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domingo, 21 de junho de 2009

Nota do Sindicato de Professores sobre demissões do IESB


IESB Demite Professores



O Sindicato reuniu-se com a direção do Iesb na tentativa de encontrar uma saída política para o processo de demissão de 120 professores da instituição que trabalham a vários anos na empresa.



Essas demissões estão ligadas à pretensão do Iesb em transformar a instituição em Centro Universitário. Para isso terá que cumprir exigências do MEC, entre as quais a contratação de professores com titularidade de especialização, mestrado ou doutorado.


Segundo se sabe, essas exigências já eram do conhecimento da instituição desde 2007. Mesmo assim, a direção não tomou qualquer providência no sentido de organizar, com recursos da própria faculdade, um programa de estímulo à pósgraduação para os seus professores.


Esse processo, além de desrespeito aos profissionais que se dedicaram tantos anos à instituição, é uma demonstração clara de falta de planejamento e da visão mercantilista do setor privado de ensino, que tem a educação como um simples produto voltado para os interesses do mercado.


O Sinproep-DF continuará fazendo gestões junto à direção do Iesb para exigir a revisão dos procedimentos de demissões adotados, por meio de solução política e coloca o seu Núcleo Jurídico à disposição do colegas demitidos para, se for preciso, cobrar os seus direitos na Justiça do Trabalho.

do sítio do Sindicato

Doyle critica IESB e avaliação institucional

Como as normas de avaliação do ensino superior não consideram as especificidades dos cursos e privilegiam a titulação, a exigência absoluta de pós-graduação hoje se estende às instituições privadas de ensino superior, que precisam ser bem avaliadas pelas autoridades educacionais. Há poucos dias, uma delas demitiu um grupo de professores (fala-se em 60) sem pós-graduação. Entre eles, jornalistas experientes, bons profissionais — e, pelo que dizem alunos e
ex-alunos, alguns são ótimos professores.



Há lugar para os profissionais
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Hélio Doyle
Jornalista, professor da Faculdade de Comunicação da UnB

Convidei o cineasta, documentarista e ex-jornalista Vladimir Carvalho para conversar com meus alunos, calouros de jornalismo, publicidade e audiovisual — as três habilitações do curso de comunicação na Universidade de Brasília. Foi excelente. Vladimir, professor aposentado da UnB, poderia perfeitamente ainda estar dando aulas. Tem conhecimento acumulado, experiência profissional, vivência acadêmica, energia e trabalhos importantes, muitos deles premiados, a mostrar.

Mas hoje ele não seria aceito pela UnB: não tem o título de doutor, sequer o de mestre. As universidades federais geralmente só abrem concurso público para doutores. No mínimo, em alguns casos, para mestres.

Por isso, Vladimir Carvalho, 22 filmes realizados, um dos maiores documentaristas do país, não conseguiria ser professor na UnB. Mas um jovem de 28 anos de idade, sem um só filme realizado, tem grandes chances de ser contratado — se tiver o título de doutor, quem sabe obtido com uma tese sobre a obra cinematográfica de Vladimir Carvalho.

O mesmo aconteceria com o jornalista Carlos Chagas, também já aposentado como professor da UnB. Hoje, Chagas, com toda sua experiência profissional e de vida, excelente professor que foi, não conseguiria entrar na UnB. Não é doutor nem mestre. As normas estabelecidas pelas autoridades educacionais consideram que uma vaga de professor de jornalismo estará mais bem ocupada por um jovem inexperiente profissionalmente, que muitas vezes mal conhece uma redação e nunca exerceu a função de repórter ou editor, mas que seja doutor.

Tem mais. Só se entra na UnB com dedicação exclusiva. Ou seja, um jornalista ou publicitário bem-sucedido, que chefie uma redação de jornal ou uma agência de propaganda, não pode levar seus ensinamentos aos alunos de comunicação se não optar pela dedicação exclusiva à instituição, deixando de lado a vida profissional. Mesmo que seja excelente professor. E titulação vale para ganhar mais, experiência profissional não vale nada.

Como as normas de avaliação do ensino superior não consideram as especificidades dos cursos e privilegiam a titulação, a exigência absoluta de pós-graduação hoje se estende às instituições privadas de ensino superior, que precisam ser bem avaliadas pelas autoridades educacionais. Há poucos dias, uma delas demitiu um grupo de professores (fala-se em 60) sem pós-graduação. Entre eles, jornalistas experientes, bons profissionais — e, pelo que dizem alunos e ex-alunos, alguns são ótimos professores.

Em cursos como o de comunicação, que forma jornalistas, publicitários, relações públicas e profissionais da área audiovisual, é preciso aliar as disciplinas de formação teórica e o embasamento científico à formação para a atividade profissional. São ensinados os processos e as teorias da comunicação, mas os alunos de jornalismo, por exemplo, também têm de aprender a apurar uma notícia, entrevistar uma fonte, redigir um texto jornalístico, editar para meios impressos ou eletrônicos. Mais que isso, têm de entender a profissão, conhecer a realidade do mercado no qual serão jogados. Não é o título de mestre ou de doutor que fará alguém, necessariamente, ensinar isso melhor do que um jornalista experiente e competente.

A boa universidade tem de ter muitos doutores e mestres e deve se empenhar para que seus professores obtenham esses títulos. A maioria dos professores deve se dedicar exclusivamente ao ensino e à pesquisa. Mas há lugar para professores que, sem títulos acadêmicos, tenham vivência, experiência profissional e carreiras bem-sucedidas. E, sobretudo, vontade de transmitir conhecimentos. Não há razão para exigir que profissionais dispostos a dedicar algumas horas semanais ao ensino tenham de se afastar das redações, agências, produtoras e emissoras.

A pós-graduação é um elemento importante de avaliação acadêmica, e deve ser incentivada, mas não é essencial para todos os que dão aulas no ensino superior. Falo da comunicação, que conheço. Presumo que isso não se aplique a todas as áreas acadêmicas. Mas já ouvi o mesmo argumento de alunos, professores e profissionais do direito, da arquitetura, da medicina, das artes. Doutores, mestres e especialistas devem conviver com bacharéis, que no futuro poderão ser pós-graduados. Professores em dedicação exclusiva devem conviver com professores que dão duas, quatro ou oito horas de aulas semanais. A universidade voltada para a formação integral de seus alunos só tem a ganhar com essa diversidade.

sábado, 20 de junho de 2009

Aluno! Aluno!


Ouça

Aluno ... quem é você? ... ... Aluno ... cadê você? ... cadê sua voz, aluno?
... universidade pra quem? ... universidade pra quê?
... o ensino é de boa qualidade? ... vai participar? ...

Audio dos Alunos do Iesb veiculada na manifestação O Enterro da Ética,
em frente ao IESB, 5ª feira, 18.
Vale a pena ouvir, está muito bacana. Divulgue.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

IESB - repercussões

Alunos do Iesb bloqueiam parte da L2 Sul em protesto contra demissões de professores
(A notícia está no Correio Brasiliense. clique aqui )

A nota só não fala que faltou planejamento à faculdade, que nao se preparou para o recadastramento junto ao MEC. Este é que foi o motivo da truculência das demissões.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

IESB e Democracia: na prática, a teoria é outra




Muitas manifestação contra a decisão inesperada do IESB, demitindo os melhores professores do curso de jornalismo. Não temos elementos, ainda, para avaliar o que significou para os demais cursos. Se as razões são as alegadas, demonstra uma temerosa e inadimissível falta de planejamento em uma instituição de ensino superior.

Segue uma das notas que circulam:

Fomos surpreendidos na manhã de 03 de maio, com um comunicado, da direção do IESB, dando conta da demissão de professores que não possuem especialização, além da graduação.

A decisão visa atender aos requisitos formais para transformação do IESB em universidade, o que é justo para garantir maior destaque à instituição.

A medida, no entanto, principalmente para o curso de Jornalismo, não garante necessariamente o aumento da qualidade do ensino, notadamente por atingir a profissionais cujo histórico da prática jornalística nos diferentes campos de atuação lhes confere importância indispensável à preparação do profissional para o mercado de trabalho.

Consideramos inoportuna e precipitada a decisão institucional.

Professores da excelência de Leandro Fortes, Olímpio Cruz, Lívia Sganzerla Jappe, Flávia Rochet, Raquel Cantarelli e F. Grossi dignificam o corpo docente desta instituição e a perda destes profissionais certamente representará diminuição da qualidade do ensino no IESB.

A nossa surpresa, face à forma como se deu a comunicação da decisão, de modo estranhamente silenciosa, soma-se a uma grande dúvida quanto aos reais objetivos de tantas demissões que se revela uma ação caracterizadamente corporativa, sem nenhum compromisso de caráter humanístico com seus servidores.

Por outro lado, a pressa com que se deu o fato caracterizou um arbítrio institucional condizente mais com antigas tradições despóticas extemporâneas.

Esperamos, portanto, que o IESB reconheça o erro que causou ao nosso aprendizado e avalie a recondução dos nossos professores. O reconhecimento engrandecerá a direção da instituição e, ao mesmo tempo, corrigirá uma atitude que consideramos prejudicial à nossa formação.

Anulem as demissões! Conversem com a comunidade discente.

BRASIL NUNCA MAIS

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