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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Professora mineira reconhece que errou em ter votado em Aécio

Hoje digo do fundo do meu coração que V.Ex.ª 
não passa de um “João ninguém”. 
V.Ex.ª é o político mais burro desse país.
(professora Maria Aparecida Franco Góes)

Meu nome é Maria Aparecida Franco Góes. Sou professora aposentada pelo estado de Minas Gerais. Trabalhei durante 32 anos fazendo aquilo que eu mais desejava: formar pessoas de caráter. Falhei muitas vezes, assim como todo mortal. E hoje carrego comigo a lição mais importante que aprendi nesses anos todos: SEMPRE APRENDER COM O ERRO! O ERRO DE HOJE PODE SER A CHAVE PARA O SUCESSO DE AMANHÃ.

Tive uma infância pobre e simples. Nunca fiz papel de vítima perante a vida e a sociedade. Cresci,estudei,me formei e conquistei tudo que tive graças ao meu esforço pessoal. Na cidade que escolhi viver, nunca precisei de cabide de emprego público e, tampouco de favores de políticos locais ou estaduais. Apesar de meu cargo ser considerado público, eu o conquistei por merecimento. Passei em um concurso e conquistei o quarto lugar.

o politico mais burro deste pais
imagem pescada na revista Forum
Vou usar o pronome de tratamento V.Ex.ª (vossa excelência) para me referir ao senhor. Não farei isso por protocolo, como fazem os políticos. Farei isso pura e simplesmente por ironia e sarcasmo. Se eu pudesse escolher o pronome correto para me referir à sua pessoa, usaria um pronome que, na língua inglesa, se refere a coisas. É uma pena que esse pronome (it) não tenha uma palavra semelhante em nossa língua portuguesa.

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que sempre fui sua eleitora. Votei várias vezes em V.Ex.ª, inclusive nas últimas eleições de 2014. Portanto, me poupe de ser taxada como petista, petralha, comunista ou qualquer outro adjetivo semelhante.

Resolvi lhe escrever essa carta aberta porque a atual situação do meu estimado Brasil tem me incomodado bastante, assim como tem incomodado a grande maioria da população brasileira.

Nós perdemos as eleições meu caro Aécio. Eu fui uma das mais de 51 milhões de pessoas que votaram em V.Ex.ª. Eu também amarguei o sentimento de fracasso junto com V.Ex.ª.

A única diferença entre nós dois é que eu consegui aceitar esse contratempo, enquanto V.Ex.ª transformou todo esse episódio de derrota em raiva, ódio, mágoa, despeito e hipocrisia.

fonte:
professora aposentada escreve carta aberta para aecio
br29.com.br/professora-aposentada-escreve-carta-aberta-para-aecio-v-ex-a-e-o-politico-mais-burro-desse-pais/
http://jornalggn.com.br/noticia/fora-de-pauta-723#100
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sábado, 18 de outubro de 2014

O PSDB E O SALÁRIO MÍNIMO

O PSDB E O SALÁRIO MÍNIMO
do Prof. Lauro Mattei

Em entrevista recente, Armínio Fraga – indicado para o cargo de Ministro da Fazenda caso o PSDB vença o segundo turno das eleições presidenciais – fez novos comentários sobre a questão dos salários no Brasil. Para ele, o salário mínimo cresceu muito nos últimos anos e está num patamar muito elevado. Mesmo com alguns  impactos positivos, é preciso avaliar os custos dessa política de valorização do salário mínimo. Ou seja, é necessário frear esse processo em curso. Esta posição é perfeitamente coerente com posicionamentos do candidato tucano, conforme veremos mais adiante.

Como sabemos, em 2011 houve um grande debate no Congresso Nacional sobre o tema, vindo a ser promulgada a Lei nº 12.382, de 25.02.2011. Tal Lei estabeleceu uma política de alorização do salário mínimo, com regras válidas para o período entre 2011 e 2015. Para tanto, ficaram claros os diversos mecanismos de reajuste que garantem a preservação do poder de compra do salário. Com isso, ficou estabelecida a reposição da inflação (medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) relativa ao ano anterior, mais um aumento real baseado no percentual de aumento do PIB de dois anos antes. Por exemplo, o salário mínimo de 2014 foi reajustado pelo INPC de 2013 mais o percentual de variação do PIB de 2011.

É esse mecanismo que vem promovendo um aumento do salário mínimo comganhos reais, o que permite a manutenção e ampliação do poder de compra dos trabalhadores,  especialmente daqueles com níveis de renda mais baixos. Com isso, o salário mínimo – que durante os dois mandatos do Governo Lula já vinha aumentando seu poder real – foi ampliado durante o governo Dilma em função da lei anterior. Isso promoveu uma valorização do salário mínimo de aproximadamente 50% durante o governo atual, comparativamente ao segundo mandato do governo FHC, quando Fraga era o presidente do BC.

Todavia, cabe registrar que o candidato do PSDB Aécio votou contra essa lei em 2011, conforme pode ser verificado nas gravações das sessões do Senado Federal (www.legis.senado.leg/br, ir na página 4801). Não satisfeito com isso, o PSDB ainda tentou anular essa lei após sua promulgação, entrando com uma ação de inconstitucionalidade junto ao STF, pleito que foi negado porque o STF considerou a Lei 12.382 válida e de acordo com os preceitos constitucionais.

Vejam alguns dados comparativos básicos. Em 2002, último ano do mandato de FHC e de gestão do Fraga no BC, o salário mínimo dolarizado correspondia a 86,21 dólares. Já em 2014, último ano do governo Dilma, este valor passou para 304,80 dólares.

Agora, se considerarmos o valor necessário de acordo com os cálculos do DIEESE, nota-se que em 2014 o valor do salário mínimo deveria ser de R$ 2.748,22, o que corresponderia a 3.795 vezes o valor atual (R$ 724,00). Já em 2002 (último ano do governo FHC) o valor necessário deveria ser de R$ 1.378,19, o que correspondia a 6.89 vezes o valor daquele ano (RS 200,00). A conclusão elementar é que a política de valorização do salário mínimo do governo Dilma reduziu bastante a diferença entre o valor nominal do salário mínimo e o valor necessário de acordo com os preceitos constitucionais.

Talvez seja isto que esteja incomodando o candidato tucano e seu estafe. Afinal, mais dinheiro para o trabalhador assalariado significa maior poder de compra para o povo e menos dólares para o mercado especulativo, onde o candidato à Ministro da Fazenda tucano é profundo conhecer e tem atuação preferencial.

 É ISSO QUE VOCÊ QUER NOVAMENTE PARA O BRASIL?

domingo, 28 de setembro de 2014

Giovanna Lima, de Salvador: Coração Valente


Olha que fofura a Giovanna Lima, 7 anos, de Salvador.
A baianinha canta bonitinho o jingle "Coração Valente", com graça e muito afinadinha.
Valeu, Giovanna.

Cante:

Dilma, coração valente, força brasileira, garra desta gente.
Dilma, coração valente, nada nos segura pra seguir em frente

Você nunca desviou o olhar do sofrimento do povo
Por isso, eu te quero outra vez
Por isso, eu te quero de novo
Você nunca vacilou em lutar em favor da gente
Por isso eu tô juntinho, do seu lado
Com você e Lula pra seguir em frente

Mulher de mãos limpas (tô com você)
Mulher de mãos livres (tô com você)
Mulher de mãos firmes, vamos viver uma nova esperança
Com muito mais futuro e muito mais mudança

Dilma, coração valente, força brasileira, garra desta gente
Dilma, coração valente, nada nos segura pra seguir em frente

O que tá bom, vai continuar
O que não tá, a gente vai melhorar (2x)
Coração valente!

sábado, 6 de outubro de 2012

Por Amor ao Recife


Por amor ao Recife
Amigas e amigos
Eu gostaria de compartilhar a alegria de encontrar uma candidata diferenciada, especial. Cida Pedrosa pertence ao mundo da arte e da fraternidade. Cida é poeta, é artista. Tem uma trajetória de superação, de muita luta, que não tiveram a capacidade de lhe tirar a ternura, a alma e os sentimentos bons. Ela, como eu, pensa que podemos construir um mundo melhor.
Meus amigos, nós podemos mudar a cara da câmara municipal. Promover mudanças, colocando cabeças, corações, mentes e emoção na política.  Somos nós que vamos fazer mudar, ninguém mais.
Eu peço a você o voto para a minha candidata. Vote na Cida Pedrosa, de n°65613 — Cida Pedrosa 65613.
Confio e espero em Cida um mandato criativo e profícuo. Como ela costuma dizer:
“UM MANDATO QUE QUER SER DECENTE E HUMANO, ONDE POLÍTICA, POVO E POESIA ANDEM JUNTOS, SEM RECEIO, PARA CONSTRUIR UMA RECIFE CRIATIVA”.
Obrigada,
Leila Jinkings

sábado, 9 de outubro de 2010

O QUE A VEJA DISSE ONTEM ELA DESDIZ HOJE - E O QUE ELA DIZ NÃO TEM CREDIBILIDADE HÁ MUITO.


"NÓS FIZEMOS ABORTO"

Mulheres de três gerações enfrentam a lei, o medo
e o preconceito e revelam suas experiências

- Andréa Barros, Angélica Santa Cruz e Neuza Sanches

ELAS RESOLVERAM FALAR. Quebrando o muro de silêncio que sempre cercou o aborto, oito dezenas de mulheres procuradas por VEJA decidiram contar como aconteceu, quando, por quê. Falaram atrizes, cantoras, intelectuais mas também operárias, domésticas, donas de casa. Falaram de angústia, de culpa, de dor e de solidão. Também falaram de clínicas mal equipadas, de médicos sem escrúpulos, de enfermeiras sem preparo, de maridos e namorados ausentes. A apresentadora Hebe Camargo contou que, quando era uma jovem de 18 anos, ficou grávida do primeiro namorado e foi parar nas mãos de uma curiosa que fez a cirurgia sem anestesia nem cuidado. A atriz Aracy Balabanian, a Cassandra do Sai de Baixo, ficou grávida quando estava chegando aos 40 anos e dando fim a um longo relacionamento. Resolveu fazer o aborto, convencida de que a criança não teria um bom pai nem ela seria capaz de criá-la sozinha. Metalúrgica da Força Sindical, a mineira Nair Goulart, 45 anos, fez dois abortos nos anos 70 por motivos econômicos. Ela e o marido, também operário, ganhavam pouco, viviam num quarto de despejo e não teriam meios de educar nenhum filho.

Quando o Congresso brasileiro debate a regulamentação de uma legislação que autoriza a realização de aborto apenas em caso de estupro e de risco de vida para a mãe como está previsto no Código Penal desde 1940 , a disposição das mulheres que falaram a VEJA não é apenas oportuna, mas também corajosa. Embora o 1º Tribunal do Júri de São Paulo, o maior do país, já tenha completado mais de uma década sem condenar nenhuma mulher em função do aborto, a legislação estabelece para esses casos penas que vão de um a três anos de prisão. E a maioria delas não fez aborto pelos motivos previstos em lei, mas porque, cada uma em seu momento, cada uma com sua história pessoal, considerou as circunstâncias e concluiu que interromper a gravidez era uma saída menos dolorosa do que ter um filho que não poderia criar.
(Leia a íntegra)

VAMOS VER... AQUI  O MAPA DA SITUAÇÃO DO ABORTO NO MUNDO. ESTAMOS NA COR VERMELHA, ONDE SE VE APENAS ALGUNS PAÍSES DA ÁFRICA E DA AMÉRICA CENTRAL. UMA POSIÇÃO DISSONANTE DO MUNDO.

domingo, 3 de outubro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

Sobre a Onda de Denúncias

Os escândalos na imprensa e a velhinha de Taubaté

Por uma coincidência extraordinária, denúncias pipocam a toda hora nestes últimos dias de campanha eleitoral. Faltando duas semanas para a eleição do sucessor ou, pelo que parece, da sucessora de Lula, falar delas se tornou uma verdadeira obsessão para nossa grande imprensa.

Por Marcos Coimbra, no Correio Braziliense

Se contarmos o tempo transcorrido desde quando surgiu o “escândalo da Receita”, já faz quase um mês que os grandes jornais de São Paulo e Rio, as maiores revistas de informação e o noticiário da principal emissora de televisão dão cobertura máxima a denúncias de vários tipos contra Dilma, sua campanha, o PT e o governo Lula.

O caso da Receita e o mais recente, envolvendo o filho da ex-ministra Erenice Guerra, receberam a atenção de todos. Outros, como a bombástica revelação que uma “falha” de Dilma redundara em prejuízo de R$ 1 bilhão aos consumidores de energia elétrica, ficaram reduzidos ao esforço isolado de um veículo. Como ninguém a levou a sério (sequer o jornal que a havia patrocinado), foi logo esquecida.

Essa disposição para denunciar não atinge o universo da imprensa. Brasil afora, jornais e revistas regionais e estaduais mostram-se menos dispostos a fazer coro com os “grandes”. O mesmo vale na mídia eletrônica, onde o tom escandaloso não é o padrão de todas.

É curioso, mas nenhuma dessas denúncias nasceu na internet, contrariando tendência cada vez mais comum em outros países. Lá, é nos blogs e sites independentes que coisas assim começam e têm seu curso, muitas vezes enfrentando a inércia da mídia tradicional. Aqui, ao contrário, são os jornalões e os grupos de comunicação mais poderosos os mais afoitos na apresentação e apuração de denúncias.

Não se discute se são falsas ou verdadeiras. É certo que algumas, como o “escândalo da eletricidade”, são apenas bobagens. Outras são importantes e produzem consequências reais, como a que levou à saída de Erenice.

Existem as que estavam na geladeira, ao que parece aguardando um “bom momento” para vir à tona, como o “escândalo da Receita”. E há as que, aparentemente, apenas coincidiram com outras, como o “escândalo do caseiro”, que ressurgiu das cinzas agora que a Caixa Econômica foi condenada a indenizar a vítima.

Também não se discute o que fazer nos casos em que há suspeita fundamentada ou confirmação de que alguma irregularidade foi praticada. Partindo da premissa de que somos um país sério e que as instituições funcionam, qualquer denúncia com verossimilhança precisa ser apurada e os culpados punidos. Aliás, todas estão sendo acompanhadas pelo Ministério Público, a Polícia Federal e a própria imprensa.

Mas só a velhinha de Taubaté acredita que a coincidência de tantos “escândalos” é obra do acaso. A onda nasceu em tal momento que é impossível não desconfiar que exista intencionalidade por trás dela.

Os segmentos na sociedade e na mídia insatisfeitos com a possibilidade de vitória de Dilma aguardavam ansiosos o começo da propaganda eleitoral na televisão e no rádio. Sabe-se lá de onde, imaginavam que Serra reagiria a partir de 17 de agosto e que conseguiria reverter suas perspectivas muito desfavoráveis.

Não viam que o mais provável era o oposto, que Dilma crescesse quando Lula chegasse à televisão. Como resultado de mais um dos equívocos que cometeram na avaliação das eleições, se surpreenderam quando a vantagem da candidata do PT rapidamente aumentou.

Foi de repente, quando a decepção com a performance de Serra e o susto com o bom desempenho de Dilma se generalizaram, que começamos a ter uma denúncia atrás da outra. A temporada de escândalos teve sua largada na última semana de agosto, quando saíram as primeiras pesquisas públicas feitas após o inicio do horário gratuito, mostrando que a diferença entre eles passava de 20 pontos.

De lá para cá, nada mudou nas intenções de voto. Alguns comentaristas procuram indícios de oscilações, com lupas esperançosas, ansiosos para encontrar sinais de que tanto barulho produza efeitos. Até agora, nada.

Chega a ser engraçado, mas há países em que se proíbe a divulgação de pesquisas eleitorais nos 30 dias que antecedem uma eleição. Tudo para não perturbar as pessoas na fase da campanha em que deveriam pensar mais. Eles acham que ninguém deveria interferir nesse momento de recolhimento e reflexão.

É porque não conhecem o que é capaz de fazer (ou de tentar fazer) nossa “grande imprensa”.

* Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Lula X FHC: TV Vermelho compara o que mudou para o Brasil



Duas eras, dois mandatos, dois presidentes com biografias distintas. A TV Vermelho comparou, em diversos temas, os oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) com os oito anos do governo Luís Inácio Lula da Silva (PT). Veja o que cada um fez pelo Brasil.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Serra, o retrato e a maldição de Dorian Gray

Curiosamente, o retrato de José Serra que vai aparecendo durante a campanha se assemelha cada vez mais aquele que seus aliados tentam colar em Dilma Rousseff. Vide a “entrevista” truculenta conduzida por William Bonner, no Jornal Nacional (as aspas são uma homenagem à inusitada prática de perguntar e não deixar a entrevistada responder, mais uma contribuição da Globo à inovação do jornalismo brasileiro). 

O comportamento recente de Serra com jornalistas recomenda uma boa dose de cautela para o casal Bonner-Bernardes quando for a vez de entrevistá-lo. Perguntas sobre práticas truculentas e autoritárias podem ser respondidas com uma demonstração didática das mesmas. 

O retrato pintado pela revista Veja começa a apresentar contornos e tonalidades que variam entre o incômodo e o sinistro.

Leia a íntegra na Carta Maior

Importante e Belo Depoimento de Hildegard



Hilde Angel abre o voto: ela quer Dilma presidenta!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

No rumo da derrota, o direitista José Serra prega o medo

Bateu o desepero na campanha da oposição e o candidato da direita, o tucano José Serra, assumiu de vez sua face conservadora e retrógrada. A senha para a enxurrada de ameaças e mentiras foi a entrevista em que o vice Índio da Costa (DEM-RJ) acusou o PT de ligação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e com o narcotráfico, mentira prontamente avalizada por Serra e pelo alto tucanato.

Os tucanos, que não tem sequer a coragem de deixar claro para os brasileiros o neoliberalismo e privatismo do programa que pretendem aplicar na remota hipótese de voltarem à Presidência da República, estão sem discurso. E a saída que encontraram é a difusão de acusações mentirosas para fomentar o medo e abocanhar, esperam, alguns votos a mais em outubro.

Não vai dar certo, até porque medo, mesmo, quem inspira é a direita neoliberal e seu candidato destemperado. Temor da volta ao Palácio do Planalto do mesmo programa nefasto que infelicitou o país nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, que foram de retrocesso, prostração nacional, em que aquele governo agiu como um autêntico vice-reinado colonial, subordinando o Brasil aos ditames dos governos dos EUA e da União Européia, com graves consequências para a economia, que estagnou, e para o povo, que empobreceu.

Não custa lembrar alguns episódios. Em maio de 2000, o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, do qual José Serra era ministro, assinou em Washington um acordo cedendo aos Estados Unidos, por um aluguel irrisório, a base de Alcântara. Pelo acordo, abria mão da soberania nacional sobre o território da base, que passava ao controle estadunidense, e comprometia-se inclusive a só usar o dinheiro do aluguel em atividades autorizadas pelos americanos.

Foi a resistência das forças de esquerda que estavam em oposição ao governo neoliberal, como o PCdoB, o PT, o PDT entre outros partidos, aliados a militares nacionalistas e ao movimento social (UNE, MST, etc.), que impediu a consumação daquela infâmia, e o acordo acabou não sendo aprovado pelo Congresso Nacional, apesar de toda a pressão exercida pelo então presidente da República, FHC, sobre os parlamentares.

Outro episódio que ilustra a política antidemocrática e antipopular do governo neoliberal do qual José Serra fazia parte foi a severa repressão contra a greve dos petroleiros, em maio de 1995, só igualada à política antigrevista da ditadura militar. Foi tratada à base da demissão de grevistas e do estrangulamento econômico através da aplicação de inúmeras multas do sindicato dos petroleiros.

O governo do qual José Serra fazia parte repetia, no Brasil, a mesma tática usada na Inglaterra por Margareth Thatcher e nos EUA por Ronald Reagan para derrotar os trabalhadores e impor seus programas privatizantes - destruir os sindicatos, como Thatcher fez com os mineiros de carvão e Reagan com os controladores de vôo.

Um terceiro episódio é recente, mas demonstra a mesma sanha antidemocrática. No início de julho, o jornalista Heródoto Barbeiro foi demitido do programa Roda Viva, na TV Cultura. Existem fortes suspeitas de que sua cabeça foi decepada a pedido do campeão do medo. Afinal, ao entrevistar José Serra naquele programa, dois dias antes, Heródoto colocou o ex-governador paulista contra a parede ao inquiri-lo sobre as extorsivas taxas do pedágio nas rodovias de São Paulo - que aliás já valeram a Serra o apelido de "Zé do Pedágio".

São fatos, estes sim, de dar medo. E que, na improvável hipótese da vitória de Serra em outubro, passarão a comandar a ação do governo contra os movimentos sociais, os trabalhadores e a soberania nacional. É o que a atual safra de injúrias indica. Serra mostrou o desejo de criminalizar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra; de abandonar o Mercosul e reativar a Alca que foi congelada justamente como resultado de uma opção soberana do governo Lula; de investir contra a integração da América do Sul atacando a Venezuela, a Bolívia e o Paraguai; e por aí vai.

É um rumo que os brasileiros já experimentaram e não querem mais. A eleição de 2002 foi o pleito da esperança que venceu o medo; a de 2010 será a da confiança que derrotará o medo. Confiança na continuidade e no avanço. A agenda brasileira mudou desde 2003, com Lula na presidência. O crescimento voltou, mesmo com a grave crise econômica mundial; a renda do trabalhador cresceu, o mercado interno se fortaleceu e a produção alcança níveis inéditos nas últimas décadas. O Brasil expulsou o FMI, reassumiu sua soberania e é respeitado no mundo como nunca fora até então. Há um programa de desenvolvimento que promoveu as mudanças e, no próximo mandato, vai avançar. Os eleitores não vão trocar este programa marcado por êxitos pela pregação do falido medo que esconde o neoliberalismo. Vão eleger Dilma presidente.


(Editorial do Portal Vermelho

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Quando o machismo e o preconceito pautam a cobertura jornalística

Quando o machismo e o preconceito pautam a cobertura jornalística


É impressionante como em época de campanha eleitoral muitas pessoas deixam de lado o respeito e a ética profissional e se entregam a um jogo de baixarias, alimentando preconceitos que infelizmente ainda estão enraizados na cultura brasileira. Nesta quinta-feira, 8, o Blog do Josias de Souza, da Folha de São Paulo, publicou uma charge do cartunista Nani carregada de preconceito e refletindo um pensamento dos mais machistas e sexistas que se pode ter.
A charge, pegando gancho na substituição no TSE do programa de governo pro-forma da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, traz a petista como uma garota de programa, em uma esquina rodando bolsa, e dizendo: “o programa, quem faz são os fregueses; PMDB: Barba, cabelo e bigode; PDT: papai e mamãe. E vai por aí…”. O título da postagem evidencia a intenção pejorativa da mesma: “Candidata de programa”, não deixando dúvida nenhuma de que o desenho ali expresso reflete uma avaliação depreciativa de quem o fez e também de quem o reproduziu.
Há que se deixar claro aqui uma coisa: o problema não está em comparar Dilma a uma garota de programa, pois não há nada de errado na profissão destas mulheres. O que se critica veementemente aqui é, como muito bem dito por um colaborador deste blog, a “exploração do preconceito” que existe na sociedade contra as prostitutas. Ao sugerir a comparação da candidata com as garotas de programa, a charge revela a pior espécie de “humor”, se é que se pode chamar assim: aquela embasada no preconceito, no machismo e no sexismo, pois há a intenção de diminuir tanto as garotas de programa quanto a candidata.

Machismo alimentado pela imprensa
O machismo, infelizmente ainda arraigado na nossa sociedade, também se faz presente na política. Basta lembrarmos o discurso sexista do então candidato a prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (na época do PPB), em 2000, contra a sua oponente Marta Suplicy (PT). Naquela ocasião, Maluf cunhou a expressão depreciativa “Dona Marta”, querendo dizer nas entrelinhas que lugar de mulher era na cozinha e não na política. Outras tantas vezes naquelas eleições municipais, Maluf ridicularizava a formação acadêmica de Marta Suplicy (a petista é formada em Psicologia com pós-graduação em sexologia), chegando ao ponto de ter chamado a sua adversário de “devassa”.
Passados dez anos, o preconceito não desapareceu. Basta lembrarmos os bordões da oposição e da imprensa logo no início deste ano, que diziam que Dilma era um “poste”, revelando, com isso, uma nítida intenção de dizer que ela era mais uma mulher que estava na “garupa” de um homem, no caso o presidente Lula. O próprio candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse uma infeliz frase em junho deste ano: que o Brasil não pode ser administrado por alguém que “anda de carona” com outro. Que não haja engano: por trás dessas afirmações existe uma carga enorme de machismo, da convicção de que a mulher não está preparada para liderar e ser Presidente da República.

sábado, 3 de julho de 2010

A Cela Seis

A torre das donzelas

Como era a vida de Dilma Rousseff na masmorra que abrigava presas políticas durante o regime militar no presídio Tiradentes
por Luiza Villaméa e Claudio Dantas Sequeira

Durante quase três anos, Dilma Rousseff, a candidata do PT à Presidência da República, morou na Torre das Donzelas. A construção colonial não pertencia a nenhum palácio. Encravada no presídio Tiradentes, em São Paulo, ganhou o singelo nome por abrigar presas políticas do regime militar. Para chegar à Torre, Dilma e suas companheiras atravessavam um corredor com celas em uma das laterais. Os cubículos eram ocupados pelas corrós, as presas correcionais, tiradas de circulação por um mês, em geral por vadiagem ou prostituição. Essas mulheres costumavam ficar seminuas ou com a roupa virada pelo avesso, para se apresentarem em trajes limpos quando liberadas.
“Terrorista! Linda! O que você está fazendo aqui?”, gritavam as corrós ao verem passar uma nova presa política. Depois do corredor, havia um pequeno pátio. Em seguida, vinha a Torre. Dilma atravessou o corredor das corrós em fevereiro de 1970, aos 23 anos, após mais de 20 dias nos porões da repressão política. “Ela chegou fragilizada pela tortura, mas logo se recuperou”, lembra a jornalista Rose Nogueira, 64 anos, que passara pelo mesmo processo três meses antes.
Ao entrar pela primeira vez na Torre, Dilma viu as celas pequenas do térreo e duas escadarias laterais que saíam de uma espécie de hall e se encontravam no piso superior. Nesse andar, havia a cela 4, chamada de celão, pois se espalhava por 80 metros quadrados. Tinha também a cela 5, mais tarde adaptada como cozinha, e a 6, que Dilma dividiu com outras mulheres. “No começo, ficávamos na tranca o tempo todo”, conta a advogada Maria Aparecida Costa, a Cida Costa, 65 anos, uma das ocupantes da cela 6. Depois de algumas semanas e muitas reivindicações, as celas passaram a ficar abertas durante o dia.
Não demorou para que as donzelas da Torre se agrupassem, primeiro com base nas organizações clandestinas às quais pertenciam no “mundão”. Porque a Torre, no vocabulário das presas, era o “mundinho”. Mas as afinidades pessoais também contavam muito, como relata a médica e pesquisadora Guiomar Silva Lopes, 66 anos. “No mundão, o vínculo era de vida e morte”, diz Guiomar. “Na cadeia, estabelecemos uma relação de confiança inabalável.” Dilma é até hoje lembrada pelo espírito solidário. Durante um período, cuidou de uma estudante de arquitetura. “Quando a menina chegou da tortura, estava muito desestruturada emocionalmente”, afirma a advogada Rita Sipahi, 72 anos. “A Dilma ficou de olho nela o tempo todo para evitar que cometesse algum desatino.”
Com a possibilidade de circular entre as celas, as presas políticas tentavam curar as feridas umas das outras e também se organizavam. Havia escala para as tarefas da limpeza e da cozinha. Com os víveres levados pelas famílias, elas preparavam as próprias refeições. Algumas conseguiam bons resultados, embora só contassem com dois fogareiros elétricos. Outras, nem tanto. A dupla mais desastrada na cozinha era formada por Dilma e Cida. “Não dominávamos a arte do tempero”, reconhece Cida. Numa ocasião, as duas resolveram caprichar no preparo de um prato de legumes. Acabaram servindo uma sopa de quiabo intragável. “Ficamos um pouco frustradas com o resultado, pois havíamos nos esforçado.”
Dilma se sobressaía nos grupos de estudo. “Ela é muito engenhosa na macroeconomia”, elogia outra companheira da Torre, a economista Diva Burnier, 63 anos. Na cadeia, Dilma, que abandonara a faculdade por causa da clandestinidade, dava aulas de economia para as colegas e participava dos debates. Num deles, defendeu a ampliação dos limites marítimos do Brasil. “Embora fosse uma iniciativa dos militares, Dilma apoiava, pois acreditava ser uma questão de soberania”, recorda Rose. “Hoje é fácil perceber a importância daquela decisão, tanto por causa da biodiversidade como pelo pré-sal.”
Aos 82 anos, a advogada Therezinha Zerbini, mulher do general Euryale de Jesus Zerbini, cassado em 1964, também recorda de Dilma com admiração. Presa na Torre durante o ano de 1970, Therezinha se destacava tanto pela origem quanto por ser uma senhora entre a população carcerária extremamente jovem. “As amigas dela me chamavam de ‘burguesona’ e ela me defendeu. Ela tinha uma liderança nata”, diz Therezinha. Quando precisava, Dilma endurecia. No final do ano, Therezinha estava bordando o vestido que a filha usaria no Réveillon quando um grupo de militares a procurou. “Acho que queriam me convencer a entrar num programa de arrependidos”, diz, referindo-se aos presos que foram à tevê renegar a opção pela resistência ao regime. “Não quis atendê-los. Eles voltaram mais tarde e, quando eu estava mandando-os ir embora, a Dilma gritou: ‘Dá duro neles, Therezinha. Se precisar, nós colocamos todos para fora’ .”
Naqueles tempos, a atitude desafiadora só seria possível mesmo no presídio Tiradentes. Como muitos torturadores costumavam repetir durante as sessões que promoviam, o Tiradentes “era o paraíso”. Isso porque, ao entrar no presídio, a pessoa estava com a prisão reconhecida pelo Estado. Às vezes, era levada para interrogatórios em outras instituições, mas praticamente não corria risco de morrer ou “desaparecer”. Na escala macabra estabelecida nos porões do regime, a Operação Bandeirante (Oban) era o inferno, ficando o purgatório por conta da Delegacia Estadual de Ordem Política e Social (Deops). Como várias companheiras de cadeia, Dilma passou pelo inferno e pelo purgatório antes de chegar à Torre.
Por conta das sevícias, sofreu uma disfunção hormonal que levou anos para ser curada. Não perdeu, porém, o gosto pela vida. Com Cida, passava horas lendo os livros de ficção científica. Quando o rodízio do único aparelho de tevê da Torre caía em sua cela, entrava na madrugada vendo os filmes da sessão “Varig, a dona da noite”. Aprendeu até a bordar. “Ela fez uma tapeçaria com flores coloridas, que colocamos na parede”, lembra Rose. Na Copa do Mundo de 1970, acompanhou os jogos de perto. “A Dilma torceu muito pela Seleção Brasileira”, diz a socióloga Rosalba de Almeida Moledo, 66 anos.
No período em que o advogado Carlos Franklin Paixão de Araújo, seu companheiro, permaneceu encarcerado no Tiradentes, Dilma se comunicava com ele com a ajuda dos presos comuns. A rota usada por ela e outras presas políticas consistia em baixar mensagens por meio de uma corda artesanal, chamada “teresa”, para a carceragem dos “comuns”, que ficava embaixo da Torre. “De cela em cela, as mensagens chegavam ao destinatário, na ala dos presos políticos”, comenta Guiomar. “O recurso também era fundamental para sabermos o que estava acontecendo lá fora.”

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Deixa a Marta Trabalhar





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Aqui você pode dar o download do tone para seu celular ou blog
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O Ombudsman confirma em números o engajamento da Folha na campanha demotucana



O ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, criticou em sua coluna publicada no domingo (19) a postura do jornal na polêmica a respeito da vida pessoal do candidato do DEM, Gilberto Kassab, à Prefeitura de São Paulo. A controvérsia girou em torno de uma peça produzida pela candidatura de Marta Suplicy para o seu programa eleitoral na televisão.

Foi desproporcional a postura da mídia em relação à peça levada ao ar pela candidatura Marta Suplicy “Você Sabe Quem é Kassab?”. O Ombudsman da Folha de São Paulo, Carlos Eduardo Lins e Silva, reclamou da quantidade de artigos críticos à Marta.

Aproveitando-se da distorção do sentido das perguntas, assimilada inclusive por partidários da Prefeita, os demotucanos-comentaristas (Eliane catanhede, Clovis Rossi e outros),atacaram duramente Marta com críticas e insinuações.

O Ombudsman considera inexplicável o jornal ter dado tanto espaço para o tema, já que a Folha considera a vida pessoal dos candidatos “desimportante para decisões eleitorais”. Segundo ele, a candidatura Marta Suplicy recebeu, durante cinco dias ininterruptos, grande carga de matérias negativas.

Vale a pena ler alguns trechos do texto “Faça o que digo, não o que faço”
do ombudsman da Folha:

“A Folha acha a vida pessoal dos candidatos desimportante para decisões eleitorais. É inexplicável por que deu tanto espaço e destaque a temas relacionados à condição conjugal do prefeito de São Paulo.”

“O estado civil de Gilberto Kassab (DEM) gerou quatro chamadas de capa, 11 abres de página, 24 matérias, oito colunas, seis notas, 19 cartas de leitores, 1.172 centímetros de textos noticiosos (cerca de quatro páginas cheias).”

“Este exagero despropositado é grave erro editorial. Se o jornal acha que a vida íntima do prefeito não é relevante, por que lhe dá tanto relevo?”

“Ao estimular o bate-boca indigente e ajudar para que o insinuado na propaganda do PT ficasse explícito, o jornal abriu mão de fomentar o debate sadio. Ele nunca deveria se prestar ao trabalho sujo que outros veículos fazem com muito prazer e competência.”

Leia a íntegra aqui
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Afinal, quem é mesmo o Kassab?

Você sabe mesmo quem é o Kassab?
Sabe de onde ele veio?
Qual a história do seu partido?
De quem foi secretário e braço direito?
De quem esteve sempre ao lado desde que começou na política?
Se já teve problemas com a Justiça?
Se melhorou de vida depois da política?
Você sabe se ele é casado?
Tem filhos?

Assistam, antes de emitir sua opinião.
Tem muita gente por aí mostrando indignação e reclamando de Marta, sem sequer ter assistido à peça da campanha.
Não sei o porquê de tanto barulho. Mas sei a quem interessa.
Ei, pessoal, parem um pouco para refletir. Não comprem o que se ouve ou se lê na mídia venal. E critiquem o que se lê em certos blogs. Não existe um infalível.
Zé Dirceu escreveu uma bobagem sem tamanho ao sugerir que Marta peça desculpas. Que que é isso, companheiro?
Deixem a Marta em paz. Poucas mulheres enfrentaram tanto preconceito.
Deixe carregar um pouco e assista:



Não há nada inadequado aí.

BRASIL NUNCA MAIS

BRASIL NUNCA MAIS
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