sábado, 25 de abril de 2015

E o Mistério Continua

O Mistério Continua (Leila Jinkings)

Porque o Governo não usa suas prerrogativas de chamar rede de televisão?  Por que?!

Até os opositores sabem da importância e do impacto positivo que teria a Comunicação do Governo Federal com a sociedade. Leia/assista o que dizem cientistas políticos na Rede GLOBO:

(Debate sobre Reforma Politica na Globo News, programa de Miriam Leitão, com Alberto de Almeida, cientista politico, e Jairo Nicolau, cientista político UFRJ)

Pergunta Miriam, aos 20 minutos e 25 segundos, do porque de tanta impopularidade da Presidenta. Responde Alberto de Almeida: “Há vários fatores que juntos levaram a isto: a mídia muito negativa sobre corrupção, que caem sobre o governo federal; a economia  em desaquecimento e o terceiro a imensa dificuldade do governo em se comunicar com a sociedade. E algo comum de qualquer governo, nos estados unidos eles são craques nisso... O governo  vai permanentemente, na figura do Presidente – semanalmente, duas, três vezes na semana -  à televisão. Para explicar o que está realizando, criar uma narrativa para o governo, defender o  ponto de vista do governo à população. O simbolismo e a Comunicação são muito importantes. Então um lado conta a sua história e o outro conta a sua história. O governo não conta a história dele .”

Exibido em 23 de abril de 2015

http://globosatplay.globo.com/globonews/v/4131911/

quinta-feira, 16 de abril de 2015

sábado, 7 de fevereiro de 2015

QUO TENDIMUS?


Veja só, arrumando os arquivos, dei com este artigo de Santayana - infelizmente - muito atual. A direita está aí, sempre à espreita. A mídia também, sempre pelas sombras.
Vamos repetir a história? Meditemos, pois.

A sombra dos anos 30
por Mauro Santayana 


O século passado teve como eixo a década de 30. Ela se iniciou com a crise econômica mundial, que estas últimas horas de angústia nos mercados financeiros fazem lembrar, e se fechou com a consequência prevista pelos céticos: o início da Segunda Guerra Mundial. Foram os anos do grande confronto entre a esquerda e a direita, com contradições, idas e vindas, ilusões e tragédias, que os livros registram. Em suma, sinistras lições aos homens, que devem ser meditadas, para que o mundo não volte a ser encharcado de sangue.


Muitas são as teorias que tentam explicar aquela amostra do apocalipse. A mais conhecida é a de que, derrotada e humilhada em 1918, a Alemanha buscava a revanche com Hitler. Para isso, seu líder, encarnando o velho orgulho prussiano, obtivera o apoio da nação a fim de vingar-se de seus inimigos e expandir o espaço vital, que consideravam necessário à plena realização de seu destino de povo de senhores.


Naqueles anos e meses da República de Weimar, mais do que em outras épocas históricas, as distorções da linguagem serviram para confundir e desorientar os homens. A esquerda buscava construir, na antiga Rússia, uma sociedade socialista. Hitler começou filiando-se a um pequeno partido de trabalhadores, que ele dominaria e o ampliaria no Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. Os comunistas e socialistas alemães menosprezaram aquele grupo de bêbados, que se vestiam militarmente e brandiam slogans primários. “A Alemanha não é a Itália”, declarou, confiante, aos que temiam o totalitarismo no país, Ernst Thälmann, o lendário dirigente do Partido Comunista Alemão, depois de ter sido derrotado nas eleições presidenciais de 1932, por Hindemburg, enquanto Hitler ascendia à chefia do governo, à frente da coligação de direita, graças ao apoio dos católicos. Em março de 1933, poucas semanas depois, Thälmann seria metido no campo de concentração de Buchenwald, onde foi executado em agosto de 1944.



Os democratas e as organizações de esquerda não souberam unir-se, ali, para a resistência — o que reclamava a construção de uma ideia forte de centro político a fim de impedir, a tempo, a ascensão dos nazistas. Não souberam unir-se ali, nem em outras nações. O caso mais dramático, fora da Alemanha, foi o da Espanha. Como anotou Salvador de Madariaga, de resto um homem rigorosamente de centro, o malogro da República Espanhola foi o malogro do centro político.


Ao crescer o radicalismo tanto na direita quanto na esquerda, não houve espaço para a moderação do centro. Mais poderosa — com a ajuda dos fascistas italianos e dos nazistas, e a total adesão da hierarquia da Igreja Católica — a direita esmagou a República, depois de quase três anos de conflito. De nada valeu a pouca ajuda soviética que conseguia chegar ao país — nem a presença simbólica dos corajosos intelectuais que formaram as Brigadas Internacionais.



Madariaga tinha razão: se tivesse havido o entendimento entre os partidos de esquerda, que mal se acomodavam na Frente Popular, e, depois, com as forças de centro, não haveria clima para a insurreição dos generais Sanjurjo, Mola, Queipo de Llano e Francisco Franco. Madariaga foi rigorosamente de centro no eclodir do conflito: como embaixador da República, não tomou partido na guerra, mas se tornou vigoroso opositor da ditadura franquista, e só voltou à Espanha em 1976, depois da morte do ditador.


Menosprezar a direita tem sido, mais do que erro de percepção política, ilusão criminosa. Na mesma Espanha, quando o governo dispunha de informes seguros da conspiração em marcha, o então chefe do governo, Casares Quiroga, recebeu a advertência do serviço secreto republicano com um muxoxo: “Se eles se levantam, eu vou me deitar”. Em 1964 — recordam-se? — as esquerdas, também divididas em nosso país, percorreram as mesmas sendas da ilusão. Não só é vezo da esquerda subestimar as forças adversárias, mas também assustá-las, com os espantalhos da insurreição. Em seu favor milita realmente a ilusão. As Ligas Camponesas, armadas de fé e de espingardas cartucheiras, cresciam seu ilusório poder, diante da classe média em pânico. O mito de Che Guevara empolgava os jovens, da mesma maneira que a invencibilidade cubana, na Bahia dos Porcos, atiçava os ânimos bélicos de muitos de nós, os que vivemos aquele tempo.



Esse excurso ao passado não é por acaso. Estamos em tempo muito parecido aos anos 30. Nos Estados Unidos, um governo que tenta chegar ao centro, o de Obama, é acossado pelo Tea Party e pelos velhos texanos, que sempre estiveram na linha de frente do obscurantismo. Basta recordar que foi em Dallas que a direita eliminou Kennedy, ainda que o jovem presidente, como a história nos mostra, não fosse exatamente um liberal de esquerda. Do Texas vieram Bush pai e Bush filho, e os republicanos agora ameaçam buscar em Rick Perry, seu atual governador, e raivoso direitista, o oponente a Obama nas eleições vindouras.

domingo, 11 de janeiro de 2015

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Nunca se roubou tão pouco

Recebi de Raul Longo: "O POUSO DO TUCANO: Empresário assumidamente tucano e que votou contra a reeleição de Dilma confessa pela tucana Folha de São Paulo que enfim Brasil encontra pouso seguro."

Nunca se roubou tão pouco , por Ricardo Semler  
     
Não sendo petista, e sim tucano, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país

Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.

Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula.

Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos "cochons des dix pour cent", os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas.

Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão --cem vezes mais do que o caso Petrobras-- pelos empresários?

Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?

Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido.

Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.

É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.

Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas.

Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.

A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas.

O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.

É lógico que a defesa desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país.


A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.


Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Recife, Cidade Roubada

Você sabe o que é o projeto Novo Recife? Você já ouviu as argumentações do #MovimentoOcupeEstelita?  Pois assista isso:


O Movimento Ocupe Estelita apresenta o vídeo “Recife, cidade roubada”. Mais uma contribuição para demonstrar a ingerência do capital imobiliário na política urbana e a urgente necessidade de cancelamento do Projeto Novo Recife, um empreendimento amplamente prejudicial à saúde de nossa cidade.





Assista também:  
Ocupe Estelita - a mídia mostra o que Recife vive?
http://youtu.be/Ruzfds4e3j0

sábado, 15 de novembro de 2014

Boulos explica Gilmar Mendes

O Guilherme Boulos é formado em filosofia pela USP, professor de psicanálise e membro da coordenação nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), atua na Frente de Resistência Urbana e escreveu o livro "Por que Ocupamos: uma Introdução à Luta dos Sem-Teto". 
Foto: Edu Toledo
Admiro a luta que êle lidera, abdicando das benesses que poderia estar usufruindo, devido à posição da família. Conheci Boulos há mais de 10 anos lutando contra o fisiologismo que tomava conta do partido no qual militávamos. A seriedade e a profundidade como encarava as questões que se apresentavam me deixou uma forte impressão já àquela época.  Deixo este artigo que ele publicou na Folha de São Paulo, onde ele soube externar o que nós todos gostaríamos de ter falado desse arremedo de juiz .

Gilmar Mendes e o bolivarianismo
Por Guilherme Boulos, na Folha.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, saiu “às falas” mais uma vez. Na semana passada, o ministro deu uma entrevista à Folha alardeando o risco de “bolivarianismo” no Judiciário brasileiro.
Afinado, como sempre, com o PSDB e ecoando as vergonhosas marchas de Jair Bolsonaro (PP) e companhia, apontou a iminente construção de um projeto ditatorial do PT, que passaria pela cooptação das cortes superiores. Não poderia deixar de recorrer ao jargão da moda.
Gilmar Mendes, todos sabem, é um bravateiro de notória ousadia. Certa vez, chamou o presidente Lula “às falas” por conta de um suposto grampo em seu gabinete, cujo áudio até hoje não apareceu. Lula cedeu e demitiu o diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
Mais recentemente, o ministro comparou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a um “tribunal nazista” por ter barrado a candidatura de José Roberto Arruda (PR) ao governo do Distrito Federal. O único voto contrário foi o dele.
O próprio Arruda afirmou que FHC –que indicou Mendes ao STF– trabalhou em favor de sua absolvição. Para quem não se recorda, Arruda saiu do palácio do governo direto para a prisão após ser filmado recebendo propina.
Quem vê o ministro Gilmar Mendes em suas afirmações taxativas e bradando contra o “bolivarianismo” pensa estar diante do guardião da República. Parece ser o arauto da moralidade, magistrado impermeável a influências de ordem política ou econômica e defensor da autonomia dos poderes.
Mas na prática a teoria é outra. Reportagem da revista “Carta Capital”, em 2008, mostrou condutas nada republicanas de Mendes em sua cidade natal, Diamantino (MT), onde sua família é proprietária de terras e seu irmão foi prefeito duas vezes.
Lobbies, favorecimentos e outras suspeitas mais. Mendes, que questionou o PT por entrar com ação contra a revista “Veja”, processou a revista “Carta Capital” por danos morais.
Já o livro “Operação Banqueiro”, de Rubens Valente, mostra as relações de Mendes com advogados de Daniel Dantas, que após ser preso pela Polícia Federal na Operação Satiagraha, foi solto duas vezes pelo ministro em circunstâncias bastante curiosas. Na época, ele também acusou uma ditadura da PF, mostrando o que parece ser seu estratagema predileto.
Mais recentemente, seu nome foi envolvido na investigação da Operação Monte Carlo, sob a suspeita de ter pego carona no jatinho do bicheiro Carlinhos Cachoeira, na ilustre companhia do senador Demóstenes Torres, cassado depois por seu envolvimento no escândalo. Em julho deste ano, Mendes deu uma liminar que permitiu a Demóstenes voltar ao trabalho como procurador de Justiça.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Maeve fala ao Curta!

Maeve Jinkings no Canal Curta. Programa CURTA!



outras entrevistas:
http://cinefestivais.com.br/aprendi-grande-parte-do-que-sei-em-curtas-diz-a-atriz-maeve-jinkings/

sábado, 18 de outubro de 2014

O PSDB E O SALÁRIO MÍNIMO

O PSDB E O SALÁRIO MÍNIMO
do Prof. Lauro Mattei

Em entrevista recente, Armínio Fraga – indicado para o cargo de Ministro da Fazenda caso o PSDB vença o segundo turno das eleições presidenciais – fez novos comentários sobre a questão dos salários no Brasil. Para ele, o salário mínimo cresceu muito nos últimos anos e está num patamar muito elevado. Mesmo com alguns  impactos positivos, é preciso avaliar os custos dessa política de valorização do salário mínimo. Ou seja, é necessário frear esse processo em curso. Esta posição é perfeitamente coerente com posicionamentos do candidato tucano, conforme veremos mais adiante.

Como sabemos, em 2011 houve um grande debate no Congresso Nacional sobre o tema, vindo a ser promulgada a Lei nº 12.382, de 25.02.2011. Tal Lei estabeleceu uma política de alorização do salário mínimo, com regras válidas para o período entre 2011 e 2015. Para tanto, ficaram claros os diversos mecanismos de reajuste que garantem a preservação do poder de compra do salário. Com isso, ficou estabelecida a reposição da inflação (medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) relativa ao ano anterior, mais um aumento real baseado no percentual de aumento do PIB de dois anos antes. Por exemplo, o salário mínimo de 2014 foi reajustado pelo INPC de 2013 mais o percentual de variação do PIB de 2011.

É esse mecanismo que vem promovendo um aumento do salário mínimo comganhos reais, o que permite a manutenção e ampliação do poder de compra dos trabalhadores,  especialmente daqueles com níveis de renda mais baixos. Com isso, o salário mínimo – que durante os dois mandatos do Governo Lula já vinha aumentando seu poder real – foi ampliado durante o governo Dilma em função da lei anterior. Isso promoveu uma valorização do salário mínimo de aproximadamente 50% durante o governo atual, comparativamente ao segundo mandato do governo FHC, quando Fraga era o presidente do BC.

Todavia, cabe registrar que o candidato do PSDB Aécio votou contra essa lei em 2011, conforme pode ser verificado nas gravações das sessões do Senado Federal (www.legis.senado.leg/br, ir na página 4801). Não satisfeito com isso, o PSDB ainda tentou anular essa lei após sua promulgação, entrando com uma ação de inconstitucionalidade junto ao STF, pleito que foi negado porque o STF considerou a Lei 12.382 válida e de acordo com os preceitos constitucionais.

Vejam alguns dados comparativos básicos. Em 2002, último ano do mandato de FHC e de gestão do Fraga no BC, o salário mínimo dolarizado correspondia a 86,21 dólares. Já em 2014, último ano do governo Dilma, este valor passou para 304,80 dólares.

Agora, se considerarmos o valor necessário de acordo com os cálculos do DIEESE, nota-se que em 2014 o valor do salário mínimo deveria ser de R$ 2.748,22, o que corresponderia a 3.795 vezes o valor atual (R$ 724,00). Já em 2002 (último ano do governo FHC) o valor necessário deveria ser de R$ 1.378,19, o que correspondia a 6.89 vezes o valor daquele ano (RS 200,00). A conclusão elementar é que a política de valorização do salário mínimo do governo Dilma reduziu bastante a diferença entre o valor nominal do salário mínimo e o valor necessário de acordo com os preceitos constitucionais.

Talvez seja isto que esteja incomodando o candidato tucano e seu estafe. Afinal, mais dinheiro para o trabalhador assalariado significa maior poder de compra para o povo e menos dólares para o mercado especulativo, onde o candidato à Ministro da Fazenda tucano é profundo conhecer e tem atuação preferencial.

 É ISSO QUE VOCÊ QUER NOVAMENTE PARA O BRASIL?

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O Jeová no DVD?

O Jeová no DVD?
Marina continua enganando os trouxas
por Aldir Blanc, compositor


Na ONU, a presidente Dilma foi contra o bombardeio indiscriminado do tal Estado Islâmico, que ninguém sabe direito onde fica. Obama criticou a “indiferença” com que assassinos são tratados.
Quer falar sobre assassinos, Obananamole? O mundo viu em, estado de choque, aviões implodirem as Torres. Milhares de mortos numa ação terrorista. Sem dúvida, um assassinato em massa terrível. Em resposta, os EUA e aliados invadiram, com as bênçãos de Cristo e falsos motivos, o Iraque e mataram milhares e milhares de inocentes. Casamentos eram pulverizados, festas de aniversário, idem. Seguia-se o cínico pedido de desculpas.
O Afeganistão foi tão bombardeado que montanhas inteiras sumiram do mapa. Resultado: voltou a cultura do ópio, com um gatuno como chefe de governo. Sem contar os trágicos mortos por fogo amigo. O capanga dos EUA, Israel, massacrou crianças refugiadas em escolas na Faixa de Gaza.
A CIA patrocinou um golpe no Egito — país onde os EUA têm prisões clandestinas para torturar. Todos os opositores do golpe militar, muito bem pago, foram sentenciados em bloco à morte.
Em 2008, na maior fraude já vista, Wall Street quebrou o mundo! Quantas vítimas fatais fizeram em toda a Terra, por desespero, doenças cardíacas, depressões, suicídios, fome etc? Como avaliar o número de vítimas?
Tropas especiais assassinaram Osama por vingança. Eu pergunto: os que perderam parentes e amigos na roubalheira podem matar safados do Lehman, Bear Sterns, Merrill, Sachs sem fundos, AIG and so on? Os que tiveram suas vidas destruídas têm esse direito? Quando Obamascarado venceu pela primeira vez, Gore Vidal disse: “Vocês estão loucos? Não vai mudar nada!” Na mosca!
Aqui na Brasunda, um avião também explodiu. Há quem diga que foi sabotado pela CIA, Mossad, a poderosa empresa transacional Testemunhas de Jeová e outros interessados. Das cinzas, surgiu a Fênix Redentora, Marina d’Arc, com a Bíblia na mão, e o apoio financeiro de Nhá Neca Setúbal.
Houve, digamos, um fenômeno carismático (Hitler também tinha carisma). E o corpus mysticum de Marina entrou em levitação. Até que foi descoberto o seguinte: o avião que matou, por ação da Providência Divina (?), o governador Campos estava boladão. Tinha empresas por trás com mais fantasmas que castelo inglês. Os documentos da aeronave sumiram, a caixa-preta pifou, e todos mentiram sobre isso: Campos, a cúpula do PSB e Marina.
Campos parou de mentir por motivo de força maior. Marina continua enganando os trouxas. Disse que governará racionalmente, que a Bíblia é só inspiração. O que a inspira? A Matança dos Inocentes? Um pai que sacrificaria o filho porque o Velho é um Deus ciumento? O absurdo e cruel sofrimento imposto a Jó? Os incestos e traições? Arcanjos da SS de lança-chamas queimando os alegres moradores de Sodoma e Gomorra, que tinham direito à sexualidade que quisessem?
Na trilha do clássico de Chico Buarque, afastem do povo brasileiro essa bíblia arcaica, cheia de dólares e mentiras.

Fonte: Jornal O Globo

BRASIL NUNCA MAIS

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