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sexta-feira, 24 de março de 2017

Sete verdades sobre o conflito na Síria segundo Fuser


Importante artigo de Fuser, na tentativa de desmistificar a questão da Syria. Muitos progressistas compram as informações deformadas que chegam por meio da mídia. "A isso se soma a postura delirante de certos grupos de ultraesquerda que tomam partido, naquele conflito, exatamente do mesmo lado que os Estados Unidos, a Otan e os terroristas psicopatas do Estado Islâmico". 

Sete verdades sobre o conflito na Síria

Por Igor Fuser, no Jornal Brasil de fato
    É importante desconstruir a fraude maniqueísta que reduz um conflito complexo entre os “rebeldes” do bem e os carniceiros do mau. 
Com a melhor das intenções e a maior inocência, muitos brasileiros com posições progressistas têm se deixado levar pelas informações deformadas sobre a situação na Síria que nos chegam por meio da mídia pró-imperialista. A isso se soma a postura delirante de certos grupos de ultraesquerda que tomam partido, naquele conflito, exatamente do mesmo lado que os Estados Unidos, a Otan e os terroristas psicopatas do Estado Islâmico, espalhando pelas redes sociais, de forma acrítica, as versões dos propagandistas do Império. Uma polêmica se instala em setores da esquerda brasileira a partir de uma falsa questão: apoiar ou não o regime de Bashir Assad.

Em relação a isso é importante, antes de qualquer coisa, desconstruir a fraude maniqueísta veiculada pela mídia, que reduz um conflito extremamente complexo a um jogo de videogame onde se situam, de um lado, os “rebeldes” do bem, acompanhados dos civis indefesos que os apoiam, e do outro, os carniceiros do governo sírio, com seus russos desalmados.

Resumidamente, alguns pontos devem ficar claros, para que se entenda corretamente o que está acontecendo na Síria.

1. Não existe uma “revolução síria”. Se, no início, em 2011, havia forças políticas sinceramente interessadas em democratizar o país, elas há muito tempo desapareceram de cena, engolidas pelo que é na realidade uma rebelião étnico-religiosa, conservadora, de caráter islâmico fundamentalista.

2. Os EUA e seus aliados árabes (principalmente o Catar e a Arábia Saudita) são os grandes culpados, por terem armado, financiado e treinado os combatentes fundamentalistas, usados como bucha de canhão no plano de Washington (formulado alguns anos antes) de se livrar de Assad, último remanescente da velha onda de governantes árabes nacionalistas, tais como Kadafi na Líbia e Saddam Hussein no Iraque.

3. O regime de Assad é de fato uma ditadura (numa região onde é preciso procurar com uma lupa para encontrar, aqui e ali, algum fiapo de democracia), mas é um regime laico, tolerante em relação à diversidade étnico-religiosa do país, defensor dos direitos da mulher, e independente do ponto de vista geopolítico. Sua sobrevivência, no atual contexto, é a única garantia de manutenção da integridade política e territorial da Síria diante da estratégia imperialista de implodir e fracionar, sempre que possível, os Estados nacionais com potencial de se contrapor à hegemonia estadunidense, em qualquer região do mundo. É o que já fizeram na Iugoslávia, no Iraque, na Líbia.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Não Letal ou O Império da Mentira e do Medo

Estados Unidos seguem semeando a guerra e a destruição de países na sanha de abocanhar mais poder e dinheiro que sabem fazer com eficiência (armas, armas e armas).
O PIG estadunidense e a indústria bélica apoiam a mentira da "ajuda humanitária" dos EEUU à Ucrânia. Washington Post: "Os Estados Unidos vão enviar em breve suprimentos médicos , capacetes e outras formas de ajuda não-letal aos militares da Ucrânia , o secretário de Defesa Chuck Hagel anunciou quinta-feira , uma medida destinada a reforçar um aliado em apuros e que não chega a fornecer armas."
Graham W Phillips, jornalista blogueiro, publicou hoje uma pequena mostra de "medicamento" enviado pelo pentágono.

recomendamos ler sobre o assunto: http://www.telesurtv.net/articulos/2014/05/08/los-fascistas-en-kiev-muestran-sus-caras-6819.html?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Centenas de entidades são organizadas pela Cia para interferir nos assuntos internos dos países de todo o mundo.



Lista de entidades no mundo que trabalham com a CIA


Os tentáculos da Central Intelligence Agency estendem-se por todo o mundo e as entidades que utiliza como camuflagem são as mais variadas possíveis. A lista abaixo é incompleta. Mesmo assim, compreende mais de 500 agências, fundações e empresas que fazem parte da CIA ou com ela trabalham. Na área da informação e acção contra os povos e suas organizações políticas e sociais, a actuação destas entidades é multifacética, constante e muito bem financiada.


Lista de agências da CIA ou que com ela trabalham e/ou são financiadas

* A *
AALC, see Afro-American Labor Center
Acrus Technology
ADEP, see Popular Democratic Action
Advertising Center, Inc.
Aerojet General Corporation
Aero Service Corp. of Philadelphia
AFME, see American Friends of the Middle East
"African Report"
African-American Institute
Afro-American Labor Center (AALC) of
American Federation of Labor/Congress of Industrial Organization (AFL/CIO)
Agencia Orbe Latinoamericano
Agency for International Development (AID)
Agribusiness Development, Inc.
AIFLD, see American Institute for Free Labor Development
Air America Air Asia Co., Ltd.
Air Proprietary Company
All Ceylon Youth Council Movement
Alliance for Anti-totalitarian Education
America Fore Insurance Group
American Academy for Girls
American Association of the Middle East
American Chamber of Commerce
American Committee for Liberation from Bolshevism, Inc.
American Committee for the Liberation of the People of Russia
American Committee for the International Commission of Jurists
American Economic Foundation
American Federation for Fundemental Research
American Federation of Labor/Congress of Industrial Organization (AFL/CIO)
American Federation of State, County and Municipal Employees (AFSCME)
American Foundation for the Middle East
American Friends of the Middle East
American Friends of the Russian Freedom
American Friends Service Committee
American Fund for Czechoslovak Refugees
American Fund For Free Jurists
American Geographic Society
American Historical Society
American Institute for Free Labor Development (AIFLD)
American Machine & Foundry
American Mutual Insurance Company
American Newspaper Guild

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

TESTEMUNHO DA JORNALISTA LIZZIE PHELAN SOBRE A LÍBIA

A jornalista relata a experiência da cobertura na Líbia, se emociona várias vezes e fala sobre o papel que os meios de comunicação tiveram.
Este vídeo foi censurado no Youtube, segundo o informe da fonte.


Testigo de la situacion en Libia - video censurado en youtube from Georgina Miller Carrasco on Vimeo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

PRÊMIO MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO - World Food Prize

World Food Prize (Prêmio Mundial da Alimentação): "Lutar pela vida e não pela morte. Porque a Fome é a arma de destruição de massas mais poderosa e mais perigosa que qualquer outra arma no mundo. A Fome mata crianças. Esta é a guerra que os governantes de todos os países deveriam declarar."





"A Fome não faz revolução. A fome provoca submissão"

O ex-presidente Lula é um dos ganhadores do prêmio "World Food Prize" por criar políticas públicas de combate à fome e à miséria no país.O ex-presidente de Gana John Kufuor é o outro vencedor. O prêmio existe desde 1994 e nomeia, anualmente, personalidades que investiram em segurança alimentar.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Razões de Uma Vitória - vídeo

A Televisão Cubana inciou em abril deste ano a transmissão da série "Razones de una Victoria".  

Através de testemunhos e observações de Cuba e dos EEUU, análises do acontecimento de abril de 1961 na Playa Girón, que conduziram a Primeira Derrota do Imperialismo na América Latina. São cincoenta anos. Assista aqui o primeiro capítulo, Resistir a pie firme.

“Resistir a pie firme”, Capítulo I de las Razones de una Victoria. Razones de Cuba

Parte 1


Parte 2



Link para o original:
“Resistir a pie firme”, Capítulo I de las Razones de una Victoria (+ Video) | Razones de Cuba
'

domingo, 1 de maio de 2011

Jogo forte no Gasodutostão Árabe

A grande perversidade dos meios de Comunicação globais é decorrente do compromisso e da submissão aos interesses das grandes corporações.
É muito triste ver que tanta gente segue acreditando no que lê na Veja, Folha ou ve na Globo. Enquanto isso se destroem países, se desestruturam populações. Tudo em nome da ganância esquizofrênica em torno das riquezas que não lhes pertencem.







Pepe Escobar, Asia Times Online
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Arab Gas Pipeline

Mais uma vez essa semana o Gasoduto Árabe teve de ser fechado – foi suspenso o fluxo de gás para Israel e Jordânia. Uma “gangue armada desconhecida” bombardeou o terminal de gás de al-Sabil próximo da cidade litorânea de el-Arish, a menos de 350 quilômetros a nordeste do Cairo, na Península do Sinai. 

Dia 27 de março “uma gangue armada desconhecida” tentou, sem sucesso, explodir o terminal. Mas dia 5 de fevereiro conseguiram – e o fluxo de gás para Israel e Jordânia foi interrompido. 

A Península do Sinai é zona vermelha de facto. Quem manda ali são os beduínos locais. A segurança é precária. Armas contrabandeadas para Gaza e outras partes do Oriente Médio fluem pelo Sinai – quer dizer, à distância de tiro do Gasoduto Árabe. 

O Gasoduto Árabe é a estrela do Gasodutostão Árabe – que liga o gás egípcio ao norte de Israel e para o sul em direção ao Golfo de Aqaba e dali pela Jordânia e Síria via Damasco em direção ao Líbano. 

O Gasoduto Árabe pode crescer para leste e para oeste – as turbulências políticas e econômicas permitindo. De Damasco pode ir para o sul da Turquia e ali se conectar com o eternamente tumultuado e sempre em construção, jamais concluído Projeto Nabucco, de exportação de gás para a Europa. Outra possibilidade é o gasoduto crescer em direção à Itália e Espanha, incluindo o gás de Líbia e Argélia. 

Na cidade estratégica de el-Arish, o Gasoduto Árabe divide-se em dois: um dos braços toma o rumo nordeste, para a cidade israelense de Ashkelon. O gasoduto el-Arish-Ashkelon fornece gás a Israel desde 2008. No momento, Israel recebe 1,7 bilhões de metros cúbicos por ano. Antes da Praça Tahrir, havia planos de ampliar esse fornecimento para 2,1 bilhões. Como estão hoje as coisas, o Egito fornece cerca de 10% do mix de energia que abastece Israel, e é responsável por mais de 30% da eletricidade que Israel consome. Mais da metade de todo o gás natural consumido em Israel vem do Egito. 

Poucos lembram que o Egito – com produção de 63 bilhões de metros cúbicos por ano – é um dos maiores produtores de gás natural no Maghreb. Na África, só perde para a Argélia (80 bilhões). Enquanto o Egito está aumentando a produção, a Argélia está reduzindo. Cairo e Argel são concorrentes ferozes no mercado mundial de gás natural. Ao mesmo tempo, o Egito também está investindo pesadamente em gás natural liquefeito [ing. liquefied natural gas (LNG)] – a ser transportado por mar – para tentar livrar-se da perigosa dependência do Gasodutostão do Oriente Médio. 

As exportações de gás do Egito são estratégicas para toda a Região – mas, sobretudo para Israel. Atos de sabotagem podem ferir a economia e a segurança militar/energética de Israel. Mas também ferem a credibilidade regional e internacional do Egito como fornecedor estável – imagem da qual o regime de Hosni Mubarak cuidava com extremo zelo. 

Porque o presidente Anwar Sadat e depois Mubarak barraram todas as tentativas de diversificar a economia do Egito, o país teve de continuar a depender do turismo; de dinheiro enviado pelos trabalhadores egípcios no exterior; das taxas de trânsito pelo Canal de Suez; dos pagamentos por privatizações sempre suspeitas; e das exportações de petróleo, mas, sobretudo, de gás. Boa parte de todos esses fundos foram parar em contas de Mubarak em bancos suíços. 

Não surpreende que Israel tenha defendido Mubarak até o último instante. Os filhos de Mubarak, Gamal e Alaa, embolsaram centenas de milhões de dólares em “comissões” nas vendas de gás egípcio para Israel. Dado que Telavive pagava essas “comissões” em troca de obter gás a preços ridiculamente baixos, os egípcios nunca puderam nem sonhar com usufruir pelo menos uma parte dos benefícios por trabalharem nos campos de gás. Não surpreende tampouco que, em meados de abril, o novo primeiro-ministro do Egito Essam Sharaf tenha ordenado completa revisão de todos os negócios e preços negociados com Israel. 

A nova corrida do gás

Agora, há outro jogo fortíssimo que está sendo jogado no Gasoduto Árabe. A empresa Nobel Energy, que tem sede do Texas, encontrou reservas gigantescas de gás – da ordem de trilhões de metros cúbicos – no leste do Mediterrâneo. São águas em que se cruzam inúmeros atores regionais chaves: Israel, Líbano, Chipre, Gaza, Egito e Turquia. Não há tratados que demarquem águas territoriais. Há ali, para todos, nada menos que 300 anos de energia garantida; pelo menos em teoria, seria o fim da guerra regional por energia. 

A Turquia trabalha atualmente num complexo movimento para desenvolver um gasodutostão regional não só ao longo do eixo leste-oeste, mas também ao longo do eixo norte-sul. Isso implica cultivar uma complexa rede de relacionamentos com nada menos que nove países – Rússia, Azerbaijão, Geórgia, Armênia, Irã, Iraque, Síria, Líbano e Egito. Antes da Praça Tahrir, estavam já em andamento negociações sérias com vistas a estender um Gasodutostão Árabe que poderia conectar o Cairo, Amã, Damasco, Beirute e Bagdá. Esse movimento faria mais para unificar e desenvolver o Oriente Médio, que qualquer “processo de paz”.

O mesmo vale para o recém descoberto gás do Mediterrâneo. Um mundo ideal criaria uma corporação plurinacional para explorar o gás recém-descoberto, localizada talvez em Chipre, que é país neutro e membro da União Europeia. Assim se simplificaria a venda do gás para a sempre faminta Europa, que conseguiria depender menos do gás russo. 

Seja como for, a gigante russa Gazprom já está no jogo. A Gazprom russa já ofereceu ao Líbano seus serviços de prospecção. A China também está atenta, pronta para comprar de qualquer um. No momento, o coração de todo o movimento dessa nova Corrida do Gás concentra-se no aeroporto de Chipre. A empresa Delek – que controla a segunda maior quota, depois da Noble Energy, dos direitos de extração do gás em Israel – quer instalar uma refinaria de gás liquefeito em Chipre, em local estrategicamente selecionado, entre duas bases  navais dos EUA. 

Quer dizer: vai dar confusão – sobretudo com EUA/Israel tentando manter o controle da mesa de jogo, enquanto os governos árabes ainda pensam que poderão usar todo esse gás que têm guardado no subsolo, como modo de sobrepujar a hegemonia econômico-militar de Israel. 

Pelo menos num front, a grande revolta árabe de 2011 pode ainda sonhar com um futuro radioso: o do gás natural, que é commodity, capital e infraestrutura que pode levar ao desenvolvimento de todos. Ou não, nada disso. Teremos apenas mais um capítulo letal das atuais guerras por fontes não renováveis de energia.

http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/05/jogo-forte-no-gasodutostao-arabe.html

P/ Twitter: http://goo.gl/OhieG

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A estupidez. O horror. A barbárie. A guerra. A corrupção.

A estupidez. O horror. A barbárie. A guerra

Por Gustavo Barreto

Enquanto civis inocentes e até crianças são torturadas até a morte e descartadas a sangue frio, o “debate” em muitos meios de comunicação continua sendo se é “correto” divulgar informações sigilosas. Documentário mostra, por exemplo, que The Washington Post sabia das graves violações dos soldados americanos e se omitiu.
– Julian, bem vindo. Foi noticiado que o WikiLeaks liberou mais documentos confidenciais do que toda a mídia mundial, junta. Isso não poderia ser verdade.
– Sim, não pode ser verdade. É preocupante, não é mesmo? Que toda a mídia mundial esteja fazendo um trabalho tão ruim. Que um pequeno grupo de ativistas possa ter liberado mais deste tipo de informação do que toda a imprensa mundial.

Trecho do documentário ‘Wikirebels'
A estupidez. O horror. A barbárie. A guerra. A corrupção. Os crimes contra a Humanidade. Aqueles que, neste exato momento, desqualificam o trabalho do WikiLeaks não têm coragem, ou competência, para enxergar os documentos agora expostos. Estão aqui, abaixo. Não continue se não tiver estômago. “Eu comecei a chorar, como fazem todas as pessoas que assistem ao filme”, afirma uma jornalista da Islândia.
A guerra. A estupidez. O horror. A barbárie

A cena acima não é uma montagem.
Os crimes estão expostos. Americanos que matam sem qualquer motivo. Inocentes. Crianças. Os documentos foram expostos. As cenas gravadas. O crime contra a Humanidade documentado, vazado, exposto. Assista aos documentários abaixo e tire sua própria conclusão.
E o que discutimos? Se é “correto” divulgar. Se Julian Assange é um estuprador ou não. Se ele é uma “ameaça”. Só há duas hipóteses para iniciar o debate nestes termos: ou você é ignorante, ou apoia tais crimes.
Entre outras informações, o WikiLeaks ajudou a divulgar um manual utilizado pelas tropas dos EUA que ensinava como humilhar e torturar seus detentos, de modo que revelassem informações para os americanos.
Revelou ainda, por meio de um relatório confidencial de 2006, que a empresa multinacional Trafigura despejou resíduos tóxicos na Costa do Marfim, causando danos à saúde de dezenas de milhares de pessoas. Assange denunciou ainda, à época, uma mordaça imposta à mídia do Reino Unido.
Outro escândalo revelado foi a corrupção no sistema financeiro da Islândia, em 2008, causando sérios danos à economia do país. Em 9 de outubro de 2008, o Kaupthing Bank HF foi forçado à falência pelo governo – poucos dias após uma crise no Landsbanki ter o levado ao controle do governo. Devido à crise, que afetou todo o sistema financeiro islandês, todas as negociações nos mercados de capital do país foram suspensas em 13 de outubro de 2008.
No dia 29 de julho de 2009, no entanto, o Wikileaks expôs um documento confidencial de 210 páginas revelando que o Kaupthing fez empréstimos entre 45 milhões e 1.250 bilhões de euros. O documento vazado pelo site revelou que o banco havia emprestado bilhões de euros para os seus maiores acionistas, incluindo um total de 1.43 bilhões de libras para uma das maiores empresas do setor financeiro no país, a Exista, e filiais que possuem 23% do banco. Após a revelação, executivos foram presos e a legislação pró-liberdade de imprensa evoluiu, se tornando um exemplo para o mundo.
Um dos mais espantosos vazamentos mostram cenas semelhantes às verificadas nas forças nazistas e fascistas do século XX: soldados norte-americanos matam a sangue frio, a partir de helicópteros, civis inocentes – incluindo dois repórteres da Reuters. “Você de fato vê nos relatos crianças sendo torturadas até a morte. Não é algo que se pode ler sem se afetar pelo que se está lendo”, diz um dos editores dos documentos da guerra do Iraque, em Londres. “A falta de respeito pela vida humana corre normalmente em todo o material”, aponta um documentarista.
Em um trecho, um helicóptero atiraria em um prédio vazio para destruí-lo. Subitamente, um homem se aproxima e passa pela calçada. Os militares americanos poderiam ter esperado. Eles não esperam. Em outro, um homem dentro de um carro é perseguido pelos militares no helicóptero. O homem sai e claramente se rende, de mãos para cima, deitado no chão. Os militares atiram.

Esses dados graves, que tiraram milhares de vidas em todo o mundo, são tidos por alguns analistas como “fofoca”.
O documentário Wikirebels está na íntegra abaixo, em quatro partes.
 Parte 1

Parte2

Parte3

Parte4

Em outro filme – que também documenta com precisão o tema -, aos 17 minutos, é revelado que o jornal americano The Washington Post sabia das graves violações dos soldados americanos. E nada publicaram. O documentário foi produzido pela ABC Australia e distribuído pela Journeyman Pictures. Assista aqui.
E TAMBÉM:



(*) Gustavo Barreto, jornalista.
Contato pelo @gustavobarreto_.
publicado no Fazendo Media

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Belo conto de Natal

Conto de Natal: Maria e José na Palestina em 2010

As novas espalharam-se rapidamente sobre o estranho nascimento de uma criança judia junto ao Muro, num estábulo palestino

21/12/2010,  James Petras


Os tempos eram duros para José e Maria. A bolha imobiliária explodira. O desemprego aumentava entre trabalhadores da construção civil. Não havia trabalho, nem mesmo para um carpinteiro qualificado.

Os colonatos ainda seriam construídos, financiados principalmente pelo dinheiro judeu da América, contribuições de especuladores de Wall Street e donos de antros de jogo.

"Bem", pensou José, "temos algumas ovelhas e oliveiras e Maria cria galinhas". Mas José preocupava-se, "queijo e azeitonas não chegam para alimentar um rapaz em crescimento. Maria vai dar à luz o nosso filho um dia destes". Os seus sonhos profetizavam um rapaz robusto a trabalhar ao seu lado... multiplicando pães e peixes.

Os colonos desprezavam José. Este raramente ia à sinagoga, e nas festividades chegava tarde para fugir à dízima. A sua modesta casa estava situada numa ravina próxima, com água duma ribeira que corria o ano inteiro. Era mesmo um local de eleição para a expansão dos colonatos. Por isso quando José se atrasou no pagamento do imposto predial, os colonos apropriaram-se da casa dele, despejaram José e Maria à força e ofereceram-lhes bilhetes só de ida para Jerusalém.

José, nascido e criado naquelas colinas áridas, resistiu e feriu uns tantos colonos com os seus punhos calejados pelo trabalho. Mas acabou abatido sobre a sua cama nupcial, debaixo da oliveira, num desespero total.

Maria, muito mais nova, sentia os movimentos do bebê. A sua hora estava a chegar.

"Temos que encontrar um abrigo, José, temos que sair daqui... não há tempo para vinganças", implorou.

José, que acreditava no "olho por olho" dos profetas do Antigo Testamento, concordou contrariado.

E foi assim que José vendeu as ovelhas, as galinhas e outros pertences a um vizinho árabe e comprou um burro e uma carroça. Carregou o colchão, algumas roupas, queijo, azeitonas e ovos e partiram para a Cidade Santa.

O trilho era pedregoso e cheio de buracos. Maria encolhia-se em cada sacudidela; receava que o bebê se ressentisse. Pior, estavam na estrada para os palestinos, com postos de controle militares por toda a parte. Ninguém tinha avisado José que, enquanto judeu, podia ter-se metido por uma estrada lisa pavimentada – proibida aos árabes.

Na primeira barreira José viu uma longa fila de árabes à espera. Apontando para a mulher grávida, José perguntou aos palestinos, meio em árabe, meio em hebreu, se podiam continuar. Abriram uma clareira e o casal avançou.

Um jovem soldado apontou a espingarda e disse a Maria e a José para descerem da carroça. José desceu e apontou para a barriga da mulher. O soldado deu meia volta e virou-se para os seus camaradas. "Este árabe velho engravida a rapariga que comprou por meia dúzia de ovelhas e agora quer passar".

terça-feira, 27 de julho de 2010

Como ler os Afeganistão Papers

O The Guardian preparou uma especie de tutorial, um guia, completo sobre os documentos secretos e os crimes de guerra praticados pelo Estados Unidos da America (EUA). Quem é terrorista mesmo? 

Lamentavelmente, os nossos meios de comunicação, subservientes, limitam-se a procurar os culpados pelo vazamento das infomações.

Que sociedade queremos construir? É este o modelo de democracia que querem para o nosso País. Triste so que vivem a repetir o que leem  nesses meios. Hoje é necessário procurar informação nos meios alternativos. Ou seguir construindo a bomba mais destruidora: uma sociedade doente, injusta, neurótica, excludente. 

Como ler os Afeganistão Papers (tutorial em vídeo, em ingles). David Leigh, editor de investigações do Guardian, explica as ferramentas online que o jornal criou para auxiliar a navegação entre os arquivos agora divulgados. Veja o video:



Aqui o tutorial com farta documentação e reportagens: http://www.guardian.co.uk/world/datablog/video/2010/jul/25/afghanistan-war-logs-video-tutorial).
Fonte: Rede Castor Photo

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A VIDA INVISÍVEL

A eloquencia de um menino palestino de 9 anos, que
 fala sobre a vida que não vemos do outro lado da tela.
Com legendas em inglês.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Sílvio Tendler - Carta ao Governo Israelense


Senhores que me envergonham:

Judeu identificado com as melhores tradições humanistas de nossa cultura, sinto-me profundamente envergonhado com o que sucessivos governos israelenses vêm fazendo com a paz no Oriente.Médio.

As iniciativas contra a paz tomadas pelo governo de Israel vem tornando cotidianamente a sobrevivência em Israel e na Palestina cada vez mais insuportável.

Já faz tempo que sinto vergonha das ocupações indecentes praticadas por colonos judeus em território palestino. Que dizer agora do bombardeio do navio com bandeira Turca que leva alimentos para nossos irmãos palestinos? Vergonha, três vezes vergonha!

Proponho que Simon Peres devolva seu prêmio Nobel da Paz e peça desculpas por tê-lo aceito mesmo depois de ter armado a África do Sul do Apartheid.

Considero o atual governo, todos seus membros, sem exceção,  merecedores por consenso universal do Prêmio Jim Jones  por estarem conduzindo todo um pais para o suicídio coletivo.

A continuar com a política genocida do atual governo nem os bons  sobreviverão e Israel perecerá baixo o desprezo de todo o mundo..

O Sr., Lieberman, que  trouxe da sua Moldávia natal vasta experiência com pogroms, está firmemente empenhado em aplicá-la contra nossos irmãos palestinos. Este merece só para ele um tribunal de Nuremberg.
Digo tudo isso porque um judeu humanista não pode assistir calado e indiferente o que está acontecendo no Oriente Médio. Precisamos de força e coragem para, unidos aos bons, lutar pela convivência fraterna entre dois povos irmãos.

Abaixo o fascismo!

Paz Já!

Silvio Tendler é cineasta, com vasta e respeitada filmografia: Jango; Encontro com Milton Santos; JK;  entre muitos outros

terça-feira, 13 de abril de 2010

QUE MERDA É ESSA?!!!

O Brasil e os Estados Unidos assinaram nesta segunda-feira, 12, um acordo de cooperação na área de defesa. Em oito artigos, o acordo prevê troca de informações e experiências no campo militar – utilização de equipamentos e compartilhamento de conhecimento na área de tecnologia de defesa. O acordo estabelece ainda a participação conjunta em treinamentos e exercícios militares e estipula a realização de visitas recíprocas de delegações militares de alto nível.

!!! Que absurdo é esse???  Que ilusão poderíamos nutrir por um acordo militar com um país traiçoeiro e agressivo como o dos EUA?!!??. Li esta matéria no Vermelho, escrita por José Reinaldo, e fiquei estarrecida.
NÃO ACEITAMOS! NÃO ACEITAMOS!
FORA QUALQUER ACORDO MILITAR COM ESSES FASCÍNORAS!!!!.

domingo, 4 de abril de 2010

O que o tio San quer: Afeganistão é o maior produtor mundial de ópio e haxixe


De Viena, Áustria — O Afeganistão, maior produtor mundial de ópio, também é o principal produtor de haxixe, superando o Marrocos, anunciou nesta quarta-feira a Agência da ONU contra a Droga e o Crime (UNODC).

"O surpreendente rendimento dos cultivos afegãos de canabis (145kg/ha de haxixe, a resina de canabis, contra 40kg/ha no Marrocos) faz do Afeganistão o principal produtor mundial de haxixe, com 1.500 a 3.500 toneladas por ano", afirma o diretor executivo da UNODC, Antonio María Costa, em um comunicado.

Entre 10.000 e 24.000 hectares de canabis são cultivados por ano no Afeganistão, segundo estimativas da agência da ONU em seu primeiro estudo sobre canabi no Afeganistão.

Os lucros anuais oriundos do haxixe no Afeganistão são "entre 10 e 20% do ópio, que foi de 438 milhões de dólares em 2009", afirma a UNODC.

Menos custoso quanto seu cultivo e colheita, para os agricultores afegãos o haxixe tem um rendimento maior do que o ópio, a razão de 3.900 dólares por hectare, contra 3.600 para para o ópio.

O cultivo da dormideira continua sendo, no entanto, predominante, já que a canabis é muito ávida por água no verão e se conserva menos.

Os locais de produção de haxixe, como os das papoula, se situam nas áreas com instabilidade política, especialmente no sul. A venda, no entanto, se realiza em todo o território, segundo a agência.

Parte da produção é consumida no país e o resto toma o rumo do tráfico de ópio.

O estudo da UNODC, realizado em 1.634 aldeias de 20 províncias afegãs, demonstra que o cultivo de canabis é importante em pelo menos 17 das 34 províncias do país.

No ano passado, 6.900 toneladas de ópio foram produzidas no Afeganistão, ou seja, mais de 90% da produção mundial, segundo a UNODC.

O governo afegão anunciou no início de março que ia lançar um plano de erradicação de cultivos de papoula e previu dar uma ajuda aos agricultores que queiram desenvolver cultivos alternativos, como o de cereais.

(AFP)  Copyright © 2010 AFP. Todos os direitos reservados.


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Intelectuais Judeus confirmam identidade do Gueto de Gaza

Os Protocolos apenas mudaram de mãos

Na contramão da confusa nota dos 36 petistas - que sentiram-se ofendidos diante da carapuça vestida pelos nazi-sionistas - intelectuais judeus, maioria de ingleses, assinaram um manifesto publicado no The Guardian condenando o genocídio promovido por Israel em Gaza. Acusam Israel de cometer crimes de guerra e fazem analogia com o Gueto de Varsóvia. Além disso, sugerem que a Inglaterra faça o que fez Hugo Chaves e Evo Morales, retirando seus embaixadores de Israel e participando de boicotes e sanções.

Eis a publicação:

“Nós que firmamos abaixo somos todos de origem judia. Quando vemos os mortos e os ensanguen-tados corpos de crianças pequenas, os cortes de água, de eletricidade e de comida, lembramos o cerco ao Gueto de Varsóvia. Quando Dov Weisglass, assessor do primeiro ministro israelense, falou em pôr os habitantes de Gaza 'para fazer dieta' e o vice-ministro de Defesa, Matan Vilnai, falou que os palestinos iam experimentar “uma maior shoah” (um maior holocausto), isso nos lembra o governador-geral Hans Frank, na Polônia ocupada pelos nazis, que falou de 'morte pela fome'.

O verdadeiro motivo do ataque a Gaza é que Israel só deseja tratar com os colaboracionistas. O principal crime de Hamas não é o terrorismo, mas sua negativa a se converter num fantoche em mãos do regime de ocupação israelense na Palestina.

A decisão tomada no mês passado pelo Conselho da União Européia de melhorar a categoria de suas relações com Israel, sem nenhuma condição específica sobre direitos humanos, tem alentado uma maior agressão israelense. A hora de aplacar Israel já passou faz tempo. Como primeiro passo, a Inglaterra deve retirar seu embaixador de Israel e, da mesma forma como se agiu com o apartheid da África do Sul, estabelecer um programa de boicote, desinvestimento e sanções”.

Entre os que assinam o documento destacamos, os ingleses Miriam Margolyes, atriz consagrada de teatro e cinema, atuou no papel da professora Sprout no filme sobre Harry Potter e em filme sob a direção de Martin Scorcese; Bella Freud, estilista de moda e neta de Sigmund Freud; Ben Birnberg, advogado de direitos civis que atua na defesa de direitos dos pequenos acionistas; Haim Bresheeth, cineasta e fotógrafo; Tony Greenstein diretor de um centro de combate ao desemprego do Congresso de Sindicatos (Trade Unions Congress); Abe Hayeem, arquiteto, fundador e integrante da organização Arquitetos e Projetistas pela Justiça na Palestina; Les Levidow, filósofo, um dos idealizadores do Fórum Social Europeu, inspirado no Fórum Social Mundial; Jonathan Rosen-head, professor da Escola de Londres de Economia e Ciência Política; israelenses como Yehudit Keshet, fundadora da organização Vigília sobre Postos de Controle, que denuncia as atribulações a que os palestinos são submetidos nos postos policiais militares espalhados pela Palestina Ocupada e Moshe Macho-ver, matemático e um dos fundadores da organização Matzpen, que reuniu anti-sionistas israelenses durante os anos 1960 e 1970 e a norte-americana Debo-rah Fink, escritora, que publicou livros sobre mulheres camponesas nos EUA.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

GENOCÍDIO

“Vão! E levem daqui a morte de vocês!”


Belo poema de Mahmoud Darwish (1941-2008). Poeta palestino, ele testemunhou a destruição de sua aldeia, Al Birweh, durante a implantação do Estado de Israel em 1948.


Confissão de um terrorista!

Mahmoud Darwich


Ocuparam minha pátria

Expulsaram meu povo

Anularam minha identidade

E me chamaram de terrorista


Confiscaram minha propriedade

Arrancaram meu pomar

Demoliram minha casa

E me chamaram de terrorista


Legislaram leis fascistas

Praticaram odiada apartheid

Destruíram, dividiram, humilharam

E me chamaram de terrorista


Assassinaram minhas alegrias,

Seqüestraram minhas esperanças,

Algemaram meus sonhos,

Quando recusei todas as barbáries


Eles... mataram um terrorista!


(Enviado por Nanda Tardin )

O Gueto de Gaza, por Urda Alice



Gueto de Gaza [i] (trechos)
Por Urda Alice Klueger, no Le Monde Diplomatique


“Vejo as notícias e as fotos na Internet, e sei de tantas coisas, faz tanto tempo! Sei como os meus irmãos da Palestina tem que suportar o cheiro nauseabundo do lixo em decomposição, pois o Estado de Israel não deixa sequer que de lá se retire o lixo... e sei das crianças palestinas que são feridas por obuses lançados por tanques enquanto brincam, e que morrem de hemorragia nos portões do seu gueto porque insensíveis membros do exército israelense dizem que só dali a tantas horas tal portão poderá ser aberto, para a criança chegar a um hospital... “
“Mil páginas seriam poucas para enumerar todos os horrores que sei, que tenho lido, tenho sabido, tenho aprendido sobre o que o governo de Israel faz com o Gueto de Gaza sob os olhos de todo o mundo, como se ninguém se importasse. O espaço, aqui, não permite entrar nas causas históricas dos acontecimentos, mas é bom aprender a respeito, para se entender que Israel não tem razão, que as barbaridades que vêm desde a década de 1940 são das mais abjetas da humanidade.”
“O que me horroriza ainda mais, neste momento, são as fotos que não param de chegar de Gaza, de crianças carregadas nos braços dos pais, sem os pés e parte das pernas, com tendões e nervos que sobraram retorcidos como se fossem molas de metal, ou das fileiras de meninos e meninas nos seus trajes de frio, mortinhos, prontos para o funeral, e das caras sem consolo dos pais que ali estão, ou daquele menininho morto e ensangüentado, que o pai carrega no colo embrulhado na bandeira,...”
“um último fio que me une à esperança é a existência daquela gente de Israel que se nega ao crime, daqueles soldados israelenses que preferem a prisão do que ir assassinar seus irmãos já quase mortos de fome, frio e sede no gueto vizinho – pois Gaza hoje tem 1.500.000 habitantes trancafiados sem recursos numa área de 350 quilômetros quadrados, o que é mais ou menos a metade do tamanho desta minha pequena cidade de Blumenau...”

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[i] Referência ao Gueto de Varsóvia: onde 380.000 judeus foram implacavelmente mortos pelos nazistas até a última pessoa. Procurar se informar melhor a respeito. Hoje é o Estado de Israel que repete a história, matando sem piedade os palestinos da Faixa de Gaza

Leia a íntegra no Le Monde Diplomatique

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