais ricas em calorias.

 O café foi trazido pelos conquistadores da África; o cacau possivelmente foi trazido do México. Estes dois produtos, juntamente com o açúcar, o fumo e outros produtos tropicais, viraram enormes fontes de recursos para a metrópole, depois do levante dos escravos no Haiti, ocorrido no início do século 19.

O sistema de produção escravista perdurou até a transferência da soberania de Cuba para os Estados Unidos pelo colonialismo espanhol que, em guerra cruenta e extraordinária, foi derrotado pelos cubanos.

Quando a Revolução triunfou, em 1959, nossa Ilha era uma verdadeira colônia ianque. Os Estados Unidos enganaram e desarmaram nosso Exército Libertador. Não se podia falar duma agricultura desenvolvida, mas sim de imensas plantações, exploradas com o trabalho manual e animal que, em geral, não utilizavam fertilizantes nem maquinarias. As grandes usinas de açúcar eram de propriedade norte-americana. Várias delas tinham mais de cem hectares de terra; outras dezenas de milhares. No total eram mais de 150 usinas açucareiras, incluídas as dos cubanos, que trabalhavam menos de quatro meses cada ano.

Os Estados Unidos receberam os fornecimentos açucareiros de Cuba nas duas grandes guerras mundiais, e tinham concedido a nosso país uma cota de venda nos seus mercados, associada a compromissos comerciais e a limitações da nossa produção agrícola, apesar de que o açúcar era, em parte, produzida por eles. Outros setores decisivos da economia, como os portos e refinarias de petróleo, eram propriedade norte-americana. Suas empresas possuiam grandes bancos, centros industriais, jazidas, cais, linhas marítimas e ferrovias, além de serviços públicos tão vitais como os elétricos e telefônicos.

Para aqueles que desejem entender não é necessário nada mais.

Apesar de que as necessidades de produção de arroz, milho, óleo, sementes e outros alimentos era importante, os Estados Unidos estabeleciam determinados limites a tudo o que concorresse com sua produção nacional, incluído o açúçar subsidiado de beterraba.

Logicamente, quanto à produção de alimentos é um fato real que dentro dos limites geográficos dum país pequeno, tropical, chuvoso e ciclônico, desprovido de maquinaria agrícola, de sistemas de barragens, de irrigação e do equipamento adequado, Cuba não podia dispor de recursos, nem estava em condições de concorrer com as produções mecanizadas de soja, girassol, milho, leguminosas e arroz dos Estados Unidos. Algumas delas, como o trigo e a cevada, não podiam ser produzidas em nosso país.

Certo é que a Revolução cubana não teve um minuto de paz. Apenas foi decretada a Reforma Agrária, antes de completar-se o quinto mês do triunfo revolucionário, começaram os planos e ações de sabotagem, incêndios, obstruções e emprego de meios químicos daninhos contra o país. Estes incluíram pragas contra produções vitais e, inclusive, contra a saúde humana.

Ao subestimar o nosso povo e sua decisão de lutar por seus direitos e sua independência, os EUA cometeram um erro.

Claro que nenhum de nós tinha, nesse então, a experiência atingida durante muitos anos; atuávamos a partir de ideias justas e de uma concepção revolucionária. Talvez o principal erro de idealismo cometido foi pensar que no mundo havia uma determinada quantidade de justiça e respeito ao direito dos povos quando, certamente, não existia. Contudo, disso não dependeria a decisão de lutar.

A primeira tarefa que ocupou nosso esforço foi a preparação para a luta que se aproximava.

A experiência adquirida na batalha heróica contra a tirania batistiana, é que o inimigo, qualquer que fosse sua força, não podia vencer o povo cubano.

A preparação do país para a luta virou esforço principal do povo, e nos levou a episódios tão decisivos como a batalha contra a invasão mercenária, promovida pelos Estados Unidos, em abril de 1961, desembarcada na Baía dos Porcos e escoltada pela marinha ianque e pela aviação ianque.

domingo, 4 de março de 2012

DAWSON ISLA 10






Que filme comovente realizou Miguel Littín sobre os acontecimentos após o golpe de estado, em 11 de setembro de 1973. Ele foi diretor da estatal Chile Films de 1971 até o momento do golpe de estado, liderado por Pinochet, que depôs o governo democrático de Salvador Allende no Chile. 


Os ministros de Estado e todo o alto escalão,  sequestrados, são levados para a ilha Dawson, no extremo sul do país, trasformada em campo de concentração da ditadura chilena. Lá os presos políticos são submetidos a violentos interrogatórios, trabalhos forçados além de torturas físicas e psicológicas. 


Baseado no livro de Sergio Bittar, ministro de Minas de Allende, o filme tem momentos emocionantes, comoventes, em alguns momentos muito triste. Mesmo assim encontra espaço para o humor e para momentos singelos de amizade e solidariedade.  Littín mostra as contradições dos oficias de baixa patente ao ver irmãos chilenos serem destroçados pelos generais chilenos e o comando estadunidense.


Miguel Linttín é um ícone vivo do cinema de resistência Latino-americano. Um dos filmes mais conhecidos dele, Acta General de Chile (1988) é fruto de uma corajosa aventura em que, tres anos antes, entrou clandestinamente no Chile para a filmagem, com nome e documentos falsos.
Littín percorreu todo o Chile para realizar este filme que se desdobrou em uma película de quatro horas para a televisão e em outra de duas horas para o cinema. Littin filmou em todo o território chileno, até mesmo dentro do palácio presidencial de La Moneda, a poucos metros do gabinete de Augusto Pinochet.

Li há tempos o livro escrito por Gabriel García Márquez, intitulado “A Aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile”, que relata a aventura apos quatro horas de entrevista com Littín. Maravilhoso.

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Marcel, Idrissa e a amizade


Marcel, Idrissa e a amizade
Leila Jinkings

 A vasta filmografia de Aki Kaurismaki é pouco conhecida do público, no Brasil. O cinema que ele faz é mais frequentador dos festivais e das salas de arte. No telão assisti "O Homem sem Passado" (2002), no Festival Internacional de Cinema, no cine Academia de Brasília; no cine Rosa e Silva, no Recife, o - mais hermético - "Luzes na Escuridão" (2006).  São maravilhosos. O Cinema da Fundação, na mostra "Expectativa 2012/Retrospectiva2011", trouxe "O Porto (Le Havre)", a mais recente realização. Lindo! Um filme terno, que conta a história de um pequeno imigrante ilegal africano, com sensibilidade e generosidade. Busca o sentimento de amizade e a solidariedade da vizinhança, quando todos se unem para ajudar o garoto, exceção de um vizinho delator.

Marcel Marx sobrevive como engraxate na pequena cidade portuária Le Havre, depois de uma vida boêmia em Paris. Passa o dia pelas ruas da cidade procurando quem queira engraxar os sapatos e, no fim do dia, volta para casa, onde a mulher Arletty (Kati Outinen) cuida dele com devoção. Antes, passa na padaria e no verdureiro; depois, no bar da esquina. Arletty é internada com uma doença grave, com pouca esperança de cura. Marcel se vê só com a cadela Laika. É quando o caminho de Marcel e o do menino Idrissa (Blondin Miguel) se cruzam.

Um dos belos momentos do filme é a revelação da amizade e da solidariedade na vizinhança. A implacável política de imigração caça o menino em situações entre emocionantes, criativas e cômicas. O ótimo Jean-Pierre Darroussin faz o detetive encarregado pelo prefeito da cidade de encontrar o menino para aplacar a sanha da imprensa. Há poucos diálogos, como o diretor gosta. Ele deixa as entrelinhas para o espectador decifrar. O que não é dito, ele diz através de silêncio, por meio de sinais e, principalmente da música.

Uma característica marcante nos filmes de Aki Kaurismaki é o destaque à Música. A música tem espaço próprio, é protagonista. Funciona como forte elemento climático na maioria das vezes. Outras vezes ela põe a música a nos provocar sensações mais físicas, com o balanço de Bob Little, antigo roqueiro francês. Ouvem-se, no decorrer do filme, baladas, tangos e rock and roll. É Little Bob quem faz o papel dele mesmo e o Little Bob Concert é eletrizante, envolvente. Chama a dançar, difícil segurar o pezinho.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Centenas de entidades são organizadas pela Cia para interferir nos assuntos internos dos países de todo o mundo.



Lista de entidades no mundo que trabalham com a CIA


Os tentáculos da Central Intelligence Agency estendem-se por todo o mundo e as entidades que utiliza como camuflagem são as mais variadas possíveis. A lista abaixo é incompleta. Mesmo assim, compreende mais de 500 agências, fundações e empresas que fazem parte da CIA ou com ela trabalham. Na área da informação e acção contra os povos e suas organizações políticas e sociais, a actuação destas entidades é multifacética, constante e muito bem financiada.


Lista de agências da CIA ou que com ela trabalham e/ou são financiadas

* A *
AALC, see Afro-American Labor Center
Acrus Technology
ADEP, see Popular Democratic Action
Advertising Center, Inc.
Aerojet General Corporation
Aero Service Corp. of Philadelphia
AFME, see American Friends of the Middle East
"African Report"
African-American Institute
Afro-American Labor Center (AALC) of
American Federation of Labor/Congress of Industrial Organization (AFL/CIO)
Agencia Orbe Latinoamericano
Agency for International Development (AID)
Agribusiness Development, Inc.
AIFLD, see American Institute for Free Labor Development
Air America Air Asia Co., Ltd.
Air Proprietary Company
All Ceylon Youth Council Movement
Alliance for Anti-totalitarian Education
America Fore Insurance Group
American Academy for Girls
American Association of the Middle East
American Chamber of Commerce
American Committee for Liberation from Bolshevism, Inc.
American Committee for the Liberation of the People of Russia
American Committee for the International Commission of Jurists
American Economic Foundation
American Federation for Fundemental Research
American Federation of Labor/Congress of Industrial Organization (AFL/CIO)
American Federation of State, County and Municipal Employees (AFSCME)
American Foundation for the Middle East
American Friends of the Middle East
American Friends of the Russian Freedom
American Friends Service Committee
American Fund for Czechoslovak Refugees
American Fund For Free Jurists
American Geographic Society
American Historical Society
American Institute for Free Labor Development (AIFLD)
American Machine & Foundry
American Mutual Insurance Company
American Newspaper Guild

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

TESTEMUNHO DA JORNALISTA LIZZIE PHELAN SOBRE A LÍBIA

A jornalista relata a experiência da cobertura na Líbia, se emociona várias vezes e fala sobre o papel que os meios de comunicação tiveram.
Este vídeo foi censurado no Youtube, segundo o informe da fonte.


Testigo de la situacion en Libia - video censurado en youtube from Georgina Miller Carrasco on Vimeo.

domingo, 7 de agosto de 2011

Os Últimos Soldados da Guerra fria







 
 
 
A Revista Bravo de agosto trás reportagem sobre Fernando Moraes e o livro em que conta a história do antiterrorismo de heróis cubanos. 
Na década de 1990, espiões foram recrutados pelo governo de Cuba para se infiltrar em grupos anticastristas com base nos Estados Unidos. Essas organizações financiavam ataques terroristas contra a indústria turística da ilha caribenha e planejavam matar o então presidente Fidel Castro.
As histórias dos 15 agentes secretos escolhidos está contada em forma de aventura e ação, no livro-reportagem de Fernando Morais

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Razões de Uma Vitória - vídeo

A Televisão Cubana inciou em abril deste ano a transmissão da série "Razones de una Victoria".  

Através de testemunhos e observações de Cuba e dos EEUU, análises do acontecimento de abril de 1961 na Playa Girón, que conduziram a Primeira Derrota do Imperialismo na América Latina. São cincoenta anos. Assista aqui o primeiro capítulo, Resistir a pie firme.

“Resistir a pie firme”, Capítulo I de las Razones de una Victoria. Razones de Cuba

Parte 1


Parte 2



Link para o original:
“Resistir a pie firme”, Capítulo I de las Razones de una Victoria (+ Video) | Razones de Cuba
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domingo, 1 de maio de 2011

Jogo forte no Gasodutostão Árabe

A grande perversidade dos meios de Comunicação globais é decorrente do compromisso e da submissão aos interesses das grandes corporações.
É muito triste ver que tanta gente segue acreditando no que lê na Veja, Folha ou ve na Globo. Enquanto isso se destroem países, se desestruturam populações. Tudo em nome da ganância esquizofrênica em torno das riquezas que não lhes pertencem.







Pepe EscobarAsia Times Online
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Arab Gas Pipeline

Mais uma vez essa semana o Gasoduto Árabe teve de ser fechado – foi suspenso o fluxo de gás para Israel e Jordânia. Uma “gangue armada desconhecida” bombardeou o terminal de gás de al-Sabil próximo da cidade litorânea de el-Arish, a menos de 350 quilômetros a nordeste do Cairo, na Península do Sinai. 

Dia 27 de março “uma gangue armada desconhecida” tentou, sem sucesso, explodir o terminal. Mas dia 5 de fevereiro conseguiram – e o fluxo de gás para Israel e Jordânia foi interrompido. 

A Península do Sinai é zona vermelha de facto. Quem manda ali são os beduínos locais. A segurança é precária. Armas contrabandeadas para Gaza e outras partes do Oriente Médio fluem pelo Sinai – quer dizer, à distância de tiro do Gasoduto Árabe. 

O Gasoduto Árabe é a estrela do Gasodutostão Árabe – que liga o gás egípcio ao norte de Israel e para o sul em direção ao Golfo de Aqaba e dali pela Jordânia e Síria via Damasco em direção ao Líbano. 

O Gasoduto Árabe pode crescer para leste e para oeste – as turbulências políticas e econômicas permitindo. De Damasco pode ir para o sul da Turquia e ali se conectar com o eternamente tumultuado e sempre em construção, jamais concluído Projeto Nabucco, de exportação de gás para a Europa. Outra possibilidade é o gasoduto crescer em direção à Itália e Espanha, incluindo o gás de Líbia e Argélia. 

Na cidade estratégica de el-Arish, o Gasoduto Árabe divide-se em dois: um dos braços toma o rumo nordeste, para a cidade israelense de Ashkelon. O gasoduto el-Arish-Ashkelon fornece gás a Israel desde 2008. No momento, Israel recebe 1,7 bilhões de metros cúbicos por ano. Antes da Praça Tahrir, havia planos de ampliar esse fornecimento para 2,1 bilhões. Como estão hoje as coisas, o Egito fornece cerca de 10% do mix de energia que abastece Israel, e é responsável por mais de 30% da eletricidade que Israel consome. Mais da metade de todo o gás natural consumido em Israel vem do Egito. 

Poucos lembram que o Egito – com produção de 63 bilhões de metros cúbicos por ano – é um dos maiores produtores de gás natural no Maghreb. Na África, só perde para a Argélia (80 bilhões). Enquanto o Egito está aumentando a produção, a Argélia está reduzindo. Cairo e Argel são concorrentes ferozes no mercado mundial de gás natural. Ao mesmo tempo, o Egito também está investindo pesadamente em gás natural liquefeito [ing. liquefied natural gas (LNG)] – a ser transportado por mar – para tentar livrar-se da perigosa dependência do Gasodutostão do Oriente Médio. 

As exportações de gás do Egito são estratégicas para toda a Região – mas, sobretudo para Israel. Atos de sabotagem podem ferir a economia e a segurança militar/energética de Israel. Mas também ferem a credibilidade regional e internacional do Egito como fornecedor estável – imagem da qual o regime de Hosni Mubarak cuidava com extremo zelo. 

Porque o presidente Anwar Sadat e depois Mubarak barraram todas as tentativas de diversificar a economia do Egito, o país teve de continuar a depender do turismo; de dinheiro enviado pelos trabalhadores egípcios no exterior; das taxas de trânsito pelo Canal de Suez; dos pagamentos por privatizações sempre suspeitas; e das exportações de petróleo, mas, sobretudo, de gás. Boa parte de todos esses fundos foram parar em contas de Mubarak em bancos suíços. 

Não surpreende que Israel tenha defendido Mubarak até o último instante. Os filhos de Mubarak, Gamal e Alaa, embolsaram centenas de milhões de dólares em “comissões” nas vendas de gás egípcio para Israel. Dado que Telavive pagava essas “comissões” em troca de obter gás a preços ridiculamente baixos, os egípcios nunca puderam nem sonhar com usufruir pelo menos uma parte dos benefícios por trabalharem nos campos de gás. Não surpreende tampouco que, em meados de abril, o novo primeiro-ministro do Egito Essam Sharaf tenha ordenado completa revisão de todos os negócios e preços negociados com Israel. 

A nova corrida do gás

Agora, há outro jogo fortíssimo que está sendo jogado no Gasoduto Árabe. A empresa Nobel Energy, que tem sede do Texas, encontrou reservas gigantescas de gás – da ordem de trilhões de metros cúbicos – no leste do Mediterrâneo. São águas em que se cruzam inúmeros atores regionais chaves: Israel, Líbano, Chipre, Gaza, Egito e Turquia. Não há tratados que demarquem águas territoriais. Há ali, para todos, nada menos que 300 anos de energia garantida; pelo menos em teoria, seria o fim da guerra regional por energia. 

A Turquia trabalha atualmente num complexo movimento para desenvolver um gasodutostão regional não só ao longo do eixo leste-oeste, mas também ao longo do eixo norte-sul. Isso implica cultivar uma complexa rede de relacionamentos com nada menos que nove países – Rússia, Azerbaijão, Geórgia, Armênia, Irã, Iraque, Síria, Líbano e Egito. Antes da Praça Tahrir, estavam já em andamento negociações sérias com vistas a estender um Gasodutostão Árabe que poderia conectar o Cairo, Amã, Damasco, Beirute e Bagdá. Esse movimento faria mais para unificar e desenvolver o Oriente Médio, que qualquer “processo de paz”.

O mesmo vale para o recém descoberto gás do Mediterrâneo. Um mundo ideal criaria uma corporação plurinacional para explorar o gás recém-descoberto, localizada talvez em Chipre, que é país neutro e membro da União Europeia. Assim se simplificaria a venda do gás para a sempre faminta Europa, que conseguiria depender menos do gás russo. 

Seja como for, a gigante russa Gazprom já está no jogo. A Gazprom russa já ofereceu ao Líbano seus serviços de prospecção. A China também está atenta, pronta para comprar de qualquer um. No momento, o coração de todo o movimento dessa nova Corrida do Gás concentra-se no aeroporto de Chipre. A empresa Delek – que controla a segunda maior quota, depois da Noble Energy, dos direitos de extração do gás em Israel – quer instalar uma refinaria de gás liquefeito em Chipre, em local estrategicamente selecionado, entre duas bases  navais dos EUA. 

Quer dizer: vai dar confusão – sobretudo com EUA/Israel tentando manter o controle da mesa de jogo, enquanto os governos árabes ainda pensam que poderão usar todo esse gás que têm guardado no subsolo, como modo de sobrepujar a hegemonia econômico-militar de Israel. 

Pelo menos num front, a grande revolta árabe de 2011 pode ainda sonhar com um futuro radioso: o do gás natural, que é commodity, capital e infraestrutura que pode levar ao desenvolvimento de todos. Ou não, nada disso. Teremos apenas mais um capítulo letal das atuais guerras por fontes não renováveis de energia.

http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/05/jogo-forte-no-gasodutostao-arabe.html

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segunda-feira, 21 de março de 2011

Obama, Dilma e o exemplo de Tancredo

Foi um ultraje, um abuso, um desrespeito total ao povo brasileiro o fato de Obama ter usado o território brasileiro, e mais precisamente as dependências do Palácio do Planalto, durante audiência com a Presidenta Dilma, para dar as ordens de ataque com mísseis à Líbia! Não merece, em absoluto, o Prêmio Nobel da Paz, mas o da guerra!

por Beto Almeida*

Mas, o episódio, mais um para a coleção de atitudes desrespeitosas com o povo brasileiro que dirigentes dos EUA praticaram - a mais grave de todas o Golpe de 1964, organizado a partir da Casa Branca que o pop star não mencionou - nos faz reviver um outro episódio.

Eleito pelo Colégio Eleitoral, Tancredo Neves fez um giro por diversos países para comunicar a nova fase da política no Brasil a partir de 1985. O primeiro visitado foi os Estados Unidos. Recebido por Ronald Reagan, que na época sustentava a criminosa agressão contra a Nicarágua por meio de sabotagens e de apoio a grupos terroristas chamados de “contras”, Tancredo ouve com paciência o presidente estadunidense discorrer sobre América Latina e, praticamente, solicitar ou assediar o apoio brasileiro contra a Nicarágua Sandinista, por ele chamada de “expansão comunista-terrorista na região”.

Mineirice e soberania

Reagan só mais tarde foi compreender qual é a manha dos mineiros. Aparentemente, pelo comportamento de Tancredo na reunião privada, Reagan foi iludido acreditando que o mineiro estaria de acordo com os absurdos intervencionistas e criminosos que os EUA estavam lançando contra a Nicarágua. E por desdobramento, desrespeitando o povo brasileiro também convocando o Brasil para uma guerra contra um país irmão, a Pátria de Sandino.

Pois Tancredo deixou a Casa Branca sem dizer palavra e dirigiu-se ao Congresso. Aí sim estava a caixa de ressonância de que precisava. Ao ser sabatinado por senadores e deputados, em meio a indagações protocolares, genéricas e as imbecilizantes de sempre, sem que ninguém lhe perguntasse, Tancredo declara em alto e bom som para surpresa de todos, inclusive de sua assessoria que sequer fora avisada: “o Brasil não vai admitir uma intervenção militar estrangeira na Nicarágua Sandinista!”

O embaixador norte-americano no Brasil, um afrodescendente, ficou pálido com o que ouviu, segundo relato do experimentado jornalista José Augusto Ribeiro, assessor de imprensa de Tancredo, que também só naquele instante tomava conhecimento da postura do presidente brasileiro recém-eleito em defesa da autodeterminação dos povos, e, concretamente, em defesa do direito da Nicarágua de escolher seu modelo político soberanamente, reconhecendo seu sagrado exercício de independência.

Fidel e Tancredo

Imediatamente a declaração corajosa e soberana de Tancredo Neves, no Congresso dos EUA, minutos após ter se reunido com o presidente Ronald Reagan que lhe fez a proposta indecente, ecoava mundo afora pelas agências de notícias. Minutos depois um despacho das agências noticiosas chegava às mãos de Fidel Castro, que estava à tribuna num Congresso Internacional Contra o Pagamento da Dívida Externa, em Havana, quando também havia acabado de advertir para o risco de uma intervenção militar norte-americana na Nicarágua. Fidel pára seu discurso, lê o telegrama com as declarações de Tancredo Neves e fulmina da tribuna: “Invadir a Nicarágua é relativamente fácil, quero ver invadir o Brasil de Tancredo Neves!”

Sabe-se que quando Obama foi interrompido por seu secretário à mesa de reunião com Dilma, ele deu a ordem de ataque que pode levar à morte milhares de civis líbios e destruir tudo o que foi construído pelo processo de transformações da Líbia. E, ato contínuo, teria comunicado sua decisão à Presidenta Dilma, como a querer apoio ou adesão ao ataque. Dilma, segundo os relatos, teria recusado e declarado “o Brasil é um país pacífico e não concordamos que a ação militar vá produzir os efeitos esperados”. Não aderiu. Mas não declarou publicamente.

Desrespeito ao povo brasileiro

Teria sido importante que Dilma, a exemplo do também mineiro Tancredo Neves, ecoasse esta declaração em cadeia de TV e rádio, enquanto Obama estivesse em território brasileiro. Era uma maneira de reprovar publicamente a abusiva atitude de Obama de usar o território brasileiro, em visita oficial, para determinar um ataque mortal contra um país com o qual o Brasil tem relações normais, incluindo a participação de empresas, técnicos e produtos no processo de transformação que levou a Líbia a ter o mais elevado Índice de Desenvolvimento Humano da África.


quarta-feira, 9 de março de 2011

Você que pensava já ter visto tudo

Muito pior do que a ficção. O que foi denunciado no filme Sequestro Extraordinário, baseado no depoimento de um ex agente da CIA, horrorizado com o que era obrigado a fazer, ordenado pelo governo estadunidense, agora fica provado e exposto para o devido registro na História da Humanidade.

As ações terroristas do império colonizador, corruptor e demolidor da sociedade.

No filme Sequestro Extraordinario, a História contada agora se confirma.
"Extraordinary Rendition" é o termo utilizado pela CIA para designar os seqüestros de pseudossuspeitos de terrorismo fora dos Estados Unidos. Este é também o título do filme do diretor inglês Jim Threapleton.

Cenas de tortura eram ampliadas na tela e escutadas como se o espectador estivesse dentro da cela de prisão.

Manifestantes do Egito seguem exigindo mudanças e a desmantelar o aparato montado pela CIA dos EEUU em conluio com o ditador deposto. Descobrem e denunciam agora uma câmara de torturas mantida pela Cia.



BRASIL NUNCA MAIS

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