terça-feira, 23 de setembro de 2008

Transparência à Conveniência

Nossa “sempre alerta mídia” estampa em suas manchetes de hoje chamada para o relatório da Transparência Internacional de 2008.

Para os desavisados (muitos des-informam-se no jornalismo venal) fica a (hilária) constatação de que no Brasil “o combate à corrupção estacionou”. Sem comentários. O véu de impunidade, que nos encobria e criara a sensação de irremediável até poucos anos atrás, têm sido descortinado paulatinamente. Resultado do esforço de órgãos como o Ministério Público e a Polícia Federal, que passaram a ser valorizados e equipados por decisão política do atual governo.
Há anos - desde sua criação - a existência e a atuação dessa ONG não esconde o seu verdadeiro papel. “Duas estranhas características marcam a atividade desta ONG norte-americana, que se diz disposta a combater a corrupção. Ela protege os corruptores e cala diante dos "ajustes estruturais", que promovem transferência brutal de renda em favor das grandes empresas”, disse Bernard Cassen em seu artigo "Transparência Internacional ou cortina de fumaça?” (Le Monde Diplomatique, maio 2001).

A ONG foi criada - à exemplo de outros organismos internacionais - por iniciativa dos EUA, apoiado por seus parceiros do G-8, para impor a visão de mundo do neoliberalismo no combate à corrupção. Para eles, não é imoral serem financiados por lobbies e governar para atendê-los. Nem tão pouco serem depositários de trilhões de dólares provenientes de lavagem da corrupção global.
Vale sempre a pena ler e entender o que está por trás das notícias. E desconfiar do “desejo de acabar com a corrupção” vindo de quem vem, principalmente com tal alarde da subserviente mídia colonizada.

Mais sobre o assunto:
Pierre Abramovici, "Uma ONG contestada", Le Monde Diplomatique, novembro de 2000.
Pierre Abramovici, "Jogos perigosos", Le Monde Diplomatique, novembro de 2000.

Philippe Rivière, "Le système Echelon", Manière de voir nº 46, "Révolution dans la communication", julho-agosto de 1999. Le Monde, 20 de junho de 2000.

Hubert Védrine, "Refonder la politique étrangère française", Le Monde Diplomatique, dezembro de 2000.



Um comentário:

uma paixão amazônica disse...

Leila, o seu link está no meu novo blog:

umapaixaoamazonica.blogspot.com

Beijos.

BRASIL NUNCA MAIS

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