quinta-feira, 26 de maio de 2011

Remixofagia - Alegorias de uma Revolução

Maravilhoso vídeo produzido pela FLI Multimidia, uma empresa cultura digital e criação multimídia.

É uma alegoria ao que podemos ser. À democracia que queremos. Que absolutamente não é a mesma que querem as nossas televisões, não é a mesma que querem as empresas de telefonia, não é a mesma que quer o parlamento capenga, muito menos o que querem os imperialistas que vivem do lucro obtido com a enganação.

É a democracia real, o direito de acesso a todos e o direito de expressão para todos.

Deleitem-se e divulguem e reflitam. Está em nossas mãos.





Direito à comunicação como parte fundamental da cidadania.

Construção de um mundo melhor, sustentável e solidário.

Postura construtiva e pacífica com uma visão positiva de futuro.

Uso prioritário de tecnologias livres (softwares, aplicativos, ferramentas).

Prática de padrões abertos de desenvolvimento.

Adesão às licenças abertas que permitem a livre reprodução, reutilização e circulação dos conteúdos produzidos (creative commons ou copyleft).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A retrospectiva que não foi ao ar

Retrospectiva Lula


O vídeo acima mostra uma retrospectiva HONESTA dos 8 anos do governo Lula, com imagens pinçadas do próprio noticiário da TV Globo.

Disseram que esta retrospectiva especial sobre os 8 anos do governo Lula iria ao ar na Globo, no início de 2011. Nunca foi até hoje.

A retrospectiva pinça as notícias importantes de fato, que causaram impacto na vida nacional, que merecem ser lembradas à luz da história. O resultado é que as notícias positivas dominam com sobra.

Se pegarmos o noticiário da TV Globo nos 8 anos do governo Lula, há apenas uns 10% destas notícias positivas (as realmente muito importantes, conforme a retrospectiva mostra) e 90% de notícias negativas, com muito lixo, "testes de hipóteses", factóides, assuntos de pouca importância dominando a pauta.

Os 8 anos de noticiário foram o inverso do que foi de fato o governo Lula, e quem diz é povo, quando 87% consideraram o presidente como bom ou ótimo, e apenas 4% acharam ruim ou péssimo.

Se a Globo quisesse fazer um noticiário honesto, ela faria. E com o próprio material que tem.

domingo, 1 de maio de 2011

Jogo forte no Gasodutostão Árabe

A grande perversidade dos meios de Comunicação globais é decorrente do compromisso e da submissão aos interesses das grandes corporações.
É muito triste ver que tanta gente segue acreditando no que lê na Veja, Folha ou ve na Globo. Enquanto isso se destroem países, se desestruturam populações. Tudo em nome da ganância esquizofrênica em torno das riquezas que não lhes pertencem.







Pepe Escobar, Asia Times Online
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Arab Gas Pipeline

Mais uma vez essa semana o Gasoduto Árabe teve de ser fechado – foi suspenso o fluxo de gás para Israel e Jordânia. Uma “gangue armada desconhecida” bombardeou o terminal de gás de al-Sabil próximo da cidade litorânea de el-Arish, a menos de 350 quilômetros a nordeste do Cairo, na Península do Sinai. 

Dia 27 de março “uma gangue armada desconhecida” tentou, sem sucesso, explodir o terminal. Mas dia 5 de fevereiro conseguiram – e o fluxo de gás para Israel e Jordânia foi interrompido. 

A Península do Sinai é zona vermelha de facto. Quem manda ali são os beduínos locais. A segurança é precária. Armas contrabandeadas para Gaza e outras partes do Oriente Médio fluem pelo Sinai – quer dizer, à distância de tiro do Gasoduto Árabe. 

O Gasoduto Árabe é a estrela do Gasodutostão Árabe – que liga o gás egípcio ao norte de Israel e para o sul em direção ao Golfo de Aqaba e dali pela Jordânia e Síria via Damasco em direção ao Líbano. 

O Gasoduto Árabe pode crescer para leste e para oeste – as turbulências políticas e econômicas permitindo. De Damasco pode ir para o sul da Turquia e ali se conectar com o eternamente tumultuado e sempre em construção, jamais concluído Projeto Nabucco, de exportação de gás para a Europa. Outra possibilidade é o gasoduto crescer em direção à Itália e Espanha, incluindo o gás de Líbia e Argélia. 

Na cidade estratégica de el-Arish, o Gasoduto Árabe divide-se em dois: um dos braços toma o rumo nordeste, para a cidade israelense de Ashkelon. O gasoduto el-Arish-Ashkelon fornece gás a Israel desde 2008. No momento, Israel recebe 1,7 bilhões de metros cúbicos por ano. Antes da Praça Tahrir, havia planos de ampliar esse fornecimento para 2,1 bilhões. Como estão hoje as coisas, o Egito fornece cerca de 10% do mix de energia que abastece Israel, e é responsável por mais de 30% da eletricidade que Israel consome. Mais da metade de todo o gás natural consumido em Israel vem do Egito. 

Poucos lembram que o Egito – com produção de 63 bilhões de metros cúbicos por ano – é um dos maiores produtores de gás natural no Maghreb. Na África, só perde para a Argélia (80 bilhões). Enquanto o Egito está aumentando a produção, a Argélia está reduzindo. Cairo e Argel são concorrentes ferozes no mercado mundial de gás natural. Ao mesmo tempo, o Egito também está investindo pesadamente em gás natural liquefeito [ing. liquefied natural gas (LNG)] – a ser transportado por mar – para tentar livrar-se da perigosa dependência do Gasodutostão do Oriente Médio. 

As exportações de gás do Egito são estratégicas para toda a Região – mas, sobretudo para Israel. Atos de sabotagem podem ferir a economia e a segurança militar/energética de Israel. Mas também ferem a credibilidade regional e internacional do Egito como fornecedor estável – imagem da qual o regime de Hosni Mubarak cuidava com extremo zelo. 

Porque o presidente Anwar Sadat e depois Mubarak barraram todas as tentativas de diversificar a economia do Egito, o país teve de continuar a depender do turismo; de dinheiro enviado pelos trabalhadores egípcios no exterior; das taxas de trânsito pelo Canal de Suez; dos pagamentos por privatizações sempre suspeitas; e das exportações de petróleo, mas, sobretudo, de gás. Boa parte de todos esses fundos foram parar em contas de Mubarak em bancos suíços. 

Não surpreende que Israel tenha defendido Mubarak até o último instante. Os filhos de Mubarak, Gamal e Alaa, embolsaram centenas de milhões de dólares em “comissões” nas vendas de gás egípcio para Israel. Dado que Telavive pagava essas “comissões” em troca de obter gás a preços ridiculamente baixos, os egípcios nunca puderam nem sonhar com usufruir pelo menos uma parte dos benefícios por trabalharem nos campos de gás. Não surpreende tampouco que, em meados de abril, o novo primeiro-ministro do Egito Essam Sharaf tenha ordenado completa revisão de todos os negócios e preços negociados com Israel. 

A nova corrida do gás

Agora, há outro jogo fortíssimo que está sendo jogado no Gasoduto Árabe. A empresa Nobel Energy, que tem sede do Texas, encontrou reservas gigantescas de gás – da ordem de trilhões de metros cúbicos – no leste do Mediterrâneo. São águas em que se cruzam inúmeros atores regionais chaves: Israel, Líbano, Chipre, Gaza, Egito e Turquia. Não há tratados que demarquem águas territoriais. Há ali, para todos, nada menos que 300 anos de energia garantida; pelo menos em teoria, seria o fim da guerra regional por energia. 

A Turquia trabalha atualmente num complexo movimento para desenvolver um gasodutostão regional não só ao longo do eixo leste-oeste, mas também ao longo do eixo norte-sul. Isso implica cultivar uma complexa rede de relacionamentos com nada menos que nove países – Rússia, Azerbaijão, Geórgia, Armênia, Irã, Iraque, Síria, Líbano e Egito. Antes da Praça Tahrir, estavam já em andamento negociações sérias com vistas a estender um Gasodutostão Árabe que poderia conectar o Cairo, Amã, Damasco, Beirute e Bagdá. Esse movimento faria mais para unificar e desenvolver o Oriente Médio, que qualquer “processo de paz”.

O mesmo vale para o recém descoberto gás do Mediterrâneo. Um mundo ideal criaria uma corporação plurinacional para explorar o gás recém-descoberto, localizada talvez em Chipre, que é país neutro e membro da União Europeia. Assim se simplificaria a venda do gás para a sempre faminta Europa, que conseguiria depender menos do gás russo. 

Seja como for, a gigante russa Gazprom já está no jogo. A Gazprom russa já ofereceu ao Líbano seus serviços de prospecção. A China também está atenta, pronta para comprar de qualquer um. No momento, o coração de todo o movimento dessa nova Corrida do Gás concentra-se no aeroporto de Chipre. A empresa Delek – que controla a segunda maior quota, depois da Noble Energy, dos direitos de extração do gás em Israel – quer instalar uma refinaria de gás liquefeito em Chipre, em local estrategicamente selecionado, entre duas bases  navais dos EUA. 

Quer dizer: vai dar confusão – sobretudo com EUA/Israel tentando manter o controle da mesa de jogo, enquanto os governos árabes ainda pensam que poderão usar todo esse gás que têm guardado no subsolo, como modo de sobrepujar a hegemonia econômico-militar de Israel. 

Pelo menos num front, a grande revolta árabe de 2011 pode ainda sonhar com um futuro radioso: o do gás natural, que é commodity, capital e infraestrutura que pode levar ao desenvolvimento de todos. Ou não, nada disso. Teremos apenas mais um capítulo letal das atuais guerras por fontes não renováveis de energia.

http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/05/jogo-forte-no-gasodutostao-arabe.html

P/ Twitter: http://goo.gl/OhieG

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Garage Olimpo

Belo filme Argentino. O diretor é Marco Bechis. Mostra as entranhas da tortura e a monstruosidade da ditadura Argentina, que - afinal - tinha os mesmos orientadores militares vindos da América do Norte.

O título se refere a um centro de detenção clandestino em Buenos Aires. Lá se torturava, se matava e se dava sumiço em pessoas que lutavam por democracia, em crianças tornadas órfãs. Las Madres de Mayo surgiram na luta por saber de seus filhos que desapareceram nas masmorras do Estado constituído. O período da Ditadura foi de 76 a 83, mas ainda hoje buscam os corpos de muitos filhos desaparecidos e, hoje, buscam também resgatar as crianças que foram sequestradas e criadas como filhos dos assassinos que mataram os pais dessas crianças, que hoje tem 30, 40, 50 e algumas mais que isso.

Veja aqui a primeira parte do filme disponibilizado integralmente em 11 partes, nesse endereço. Vale muito a pena.



Garage Olimpo es una película argentina, es la historia de la detención clandestina, tortura y muerte arrojada de un avión de María, una activista política y alfabetizadora, llevada a un centro clandestino de detención conocido como Garage Olimpo, que estuvo ubicado en la ciudad de Buenos Aires. La historia está ambientada durante la dictadura militar que gobernó la Argentina entre 1976-1983

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Fantasmas da Ditadura


Reportagem especial do Jornal SBT Brasil

Na semana que fez aniversário o golpe militar que depôs João Goulart (Jango) e instaurou no país a ditadura militar que perdurou por 21 anos, o SBT realizou uma série de reportagens que lançam luz no debate sobre a impunidade dos torturadores.

Reportagem de Sérgio Visch; Produção Sérgio Boselli; Imagens Claudemir Puga; Edição de texto Fabiano Falsi

Pela Apuração da Verdade! O Brasil não Esquece.

sábado, 16 de abril de 2011

Ação criminosa do fascismo abortada



Sérgio Macaco: o homem que fez diferença



Dia 12 de junho de 1968, o capitão para-quedista Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, convocado a uma reunião, foi recebido no gabinete do ministro da Aeronáutica pelos brigadeiros Hipólito da Costa e João Paulo Burnier, que viria a se tornar conhecido como torturador e assassino.

Sérgio era admirado por indianistas como os irmãos Vilas-Boas e o médico Noel Nutels. Foi amigo de caciques como Raoni, Kremure, Megaron, Krumari e Kretire. Os índios o chamavam "Nambiguá caraíba" (homem branco amigo). Aos 37 anos, Sérgio Macaco (como era conhecido na Aeronáutica) já tinha seis mil horas de vôo e 900 saltos em missões humanitárias, de resgate e socorro em geral. Todavia o tipo de tarefa que lhe seria proposta ali pelos oficiais não era nem um pouco digna ou solidária.

? O senhor tem quatro medalhas por bravura, não tem? ? indagou Burnier.

Sérgio respondeu afirmativamente. Então o brigadeiro continuou:

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/06/422312.shtml

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Uma Ararinha Fazendo Zoeira

Leila Jinkings






A história se passa no Rio de Janeiro. Muito samba, praia, cores, as paisagens do cartão postal. Em cartaz no Recife,  o filme longa metragem  "Rio", dirigido por Carlos Saldanha, do estúdio de animação Blue Sky (da 20th Century Fox), já conhecido pelo "Era do Gelo 1" e "Era do Gelo 2".
Saldanha é brasileiro, radicado nos EUA, e conta, no material de divulgação do estúdio,  que sempre teve vontade de fazer um filme sobre o Brasil. "Rio" conta a história de Blu, ararinha azul  brasileira que foi criado em confortável cativeiro,  nos EUA, e  embarca em uma aventura espetacular, onde descobre as  maravilhas, as cores  e a música do país de origem.  A aventura tem início quando Blu (voz original de Jesse Eisenberg)  vem ao Brasil para acasalar com a última fêmea da espécie, Jade (voz de Anne Hathaway), trazido pelo ornitólogo Túlio (voz de Rodrigo Santoro).
O filme é no mesmo estilo dos sucessos anteriores: aventura, amizade e boa dose de humor. É classificado como animação infantil. No entanto, como muitos filmes de animação da atualidade, cativa pessoas de todas as idades. A qualidade técnica do trabalho, em animação gráfica, é impactante. Mistura o desenho com paisagens reais, além de dar vida aos personagens, com olhar de quem compreende e sente o Brasil. Os animais humanizados, em situações divertidas, ora perigosas ora românticas, seduzem do início ao fim. A trilha sonora é variada, tem versões primorosas de MPB com Bebel Gilberto (Samba de Orly), Sérgio Mendes (Mais que nada) e Carlinho Brown (Sapo Cai), que participa de outras faixas.
" Rio" foi lançado oficialmente no Brasil em março de 2011 no Complexo do Alemão, no primeiro cinema 3D instalado em favela, numa promoção da Prefeitura do Rio, que tomou o filme como uma grande homenagem à cidade. O filme retrata o Rio com toda a sua graça e exuberância, de forma fidedigna, com muito céu e mar, além de belíssimas paisagens do Pão de Açúcar, da praia de Copacabana, do Cristo Redentor, cartões postais tradicionais que funcionam como um convite e divulgam a futura sede da Copa do Mundo de 2014.
Mal começou a temporada, o filme já desperta muitas opiniões apaixonadas e uma acalorada polêmica. Reclamam alguns que o filme mostra um Rio multicolorido, belo, perfeito, esquecendo o lado das mazelas sociais e do importante índice de criminalidade. Outros anotam que há muito estereótipo, citando o samba, o futebol, as mulatas e os cartões postais.
Admitamos que há alguns clichês ao longo do filme, por exemplo ao colocar uns "trombadinhas" batendo carteira e meninos abandonados. Não pode uma animação, feita para seduzir e divertir o espectador, optar por um olhar seletivo? Fosse um documentário, evidentemente se estranharia a falta de informação e de amplitude na abordagem. Mas é uma historinha, um conto infantil, uma fantasia.  Sobre isso escreveu Ruy Castro, na Folha de São Paulo do dia 11 de abril, defendendo o que ele chama de "esfuziante homenagem ao Rio" e o direito à fantasia, contra os resmungos dos que acusam omissões no filme. " O que a turma quer? A ararinha-azul abatida a tiros de fuzil ao sobrevoar a Rocinha, ao som da Tati Quebra-Barraco?", provoca o cronista. E acrescenta:
            " Temos agora nova queixa: na trilha sonora de "Rio", não se ouve o "pancadão" do funk -como se este já fosse a nova música oficial da cidade, silenciando o samba, o choro e a bossa nova. Bem, em 1979 as ruas de Nova York estavam infestadas de disco music, break e hip-hop. Mas, para a trilha sonora de "Manhattan", Woody preferiu usar 13 melodias de George Gershwin, de ""S Wonderful"  a "Rhapsody in Blue". Alguém se queixou?
Mais de 1.100.000 prestigiaram a abertura da temporada de exibição do filme no Brasil. No  final de semana de estréia,  alcançou o Top 5 em bilheteria na história do cinema no Brasil, segundo informa a Reuters. Em todos os 72 países que colocaram em exibição o filme alcançou a primeira posição.

Leila Jinkings



Formato: Animação
Gênero: aventura, comédia
Elenco: Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, George Lopez, Kate del Castillo
Diretor: Carlos Saldanha
Roteirista: Don Rhymer
Estúdio: Blue Sky/ 20th Century Fox


Em cartaz no Recife:
Boa Vista
                13:30  14:00  14:30  15:40  16:10  16:40  17:50  18:20  18:50  20:00  20:30  21:00
UCI Tacaruna
                13:40  14:40  15:50  16:50  18:00  19:10  20:10  21:20
UCI Kinoplex Casa Forte
                13:00  15:05  17:15  19:25  21:35
UCI Recife
                10:30  13:20  14:20  15:30  16:30  17:40  18:40  19:50  20:50  22:00

BRASIL NUNCA MAIS

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