sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O ator Zé de Abreu e o sonho de um mundo melhor

O ator Ze de Abreu, no depoimento abaixo, fala do orgulho que sentiu quando, morando no exterior, percebeu que o Brasil tem uma imagem respeitável, um Presidente respeitável. Antes, você lembra, só éramos conhecidos pelo futebol e pelas mulheres ou pelo carnaval.  Hoje, é diferente.

Aquele velho complexo de cachorro viralatas do brasileiro (citando Nelson Rodrigues) está em extinção, mesmo com o esforço dos Alexandres Garcias, Renatos Machados, Mírian Leitão e outros esforçados serviçais do jornalismo comprometido com a comunicação oligopólica e os interesses políticos que se escondem atrás de um serviço que seria público.

Leia.


Lula e o resgate do sonho
Zé de Abreu

Sempre tive muito claro que mais do que as perseguições, prisões, tortura, censura e afins, a ditadura matou o sonho revolucionário de minha geração. O sonho do “dia que vem vindo em que o mundo vai virar”, quando veríamos a “volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar” acordou numa triste realidade: o povo não estava nem aí com a ditadura. Estávamos enganados, uma vanguarda distante da realidade movida a sonho e esperança. A ditadura matou tudo. Quando ela acabou os tempos eram outros.



O povo continuava o mesmo povo, pobre e sofrido, mas não era mais motivo de preocupação. Povo ficou fora de moda, só usado nos momentos eleitorais. E veio Sarney substituindo a ditadura, Lula perdendo para Collor, Itamar abrindo caminho para FHC... Aquele que tinha sido literatura de axila nos meus tempos de Faculdade era Presidente da República, a esperança renascera. Mas já não era o mesmo sonho, o dele. O meu ainda era, embora eu não soubesse. Achava que morrera.




Até que de tanto insistir Lula ganhou.




Eu estava em Pelotas gravando A CASA DAS SETE MULHERES e meus amigos do PT de lá me convidaram para uma festa na Avenida Borges de Medeiros. Fomos, eu e alguns outros atores. Lembro-me que, apertado no carro cheio, pensei: será que vai dar certo? E me veio uma idéia maluca: se fosse para acabar com a miséria no Brasil, eu concordava em aumentar meu imposto de renda! Se Lula se preocupasse com os “menos favorecidos” seria o resgate do meu sonho.




Hoje, passados sete anos, acredito que isso aconteceu. Com os índices de “saídos da linha da miséria” que são milhões de patrícios agora participando ativamente e comendo seus pedaços do bolo da economia que, se na ditadura e nos governos anteriores também crescia, nunca era dividido. E com muita satisfação dos da “classe superior” que vende cada vez mais para esses novos consumidores, verdadeiros novos cidadãos brasileiros.




E as Universidades Federais que Lula criou?
E as Escolas Técnicas Federais que, de um processo de extinção, foram multiplicadas?
E as mil e vinte duas creches sendo construídas?




Isso é resgate do meu sonho.




Fiquei um mês fora do Brasil, nos Estados Unidos, Canadá e República Dominicana, pude notar uma coisa: hoje nosso herói internacional, o brasileiro mais conhecido lá fora não é mais o jogador de futebol, como Pelé, Ronaldo... É Lula, é o Mr. President! Quer orgulho maior para um ex-comunista? Ver como o “operário no poder” deu certo? E o comportamento de nosso Itamarati na crise de Honduras?




Recentemente, tivemos o Presidente de Israel, pela primeira vez em 43 anos, visitando o Brasil. Shimon Peres, premio Nobel da Paz, veio conversar conosco por que o Brasil hoje tem um papel considerável a desempenhar na eterna crise do Oriente Médio. Com sua indiscutível liderança internacional, com sua imensa capacidade de negociação e autoridade política conseguida na prática da Presidência, Lula pode mediar qualquer litígio entre nações.




Com a continuidade do Governo Lula garantida pela futura eleição da Ministra Dilma me vem uma sensação de que não foi à toa minha militância juvenil. Me abriu a cabeça para entender o momento histórico que vivemos, a Revolução sendo desenvolvida no dia a dia, no voto, na Paz e, porque não dizer, no Amor. Afinal de contas alguém já viu um Presidente da República mais apaixonado pelo seu povo?




sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Cosa c'entra Dell'Utri con Berlusconi?

DEMITA-SE BERLUSCONI!

LEIA
http://insorgenze.wordpress.com/category/torture/
A prática da tortura nas prisões da Italia é "natural"

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Inácio Arruda reforça apelo da filha de Prestes a Lula em favor de Césare Battisti

Supremo Tribunal Federal - STF
decidindo por pressão midiática

Ministro Ricardo Lewandowski: "o Supremo Tribunal Federal estava decidindo em função da pressão midiática".




- Não era uma pressão popular; não foi um cerco ao Supremo Tribunal Federal, mas uma pressão direta de órgãos e veículos de comunicação do Brasil - afirmou.

O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) reforçou, em pronunciamento nesta quarta-feira (18), o apelo feito pela filha do falecido líder comunista Luiz Carlos Prestes, Ana Leocádia, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor do italiano Cesare Battisti. Condenado pela Justiça italiana por quatro assassinatos cometidos na década de 70, quando militava em uma organização de esquerda, Battisti teve sua extradição pedida pela Itália e aprovada nesta quarta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Inácio Arruda atribuiu a decisão do Supremo também à pressão exercida pela mídia. Ele recordou as palavras do ministro Ricardo Lewandowski: "o Supremo Tribunal Federal estava decidindo em função da pressão midiática".

- Não era uma pressão popular; não foi um cerco ao Supremo Tribunal Federal, mas uma pressão direta de órgãos e veículos de comunicação do Brasil - afirmou.

Na defesa do asilo à Battisti, Inácio Arruda salientou que a luta entre os partidos de esquerda e de direita na Itália dos anos 70 levou a "escolhas equivocadas" feitas por um grupo político que queria assumir o poder. No Brasil, recordou, também ocorria na ocasião forte enfrentamento de movimentos contrários à ditadura militar, em favor da democracia e de um Estado não subordinado.

Inácio Arruda disse que se Olga Benário, mãe de Ana Leocádia e companheira de Prestes, estivesse viva hoje, seria entregue novamente aos nazistas como, de fato, aconteceu durante a ditadura de Getúlio Vargas.


Agência Senado - 18/11/2009 - Inácio Arruda reforça apelo da filha de Prestes a Lula em favor de Battisti

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Filme sobre a vida de Lula emocionou a todos no 42º Festival de Brasília. Acontecimento do ano.

Brasília se emociona com filme sobre Lula

Nunca na história deste país a abertura do Festival de Cinema de Brasília foi tão concorrida. Cerca de 2000 pessoas entre ministros, deputados, senadores, cineastas, militantes e fãs assistiram a exibição do filme Lula, o filho do Brasil no primeiro dia da 42ª edição do Festival.

A exibição foi no Teatro Nacional que com capacidade para 1400 pessoas lotou as poltronas, corredores e até mesmo a rampa de acesso. Centenas de espectadores assistiram o filme de cerca de uma hora e meia em pé.

A exibição contou com a presença do diretor e do elenco do filme que tem estréia nacional marcada para o dia 01 de janeiro.

A primeira-dama Marisa Letícia também assistiu o filme em que é retratada pela atriz Juliana Baroni.

O filme é baseado no livro de Denise Paraná e traz para as telas o percurso de Luiz Inácio Lula da Silva, do seu nascimento, em 1945, até 1980, quando era um líder sindical consagrado. A data marca também a morte de uma pessoa extremamente influente em sua vida e em sua forma de pensar: Dona Lindu (Eurídice Ferreira de Mello), que criou oito filhos, sozinha, e tinha como lema "Nesta família ninguém vai ser ladrão ou prostituta". E cumpriu.

Segundo a produção do filme, a película foi filmada em dois estados (Pernambuco e São Paulo), sete cidades e 70 locações, entre 20 de janeiro e 18 de março de 2009.

No elenco de 130 atores destacam-se Rui Ricardo Diaz, que em sua estreia cinematográfica, interpreta Lula dos 18 aos 35 anos; Glória Pires como Dona Lindu, Cleo Pires (Lurdes, primeira mulher de Lula), Juliana Baroni (Marisa Letícia). Milhem Cortaz (Aristides, como o pai violento). As filmagens contaram ainda com 3.000 figurantes.

Ansiedade e vaias

Durante todo o dia, os escassos convites para a exibição do filme foram disputados por autoridades dos três Poderes. A ansiedade era tanta que pouco antes do início da exibição do filme, o produtor Luiz Carlos Barreto tentou diminuir a lotação da sala se comprometendo a exibi-lo novamente depois e recebeu vaias da platéia que exigia o início do filme.

“Um filme emocionante”

Ao final dos 128 minutos do filme, a emoção dominou o ambiente. Para a professora Jacqueline Barbosa o filme tem “uma história emocionante, bem conduzida e muito forte”.

“A oposição tenta, mas não há como comparar a biografia do Lula com a de qualquer outro tucano ou demo, eles não tem raiz nem compromisso com o nosso povo, essa é uma diferença intransponível” destacou Jacqueline.

Apesar da estréia prevista em janeiro, o filme ainda será exibido em São Bernardo do Campo, segundo a produção inclusive com a presença de Lula.
Se os 2000 lugares de Brasília foram pequenos, em São Bernardo talvez nem o Estádio da Vila Euclides consiga receber todos os Lulas que irão se ver nas telas.

Assista ao trailler do filme

De Brasília
Gustavo Alves

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva






Na RedeTV!, Lula lembra morte da primeira mulher e chora

da Folha Online

Luiz Inácio Lula da Silva chorou ao falar da morte de sua primeira mulher, Maria de Lourdes, em 1971, durante entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, repórter especial da Folha e colunista da Folha Online, no programa "É Notícia" da RedeTV!. O presidente se emocionou ao lembrar de que havia levado roupas para o bebê quando foi buscar a mulher, grávida de sete meses.

Nesta entrevista, o presidente também comenta as críticas de Fernando Henrique Cardoso e diz que o ex-presidente não fala mais com a inteligência. "Ele não se conforma de ver um peão chegar até aqui. Isso é duro para um intelectual", declarou o presidente.



segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Levante a sua Voz dá o recado



Intervozes - Levante sua voz
De Pedro Ekman in Vimeo.

Vídeo sobre direito à comunicação produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung retrata a concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman

Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri

Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses

Produção de Arte: Bia Barbosa

Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas

Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues

Animações: Pedro Ekman

Voz: José Rubens Chachá

CC - Alguns direitos reservados
Você pode copiar, distribuir, exibir e executar a obra livremente com finalidades não comerciais.
Você pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.
Você deve dar crédito ao autor original.

sábado, 14 de novembro de 2009

Governo da Colômbia é responsabilizado por cerca de mil casos de tortura

O Governo da Colômbia, de Álvaro Uribe, é responsabilizado por cerca de mil casos de tortura. Esse tipo de repercussão é bloqueado pela nossa mídia, obediente às ordens que chegam dos interesses mafiosos da dominação. As mídias autênticas, fora do circuito comercial, devem dar  a devida repercussão. Afinal, este crime hediondo acontece aqui do lado, no país vizinho. É revoltante!

92,6% do total dos casos de tortura na Colômbia são de responsabilidade do Estado

Movice *
Tradução: ADITAL

92% do total dos casos de tortura na Colômbia, entre julho de 2003 e junho de 2008, são de responsabilidade do Estado.



      Nos dias 11 e 12 de novembro, representantes da Coalizão Colombiana contra a Tortura divulgarão em genebra o relatório alternativo sobre tortura, tratamentos cruéis, desumanos e degradantes Colômbia 2003-2009, no marco do exame periódico realizado pelo Comitê das Nações Unidas que supervisiona esse tema e que o Estado Colombiano realiza.
Esse exame, que contará também com a presença do governo colombiano realiza-se com a finalidade de supervisionar a aplicação da Convenção Contra a Tortura, assinada pelo Estado em 10 de abril de 1985 e ratificada em 8 de dezembro de 1987.

Apesar de que a Colômbia tem a obrigação de apresentar o informe ao Comitê a cada quatro anos, o Estado demorou seis anos para apresentar um novo, depois do último exame realizado em novembro de 2003.

Nessa data, o Comitê apresentou uma série de recomendações ao Estado colombiano, as quais, segundo a Coalizão Colombiana Contra a Tortura no informe que será apresentado, não foram cumpridas em quase sua totalidade, demonstrando dessa forma que a prática da tortura na Colômbia continua sendo de caráter sistemático e generalizado, atingindo diversos setores e populações em situação de vulnerabilidade e que se vê agravada pela preocupante situação de impunidade que persiste sobre esses crimes.

Paralelamente ao evento de Genebra, a Coalizão Colombiana Contra a Tortura apresentará seu informe alternativo no dia 11 de novembro de 2009, no auditório do Centro Cultural Gabriel Garcia Márquez, contando com a presença do Sr. Christian Salazar Wolkmann, Representante na Colômbia do Escritório da Alta Comissária das Nações Unidas e do Sr. Volmar Pérez, Defensor Público.

O informe que será divulgado apresenta, entre outros dados, que entre julho de 2003 e junho de 2008, pelo menos 899 pessoas foram vítimas de torturas, das quais 229 sobreviveram, 502 foram assassinadas e 168 foram vítimas de tortura psicológica.
Informa também que nos casos nos quais se conhece o suposto autor genérico (666 vítimas), 92% do total dos casos são de responsabilidade do Estado: por perpetração direta de agentes estatais - 50,6% (337 vítimas); e por omissão, tolerância, aquiescência ou apoio às violações cometidas por grupos paramilitares - 42% (280 vítimas). Às guerrilhas foi atribuída a autoria de 7,4% dos casos (49 vítimas).

A Coalizão identificou 7 padrões relativos à comissão de atos de tortura na Colômbia, segundo a condição da vítima, a intencionalidade do perpetrador e o contexto de ocorrência desses crimes:

- primeiro, a tortura como meio de perseguição política no marco de detenções, com o propósito de obter uma confissão ou informação;

- segundo, como método de submissão da população carcerária;

- terceiro, como mecanismo de discriminação por razões étnicas, de ideologia política, de gênero, de idade ou de orientação sexual;

- quarto, como forma de controle social e para semear terror nas comunidades;

- quinto, como instrumento de repressão do protesto social (uso da força em manifestações públicas);
- sexto, como método de submissão contra as pessoas sequestradas;
- e sétimo, como parte da instrução de membros da força pública.

* Movimento Nacional de Vítimas de Crimes de Estado





quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Entre os Poderes da República, o menos transparente é o Judiciário

Postura da Itália no caso Battisti é ofensiva ao Brasil, diz o Ministro da Justiça, Tarso Genro. "É um desaforo para o Estado brasileiro e para a democracia no País".



Mas nossa imprensa que confunde Estado e Governo não denuncia essa ação intimidatória e intervencionista. Ao contrário, está aliada.


(Carolina Freitas, da Agência Estado)
 
BEM À PROPÓSITO:
 
Judiciário é o menos transparente entre os Três Poderes, diz pesquisa


da Agência Brasil - 10/11/2009

O Brasil precisa ampliar o acesso da população às informações sobre o que é feito com o dinheiro público, indica a pesquisa Índice Latino-Americano de Transparência Orçamentária, feita em 12 países da América Latina. Entre os Poderes da República, o menos transparente é o Judiciário, de acordo com o levantamento.
O estudo no Brasil foi coordenado pelo Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), em parceria com a organização não-governamental mexicana Fundar (Centro de Análise e Investigação), que supervisionou o trabalho nos 12 países.


De acordo com a pesquisa, dos Poderes da República, o Executivo é o mais transparente quanto ao Orçamento, aprovado por 74% dos entrevistados. O Poder Legislativo fica com 11% e o Judiciário, com 4%.



Segundo a assessora de política fiscal e orçamentária do Inesc, Eliana Magalhães, o Judiciário ainda não criou mecanismos para permitir transparência e a participação dos cidadãos. Ao entregar nesta terça-feira (10/11) a pesquisa ao vice-líder do governo no Congresso, deputado Gilmar Machado (PT-MG), ela disse que tentará marcar reunião com algum órgão do Poder Judiciário.

(A íntegra aqui)

domingo, 8 de novembro de 2009

Política exige mais inteligência que conhecimento ou As pessoas falam o que querem e ouvem o que não querem. A vida é dura.

Lula: “Política exige mais inteligência que conhecimento”, por Joana Rozowykwiat


Aclamado de pé pelos participantes do12º Congresso do PCdoB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu ao partido pelo apoio e lealdade e destacou a contribuição dos comunistas para o seu governo e o país. No discurso, ele aproveitou para responder às recentes críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à sua gestão e às declarações do cantor Caetano Veloso, que o chamou de analfabeto. “Na mesma semana em que fui tachado de analfabeto, ganhei o título de estadista do ano em Londres”, disse.

Recado a Caetano e FHC


Com ironia e sem citar nomes, o petista respondeu críticas sobre a sua falta de formação universitária e mandou recados ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Se tem uma coisa inteligente é a classe operária. Tem muito intelectual no Brasil que pensa que não. (...) Essa semana eu fui chamado de analfabeto (...) e nessa mesma semana eu ganhei o título de estadista do ano”.


A declaração foi uma referência ao fato de que, no último dia 5, em uma entrevista, o cantor Caetano Veloso chamou o presidente de analfabeto e disse que, ao contrário da Marina Silva e do Barack Obama, Lula não saberia falar e seria cafona e grosseiro.


“Tem gente que acha que a inteligência está ligada à quantidade de anos no colégio. Não tem nada mais burro que isso. A universidade dá conhecimento. Inteligência é outra coisa. E a política é uma das ciências que exigem mais inteligência do que conhecimento. Inteligência para saber montar equipe, tomar decisões, não está nos livros, mas no caráter e na sensibilidade”, completou. Com ironia, ele conclui: “mas não importa. As pessoas falam o que querem e ouvem o que não querem. A vida é dura”.


Soltando indiretas para Fernando Henrique Cardoso, que no último domingo divulgou artigo falando de um “subperonismo” no governo petista, Lula alfinetou: “Compreendo o ódio, porque um intelectual ficar assistindo um operário que só tem o quarto ano primário ganhar tudo que ele imaginava que ele pudesse ganhar e não ganhou...”, disse Lula, interrompido por palmas e gritos de guerra.

Ainda fazendo referência a Caetano, Lula declarou, com graça, que “um país governado por um analfabeto vai terminar realizando um governo que mais investiu em educação”. E reposicionou o alvo no ex-presidente tucano: “Estamos fazendo uma vez e meia o que eles não fizeram em um século. (...) O Fernando Henrique Cardoso achava que nós seríamos um fracasso e que ele poderia voltar”.


O petista contou ter participado recentemente de uma reunião com catadores de papel, na qual teve “a coragem de dizer para um catador: você pode ser presidente da república desse país, porque vamos deixar um legado”. Lula, contudo, afirmou que chegar ao governo não é o mesmo que chegar ao poder, “Há instituições poderosíssimas”, colocou.


Sob o olhar atento da militância comunista, Lula falou também sobre o papel do Brasil na região e as dificuldades de construir a Unasul. “O Brasil não pode se comportar como se tivesse a hegemonia. Tem que ser como um companheiro mais velho, contemporizar”. E divertiu-se ao dizer que propôs a criação dos Conselhos de Defesa e de Combate ao Narcotráfico na Unasul, para poder dizer: “Obama, não precisamos de bases militares. Vamos cuidar nós mesmos do combate ao narcotráfico e você vá cuidar dos consumidores”.


Manipulação da informação



Embora não tenha feito questionamentos diretos a veículos de comunicação, o presidente por várias vezes mencionou o fato de as informações importantes sobre o país não chegarem à população. E chegou a dizer que, se dependesse de alguns meios de comunicação, ninguém saberia de nada.


O presidente citou manchetes de jornais. “Uma delas, dizia: contra Lula, o PSDB treina cabos eleitorais no Nordeste. Ou seja, é um pouco o que os alemães faziam com os judeus. Ou seja, vamos treinar gente para não permitir que eles sobrevivam”, comparou o presidente.





A íntegra do discurso está no Vermelho. Outras notícias:



Lula pede nova "governança mundial" com mudanças no FMI e no BM Londres, 5 nov (Agencia EFE).- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu nesta quinta-feira em Londres uma nova "governança mundial", que garanta mudanças em instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM).

Combate à pobreza rende prêmio a Lula O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe na próxima quinta-feira, 5 de novembro, em Londres (Inglaterra), um prêmio concedido pela Chatham House como reconhecimento pela sua atuação nas relações internacionais e na condução da política econômica e social brasileira.

Lula recebe prêmio por sua atuação na política econômica e social Na próxima quinta-feira (5) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe, em Londres, na Inglaterra, prêmio concedido pela Chatham House como forma de reconhecimento por sua atuação nas relações internacionais e na condução da política econômica e social brasileira.


Mais um suicídio de preso político nas prisões italianas! Por quê?



Importante mensagem do Comitê de Apoio aos Refugiados Políticos(CARP):

Mais um suicídio de preso político nas prisões italianas! Por quê?

Na Itália, nos primeiros dez meses deste ano, 61 presos optaram pelo suicídio no lugar de ficar nas “seções especiais de isolamento” que os Tribunais impõem através do artigo 41bis a todos os presos considerados “perigosos”. Agora o 62º suicídio por enforcamento foi da militante das Brigadas Vermelhas, Diana Blefari Melazzi, (38), por não agüentar mais o sistemático isolamento, após seis anos e meio de prisão.

Apesar do que foi veiculado na revista Carta Capital (a mando do então Sub-Secretario das Relações Exteriores italiano, Donato di Santo e de então embaixador italiano, Valensise) para os terroristas o 41bis é obrigatório e a cadeia perpetua (ergástulo) é mantida para todos os presos políticos que não colaboraram durante as investigações.

Para Diana Blefari Melazzi (38) o suicídio por enforcamento foi a trágica saída do regime de isolamento especial. Presa em 2003 e condenada à prisão perpetua em 2005, a ex-brigatista, Diana Blefari Melazzi começou, logo a manifestar “problemas psicofísicos tanto que nos últimos quatros anos foi submetidas a 30 pericias psiquiátricas, além de várias “medicações” no hospital psiquiátrico penitenciário de Montelupo Fiorentino, depois na prisão de Sollicciano, na penitenciária de L’Aquila e por último no complexo penitenciário de Roma (cárcere de Rebibbia).

Seus advogados e os familiares pediam, apenas, uma transferência para uma clinica psiquiátrica onde fazer um tratamento específico e uma vez curada, voltar na penitenciária. Pediam, também, que em função de suas doença lhe fosse retirado o 41Bis, isto é o isolamento nas seções especiais para “terroristas”.

Após o suicídio da ex-brigatista, Luigi Manconi, Sub-Secretário de Justiça do anterior governo de centro-esquerda, declarou ao jornal La Repubblica “No meu tempo foram feitas dezenas de pericias psiquiátricas, segundo as quais resultou, sem nenhuma dúvida, que a Blefari sofria com graves distúrbios mentais. Mesmo assim a magistratura nunca quis tomar conta disso”.

O atual ministro da Justiça do governo Berlusconi, Angelino Alfano, após o anúncio do suicídio declarou em conferencia de imprensa que “... A estabelecer que Diana Blefari Melazzi pudesse suportar a prisão, mesmo tendo em conta seu estado psicofísico, foram os magistrados do Tribunal, visto que não é o ministro que decide quem deve ficar ou não nas prisões”.

Por isso, Caterina Calia e Valerio Spigorelli, os advogados da brigatista Diana Blefari Melazzi, no dia 02 de Novembro convocaram uma conferencia de imprensa para denunciar que “... Diana Blefari Melazzi não foi tratada porque era uma terrorista das Brigadas Vermelhas: e foi por isso que ela chegou facilmente ao suicídio, sem alguma intervenção por parte do tribunal e das autoridades penitenciárias. Se ela fosse acusada de crimes comuns, certamente teria sido tratada, mas por ser acusada de terrorismo, prevaleceu a tendência do Estado de optar pelo poder da punição esquecendo, o direito de salvar uma pessoa”.

Os advogados, diante dos jornalistas, acusaram o sistema judiciário e penitenciário italiano de ter implementado, desde 1978, um regime de isolamento especial para os presos políticos que prevê uma destruição psicofísica, sobretudo, no caso d aqueles que não colaboraram com os investigadores. De fato, o suicídio da brigatista acontece 15 dias após o interrogatório dos agentes da polícia política DIGOS, na prisão Rebibbia. Será apenas uma casualidade?

O regime especial do 41Bis não provocou apenas o suicídio de Diana Blefari Melazzi. Desde 1974 até hoje foram registrados 13 “suicídios” de presos políticos (Bruno Valli, 1974; Lorenzo Bortoli, 1981; Francesco Berardi, 1979; Eduardo Arnaldi, 1980; Marino Pallotto, 1980; Alberto Buonoconto, 1980; Manfredi De Stefano, 1984; Dario Bertagna, Mario Scrocca, 1987; Claudio Carbone, 1993; Edoardo Massari, 1998; Maria Soledad Rosas, 1998). Sem considerar os outros presos políticos que morreram por “causas naturais”, apesar seus advogados dizer que isto aconteceu por falta de tratamento médico nas prisões especiais onde e estavam, como resultou evidente nos casos de Fabrizio Pelli (leucemia) e Nicola Giancola (enfarte).

Diferentemente do juiz Franco Ionta, responsável do DAP (Departamento Penitenciário), Angiolo Marroni, responsável da situação dos presos na região Lazio sublinha “...Ninguém quis tomar conta do caso, de fato em 2007 foi lançado o alarme quando eu denunciei que a condição física da Blefari havia piorado tornando-se um sujeito esquizofrênico e inabilitado psiquicamente”. (tradução do jornal La Repubblica de 02/11/2009) .

O suicídio anunciado de Diana Blefari Melazzi obriga a fazer uma reflexão sobre o suicídio anunciado de Cesare Battisti. De fato, por uma vez, apenas uma vez é necessário perguntar: se as prisões italianas são assim rósea e humanitárias, tal como foram apresentadas por um ex-juiz brasileiro, por que nos últimos nove anos registraram mais de 510 suicídios por enforcamento nas prisões italianas?
Se os presos políticos (não arrependidos) e condenados a prisão perpétua teriam possibilidade de sair em apenas 12 anos, tal como escreveu o comentarista de Carta Capital, porque a cada ano se registra o suicídio de um ou dois deles?
Será que tudo isso é casual? Ou será que a condenação à cadeia perpetua, associada ao isolamento especial do 41Bis, é, ainda, a “solução ideal” para provocar a destruição psíquica e a auto-eliminação dos antigos inimigos do Estado?

Rio de Janeiro,
Comitê de Apoio aos Refugiados Políticos (CARP)

sábado, 7 de novembro de 2009

Voto do ministro Joaquim Barbosa no caso Battisti. Uma aula!

Vale a pena assistir ao voto/aula do ministro Joaquim Barbosa no julgamento conjunto da extradição (EXT 1085) de Cesare Battisti e do mandado de segurança (MS) 27.875. Barbosa seguiu a divergência iniciada pela ministra Cármen Lucia e votou contra a extradição do italiano. O voto do minitro deu-se no dia 11 e o julgamento começou no dia 9 de setembro de 2009.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Marighella é homenageado, finalmente



Lula chama Marighella, morto há 40 anos, de "herói"



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse no Recife que o País precisa prestigiar os seus "heróis", como o guerrilheiro de esquerda Carlos Marighella, morto em 4 de novembro de 1969, há 40 anos.




"Os congressistas têm, de vez em quando, de lembrar as figuras que fizeram alguma coisa importante no nosso país, porque somos um país sem muitos heróis. Talvez porque nós fomos sempre colonizados e colônia não pode ter herói, então, temos vergonha de reconhecer nossos heróis", declarou o presidente.




Acho que precisamos saber de todas as pessoas que tentaram, em algum momento, construir alguma coisa importante e não ter vergonha de começar a criar nossos heróis, senão as pessoas vão morrendo, vão ficando desapercebidas e daqui a pouco só é herói aquele que está na novela e morre."

Agência Estado

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O Dia de FHC - 2 de novembro

O que se pode depreender das linhas escritas pelo tucano que queria ser corvo? FHC se especializou na arte do embarque em canoas onde o lugar do náufrago está antecipadamente destinado ao canoeiro de ocasião. Julgava estar redigindo um artigo que funcionaria como divisor de águas. Mas afundou junto com ele. Escreveu o seu próprio réquiem, levando junto velhos próceres do PSDB. Um trabalho e tanto. Extremamente apropriado para leitura no dia 2 de novembro.


Um ótimo artigo do prof. Gilson Caroni, merece ser lido. Vá ao Vermeho.



O texto mal escrito, sem sentido em muitos parágrafos, revela um erro de cálculo político sem precedentes. Contrariando seus aliados, que desejavam vê-lo distante da campanha do PSDB para presidente em 2010, FHC trouxe para o próximo pleito a comparação entre a política econômica do governo e a da gestão petista: A única polarização que a direita não queria. Imaginando-se um estrategista, virou um fardo pesado para as possíveis candidaturas de José Serra e de Aécio Neves. Triste para o prestigiado sociólogo, deplorável para o experiente político.

Comparações são ociosas, mesmo porque cada polemista tem o seu tempo na história. Mas não é de hoje que o sonho do“"príncipe dos sociólogos" é ser um Carlos Lacerda redivivo. Vê a si próprio como um panfletário versátil e demolidor, capaz de usar as palavras como metralhadoras giratórias nas mãos de um guerrilheiro. O problema é que seu estilo é tosco e seus escritos ininteligíveis. Não é capaz de açular os medos da classe média, mesmo usando os velhos ingredientes que vão da ameaça de uma república sindicalista a um quadro incontrolável de corrupção. Não aprendeu que, sem o apoio das bases sociais que o acompanham, seu suposto prestígio pessoal conta pouco.

Adeeeus, adeeeus ...
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Famiglia. E a Caixa Preta, ein?

O cinismo desse Ministro é ilimitado. Venal, sabe fazer o papel de porta voz do setor mais retrógrado da sociedade. Sem escrúpulos em fazer negócios promíscuos, mesmo exercendo função tão alta na corte.

Mulher de Gilmar Mendes vai trabalhar com advogado de Dantas. É a Grande Família!





A colonista(*) Mônica Bergamo informa na Folha(**) de hoje que a mulher de Gilmar Dantas (***) vai trabalhar como "gestora na área jurídica (?) do escritório do advogado Sergio Bermudes, do Rio, membro de uma Grande Família."


A colonista(*) Mônica Bergamo é excepcionalmente diligente e bem informada, até certo ponto.




Por exemplo.

Tão bem informada, ela se esquece de informar que Sergio Bermudes é um dos notáveis advogados dos 1001 advogados da milícia judicial de Daniel Dantas.


Ou seja, a mulher do juiz que, deu em 48hs, dois HCs a Daniel Dantas vai trabalhar com o advogado de Dantas.



Viva o Brasil!


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Em tempo: uma das últimas manifestações públicas da devoção de Bermudes à Gilmar Dantas(***) foi escrever um furibundo artigo na Folha(**) contra o corajoso ministro Joaquim Barbosa, porque se recusa a receber advogados como Sergio Bermudes.

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(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (****) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.


(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da "ditabranda", do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.


(***) Acompanhe aqui, amigo navegante, como um ilustre jornalista do Globo, do Globo!, se refere a Ele.


(****) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político - o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


* Jornalista. Conversa Afiada - Máximas e Mínimas 1254 http://www.paulohenriqueamorim.com.br/
 
Fonte: Adital.
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domingo, 18 de outubro de 2009

LIVRO BOMBA ACUSA FHC DE RECEBER MILHÕES DE DÓLARES DA CIA

O amigo Pedro Aires, em seu Blog Crônicas e Críticas da América Latina, chama a atenção para o livro da jornalista e historiadora inglesa Frances Stonor Saunders, resultado de uma pesquisa de cinco anos, lançado inicialmente na Inglaterra, "Quem Pagou as Contas? A CIA na Guerra Fria da Cultura".

O livro conta com detalhes a ação da Cia cooptando e corrompendo no meio cultural. Apresenta nomes, documentos e dados de fazer cair o queixo.

Pode-se encontrar c livro em todas as livrarias e é provável que esgote logo, já que estamos em ano pré eleitoral.

Leia abaixo o artigo e, se quiser, uma breve entrevista da autora na Folha de São Paulo aqui. E, ainda na Folha, de como a CIA derrubou a candidatura do grande Pablo Neruda para o Prêmio Nobel aqui



Nunca engoli essa história de Fernando Henrique exilado. Não me passava pela cabeça que um filho de um graduado militar do exército (General) viesse a ser exilado. Exilado para o Chile, onde outra ditadura militar governava? Porque não teve o destino dos outros exilados, tal como: Cuba, União Soviética etc? Isto sempre me cheirou mal. Hoje tenho absoluta convicção que ele sempre esteve a serviço de interesses outros que não os do Brasil. Vou providenciar a compra imediata desse livro, com certeza.


É SEMPRE BOM LEMBRAR O QUE FEZ O FHC NA PRESIDÊNCIA!!!


FHC enterrou o sonho de todo brasileiro da minha geração. O "maior estadista do mundo" foi apenas, e tão somente, leiloeiro do Brasil no pós guerra fria, o cara que entregou o controle de nossa economia ao Império Anglo-saxão.

DEVEMOS LER ESTE LIVRO!!!

OBRA DE UMA PESQUISADORA INGLESA

Abaixo, informe do jornal Correio do Brasil sobre um livro recém editado por uma pesquisadora inglesa que abre algumas caixas pretas das ligações entre o alto tucanato e a CIA.

LIVRO BOMBA ACUSA FHC DE RECEBER

MILHÕES DE DÓLARES DA CIA !

Mal chegou às livrarias e Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da culturajá se transformou na gazua que os adversários dos tucanos e neoliberais de todos os matizes mais desejavam. Em mensagens distribuída, neste domingo, pela internet, já é possível perceber o ambiente de enfrentamento que precede as eleições deste ano. A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: Quem "pagava a conta" era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002.

O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa.

"Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: "Consistente e fascinante" (The Washington Post). "Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA" (Spectator). "Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente" (The Times).

DINHEIRO DA CIA PARA FHC

"Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap". Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro "Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível", da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O "inverno do ano de 1969" era fevereiro de 69.

FUNDAÇÃO FORD

Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.

AGENTE DA CIA

Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro "Dependência e desenvolvimento na América Latina", em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos. Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma "personalidade internacional" e passou a dar "aulas" e fazer "conferências" em universidades norte-americanas e européias. Era "um homem da Fundação Ford". E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.

MILHÕES DE DÓLARES

1 - "A Fundação Farfield era uma fundação da CIA... As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos... permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas" (pág. 153). 2 - "O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça..." (pág. 152). "A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria" (pág. 443).

3 - "A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares... Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos... com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos" (pág. 147).

FHC FACINHO

4 - "Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante" (pág. 123).

5 - "Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil" (pág. 119).

6 - "A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana" (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.

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João Claúdio Platenik Pitillo
 ivanproenca@gmail.com
REDE PÚBLICA do MORENA - Círculos Bolivarianos
morena.circulosbolivarianos@gmail.com
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A Bela Carta de Fred Vargas



Paris, França, 12 de Outubro de 2009




Prezado Walter Maierovitch,



Ao me atacar, ou incansavelmente atacar Cesare Battisti, o senhor está golpeando alvos fáceis e sabe disso. Pois do seu lado, e não do nosso, estão o poderoso governo italiano e sua embaixada.



Desde mais de dois anos o senhor vem se fazendo o eco do governo italiano, cuja pressão, por intermédio da imprensa, efetuou a proeza de transformar Cesare Battisti, um total desconhecido, um escritor pacífico, num “monstro” imaginário, num homem jogado à opinião pública a custo de incontáveis mentiras. Isso o senhor sabe, isso o senhor tem feito, a despeito do parecer dos maiores e mais respeitados juristas brasileiros. Obedecendo a motivações que desconheço, o senhor apóia esse governo italiano. Quanto a mim, represento modestamente a História. Pois é este meu ofício, sendo pesquisadora em história e arqueóloga antes de ser escritora.



Entre o atual governo italiano e a História ou, em outras palavras, entre a política e a justiça, o combate está hoje desigual para Cesare Battisti. Mas, e amanhã? A História sempre triunfa diante das indignidades da Pequena história, mesmo que tenham de se passar dez, ou cem anos. De modo que o senhor talvez vença hoje (bela vitória, de fato, essa da morte de um homem), mas há de perder amanhã perante a História.



O senhor conhece os invariáveis movimentos da opinião pública: iludida pelo discurso da mídia, sem tempo para analisá-lo, aceita a “presa” que lhe oferecem. Tão logo é abatida essa presa, porém, tão logo cessa o “perigo”, sua sabedoria desperta e ela acaba dando a volta, pedindo para conhecer “o outro lado”. Nessa lei da inversão não existe exceção. Assim, quando Cesare Battisti estiver preso, ou morto, a opinião pública irá dar a volta. E há de escutar “o outro lado”, o lado da verdadeira História. Creio que seja honesto apresentar-lhe esta verdade.



Suponho que o senhor conheça o nome dos três únicos e verdadeiros assassinos do grupo armado dos PAC, assim como o de seus cúmplices ou instigadores. Cesare Battisti não se inclui entre eles. Esses homens e mulheres constituíram-se “arrependidos” e combinaram entre si jogar seus próprios crimes nas costas de Battisti. Arriscados a pegar pesadas penas, juntos optaram por acusar em seu lugar um companheiro ausente, e a este preço salvaram suas vidas. É algo que podemos compreender, mas em hipótese alguma podemos aceitar que ainda hoje essa falsa denúncia possa condenar Cesare Battisti, o único entre eles que ainda se encontre preso.



Se excetuarmos as denúncias desses homens e mulheres, eles próprios assassinos ou cúmplices de assassinos, o senhor não foi capaz de publicar um único testemunho digno desse nome, nem um único elemento material que definisse a culpa de Cesare Battisti. Que belas testemunhas, de fato. Todos esses arrependidos estão hoje em liberdade, alguns desde muito tempo, tal como o chefe do grupo, Pietro Mutti, seu “subchefe” Cavallina, e os quatro homens do comando que matou Torregiani. Cesare Battisti foi o único condenado à prisão perpétua, não tendo ninguém para garantir sua defesa. Pois, como suponho que saiba, eram falsas as três “procurações” por meio das quais ele foi representado em seu segundo julgamento. Se for de seu interesse, podemos publicá-las em Carta Capital. Suponho que saiba igualmente que houve um primeiro julgamento coletivo dos PAC, ao qual Cesare Battisti esteve presente e que não o condenou por nenhum dos quatro homicídios. A Itália o terá informado sobre esses fatos, ou será que o induziu em grave erro?



Cesare Battisti jamais matou ninguém. O chefe Pietro Mutti foi acusado de ter atirado em Santoro. Ameaçado de prisão perpétua, acusou Battisti em seu lugar e apontou Spina como sendo sua cúmplice. Ocorre que Spina foi declarada inocente. Mutti mentiu novamente, acusando Battisti de ter atirado em Sabbadin (o qual pertencia ao partido fascista MSI e tinha por sua vez matado um homem). Giacomin, porém, confessou ter ele próprio atirado. O senhor sabia disso? Então Mutti, mais uma vez, acusou Battisti de ter “planejado” o crime contra Torregiani (um homem de extrema direita que também já havia matado um homem, o que explica, embora não justifique, as represálias do grupo dos PAC), sendo que as reuniões foram realizadas no apartamento do próprio Mutti. O qual mentiu novamente ao acusar Cesare de ter atirado em Campagna, sendo que a arma pertencia ao assassino de Torregiani e que uma testemunha descreveu um agressor vinte centímetros mais alto que Battisti. O juiz Armando Spataro, por sua vez, aceitou procurações que sabia serem falsificadas, aceitou as mentiras dos arrependidos, e foi informado sobre as torturas.



Cesare Battisti não “fugiu da justiça”. Ele já havia sido julgado e condenado a 12 anos de prisão por “subversão”. Como poderia imaginar que seria julgado uma segunda vez pelos mesmos fatos?



É certo que durante a presidência de Jacques Chirac, amigo de Berlusconi, a mais alta Corte de Justiça francesa e a Corte Europeia concederam a extradição. Como? Por quê? Na Europa, não se pode mandar para a prisão uma pessoa que não tenha comparecido ou sido representada em seu processo. Ora, essas Cortes foram informadas de que as “procurações” de Cesare Battisti eram falsificações, forjadas pelos arrependidos de modo a que sua futura condenação se tornasse irrevogável. Era esse um obstáculo intransponível. De que maneira essas Cortes puderam superá-lo? Fechando os olhos e considerando as procurações como verdadeiras. O senhor sabia disso?



Sim, a justiça dos anos de chumbo recorreu regularmente à tortura. Foram denunciados treze casos só no primeiro processo coletivo dos PAC. Coloco esses depoimentos à sua disposição.



Sim, os tribunais italianos, quase todos dirigidos por juízes associados ao Partido Comunista, então aliado ao governo de Democracia Cristã, condenaram 4.700 ativistas de extrema esquerda, e deixaram em paz todos os de extrema direita, embora estes tivessem causado muito mais mortes com seus atentados a bomba.



Sim, o próprio ministro do Interior daquela época, Francesco Cossiga, que organizou a repressão e posteriormente foi duas vezes Presidente da República italiana, se manifesta a esse respeito. Coloco as declarações de Cossiga à sua disposição, assim como todos os elementos que provam a inocência de Cesare Battisti, propondo que os publique em primeira mão antes que sejam publicados por outro veículo.

Existe uma opção intelectual e moral a ser feita entre a versão política enganosa do governo italiano e a versão baseada na autenticidade dos documentos e na tenacidade da História. A escolha é sua, entre as mentiras do tempo imediato e o veredicto de amanhã.



Atenciosamente,



Fred Vargas
Fred Vargas (Frédérique Audoin-Rouzeau) é historiadora, arqueóloga e escritora francesa.

Encomenda de índices e resultados. Um negócio rentável.

O Ibope vem se tornando, nos últimos anos, um instituto reconhecido por fazer pesquisa por encomenda. O problema, nesse caso, é quando os resultados são encomendados


Caetano De’Carli*, em 15/10/2009




O Ibope vem se tornando, nos últimos anos, um instituto reconhecido por fazer pesquisa por encomenda. Até aí, não há em tese um problema muito grave, já que toda pesquisa é encomendada por alguém - seja partidos políticos, canais de televisão, governo etc. O problema, nesse caso, é quando os resultados são encomendados.





Numa pesquisa encomendada pela CNA, o Ibope comete um erro metodológico grotesco a ponto de desconfiarmos da sua capacidade técnica ou da sua intenção política. O método de amostragem ouviu mil entrevistados em 9 assentamentos no Brasil e gerou resultados estatísticos que vão de encontro a uma pesquisa de pelo menos 5 anos do IBGE. Qual é a questão metodológica envolvida na amostragem? De fato, os mil entrevistados não são representativos no contexto geral da Reforma Agrária, já que há assentamentos que, sozinhos, possuem mais gente do que isso.




Mas o erro mais grave, nesse caso, se refere aos 9 assentamentos. Qualquer indivíduo que já visitou um assentamento de Reforma Agrária sabe que há uma tendência, entre as famílias assentadas em um mesmo assentamento, a ter realidades similares. Nesse caso, metodologicamente, não só a quantidade e a variedade de entrevistados devem ser representativas, mas também a variedade e quantidade dos assentamentos de Reforma Agrária. Fazer uma pesquisa nacional somente em 9 assentamentos é uma metodologia tão tosca quanto se fosse somente 9 o número de entrevistados.





Além do mais, a categoria “assentamento” inclui não só os assentamentos do MST e outros movimentos sociais que estão inseridos na luta do povo brasileiro por uma Reforma Agrária justa, mas também os projetos de colonização implementados no período militar. Se fosse intenção do Ibope realizar uma pesquisa para avaliar a produtividade dos assentamentos de Reforma Agrária, deveriam ser tomados todos esses cuidados que os técnicos do Instituto bem conhecem.




A pergunta que fica é: por que isso não foi feito? Será que isso se relaciona com quem pagou a pesquisa? Será que se relaciona com uma série de ataques que a mídia, tão complacente com os crimes do agronegócio (atualmente o Jornal Nacional usa a palavra “suposto” para falar do Massacre de Eldorado dos Carajás), realiza sobre o MST? O Ibope, definitivamente, deu outro significado para o termo “pesquisa realizada sob encomenda”.





* Historiador, doutorando pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e militante do MST

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Democracia da Comunicação neles!!!

Emir Sader: Os Frias defendem a democracia contra as crianças brasileiras



Emir Sader fala da crítica da empresa Folha de São Paulo ao governo federal, que anunciou a doação gratuita de uniformes escolares para 50 milhões de crianças com recursos públicos. Provavelmente, diz ele, os Frias prefeririam que fizesse como os governos tucanos que fazem doação mediante anuncio de empresas nos uniformes das crianças para engordar os cofres da prefeitura.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

“Opinião partidarizada, travestida de jornalismo”



A frase do título é de Anita Dunn, Diretora de Comunicação da Casa Branca)

“... temos de ser mais enérgicos, em vez de sempre dar explicações, fugir do debate ou só nos defender" – “A imprensa vive de falar. (...) por isso, a imprensa sempre pode usar qualquer mínima coisa e converter em notícia, mesmo que, para isso, os fatos sejam distorcidos. Por que precisamos aceitar isso?". Disse, na semana passada, em rede nacional, Anita Dunn, Diretora de Comunicação da Casa Branca, acusando a Rede Fox News de funcionar como uma organização política, “apêndice do Partido Republicano”.

A paciência da Casa Branca começou a desabar em setembro, quando o New York Times publicou, em primeira página, que há um "crescimento nas pesquisas de pais e mães preocupados com o conteúdo do discurso de Obama para crianças e adolescentes" O estranho é que essa publicação ocorreu antes mesmo de o jornal, e os “pais e mães” conhecerem o teor do correto discurso presidencial. Some-se o caso do Washington Post, a distorcer legítimas nomeações de Obama para a Administração Federal.

"Trata-se de opinião partidarizada, travestida de noticiário e de jornalismo", diz Anita Dunn. Esse “modismo”, a sensibilidade política de Gramsci credita ao conservadorismo, cada vez que se torna fraco, na luta pelo poder. É quando a imprensa assume o comando da agenda oposicionista e ocupa seu lugar. Muitas vezes, com um propósito golpista implícito. Ou não é que vem acontecendo no Brasil? Não é diferente o processo na Argentina. Quem, senão a mídia, comandou o golpe contra Chávez em 2002?

O caso da Casa Branca é mais fácil de resolver porque nos EUA, como nos principais países da Europa, não existe a esculhambação latina da propriedade múltipla dos meios de comunicação, nem se convive com tal concentração da propriedade televisiva. É justamente o que vem corrigir a nova Lei Audiovisual de Cristina Kirchner. Recém aprovada por ampla maioria no parlamento argentino, com apoio dos sindicatos dos jornalistas, ela inibirá o monopólio que transforma a Argentina em feudo do Grupo Clarín.

A lei prevê que as organizações da sociedade civil, não-governamentais, terão acesso a um terço do espaço audiovisual, igual que as mídias públicas e privadas. Ela impede também uma mesma empresa de possuir um canal aberto e um canal a cabo na mesma região. É por isso que a Lei Cristina é tratada pela mídia brasileira como um “instrumento de força contra a liberdade de expressão, para prejudicar o Clarín”. Uma defesa corporativa, pois não é segredo que também há muito o que se consertar por aqui.

Sidnei Liberal

Leia na íntgra no Boletim  H S Liberal

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Aos fatos: a área é grilada.

João Pedro Stedile, integrante da coordenação nacional do MST , desmente as acusações de vandalismo na área da Cutrale, denuncia as consequências da exploração da empresa e cobra apuração dos fatos.


O fato de a área ser grilada, confirmado pelo Incra, não é algo secundário. Esse é o fato. Um dos princípios que o MST respeita é a autonomia das familias de nossa base tomar suas decisões, a partir das circunstâncias que vivem. As familias estão acampadas há mais de cinco anos. Entendemos a indignação daquelas familias. À distância, a população pode achar que derrubar pés de laranjas foi uma atitude desnecessária. A direita, por meio do serviço de inteligência da PM, soube utilizar as imagens contra a Reforma Agrária, se articulando com a Rede Globo para usá-las insistentemente. Nunca a Globo denunciou a grilagem, nem a superexploração que a Cutrale impõe aos agricultores.

Leia a entrevista de Stédile aqui

Los Cinco Heroes

Los Cinco Heroes
http://www.injusticia.cubaweb.cu

LOS PRESOS POLÍTICOS COLOMBIANOS NO SON TERRORISTAS SON LUCHADORES DEL PUEBLO POR LA LIBERTAD.

LOS PRESOS POLÍTICOS COLOMBIANOS NO SON TERRORISTAS SON LUCHADORES DEL PUEBLO POR LA LIBERTAD.
"Hay momentos en la historia en los que no solamente es lícito, sino obligatorio, tomar las armas contra el poder social que traiciona su misión; y la revolución se convierte en necesidad imprescindible para un pueblo oprimido.” (Pessina)