Certas revistas adotaram o jornalismo de ocasião, o sensacionalismo como opção comercial. Para manter as assinaturas de quem pode jogar dinheiro fora ou ainda não percebeu - talvez porque nem leia - que já não há ali uma fonte confiável de informação. Ou para garantir-se como notícia em si mesma. Mais adequado seria indicá-la como folhetim de humor (pouco refinado) e campeã em "pérolas". Mas se repete tanto... Recomendo a leitura o artigo de Washington Araújo: A reinvenção e o veneno Por Washington Araújo em 24/11/2010, Observatório da Imprensa | |
| E pensar que o noticiário dos jornais diários mudou completamente em 30 dias! As grandes apostas dos diários em 22/10/2010 eram feitas em cima do caso da bolinha de papel que havia "quicado" na calva de José Serra. O SBT e a Globo travavam sua disputa com os poucos elementos da verdade: foi uma bolinha inofensiva ou esta teria sido apenas o primeiro objeto arremessado contra o então candidato tucano? O trololó da quebra de sigilo fiscal de Verônica Serra e mais 3.999 cidadãos brasileiros ainda reverberava com indícios de que quem estava por trás de tudo era o jornalista mineiro Amaury Junior. A peregrinação de Dilma Rousseff e José Serra por templos religiosos aparecia com menor força. O personagem escaldado Paulo Preto continuava naquele lusco-fusco: merece freqüentar capas de jornais ou não? E o mais que tínhamos eram as pesquisas intenção de voto no segundo turno. Todas dando vantagem de Dilma variando de 10 a 12 pontos sobre Serra. É impressionante a capacidade de envelhecimento que as notícias têm. Os jornais, porque estou aqui mais focado nestes, parecem clínicas pediátricas que na eternidade de 24 horas se transformam em robustas clínicas geriátricas. Os eventos pautados pela imprensa escrita no mês passado parecem coisas muitas antigas, datadas demais, passadas em excesso, meros esperneios inúteis e toda sorte de energia gasta para manter acesa a chama do jornalismo. E para isso, sem rodeios, se utiliza cada vez mais óleo da pior qualidade. Dito popular O jornalismo precisa se reinventar todo dia. Buscar forças não se sabe bem onde para continuar avante. Como toda profissão que seja digna a um ser humano, o jornalismo precisa de doses diárias de utopia. Não a utopia representada por "meros devaneios tolos a nos torturar". Nem a utopia que abarca amontoado de piedosas intenções. Penso na utopia de fazermos um jornalismo melhor, veraz, contundente na medida, correto e, também, sem segundas nem terceiras intenções, sem agendas sequestradas de grupos secretos como os Iluminati. Utopia que se preze é aquela que nunca se realiza. Está sempre pendurada no horizonte. E fica no horizonte para termos certeza de que nunca a alcançaremos. E quanto mais nos aproximamos da utopia mais ela recua. Avançamos quatro passos ela recua quatro passos. Mas ainda assim a utopia tem sua serventia. Ela serve unicamente para nos fazer caminhar. O jornalismo deve nos fazer crer que é possível viver para além da infâmia, dos escusos jogos de interesse. E nos alertar para quando estivermos prestes a confundir o destino com o tempo presente. Sem a dose de utopia diária fica quase impossível manter essa certeza de que amanhã o mundo pode ser bem diferente do que é hoje. Em uma época marcada pelo "vale quanto pesa", falar em utopia parece ser o absoluto nonsense. É que há que se transformar a utopia em ações esculpidas na realidade nossa de cada dia. E voltamos a pensar sobre o destino de irmãos siameses a atar os fins e os meios. Estava em meio a tais pensamentos quando, num estalo, pensei sobre as relações dos meios de comunicação com aqueles por ela eleitos como "desafetos". Refiro-me mais recentemente à cruzada da revista Veja para menosprezar, ridicularizar o cantor e compositor Chico Buarque. E tudo por causa de Prêmio Jabuti. E tudo porque a imprensa parece desconhecer o que há muito reza o ditado popular: "Todo mundo sabe que jabuti não sobe em árvore. Se lá está é porque alguém o colocou". Este Observatório publicou excelentes textos sobre o tema (ver "A política dos prêmios literários", "Quem garfou quem" e "É grave mas ninguém dá bola"). "Cansaço e irritação" Comecemos pelo começo, já nos ensinava Heidegger. Chico Buarque é tímido e sempre foi tímido. Assume que não tem medo de público. Ao contrário, sente pânico. E de onde vem esse mal-estar logo que o artista sobe ao palco? É que Chico sabe que ali, naquele buraco negro que é a boca de cena, estará à frente de centenas, milhares de pessoas. E sofre com isso. Em suas palavras: "A gente é visto sem ver. Terrível". Para um tímido de carteirinha, com crachá e tudo, deve ser no mínimo desagradável ficar sabendo que a revista da Abril não lhe perdoa o sucesso. Como dizia Tom Jobim, velho amigo e grande parceiro de Chico, "se existe uma coisa que o brasileiro não perdoa, esta é o sucesso". Afinal, em que grama a imagem, a obra e a vida de Chico Buarque seria aumentada – ou diminuída – por haver sido contemplado com o Prêmio Jabuti? Longe de ser privilegiado ao receber um prêmio, seja de música ou de literatura, outra constatação evidente é que é bem mais plausível que Chico agregue valor ao prêmio que o contrário. Não seria obrigação de jornalistas minimamente informados beber do senso comum e dar conta de que Chico é hiperfacetado, pode ser apreciado como cantor, compositor, roteirista e teatrólogo ou então como escritor e pensador? Chico nem reivindica qualquer aprovação, selo de qualidade ou beneplácito dessa ou de outra imprensa. A timidez buarquiana deixa evidente que se existe algo que ele recusa é o tal rótulo da unanimidade. Não precisa ser unanimidade – até porque a palavra ficou amaldiçoada depois de andar de braços dados com a burrice, segundo a verve de Nelson Rodrigues. A verdade é que o irmão de Raízes do Brasil – sim, porque falam que livro é como filho e seu pai Sérgio Buarque de Hollanda simplesmente brindou nossa cultura com esta obra – trafega na cultura brasileira com passe livre, 24 horas ao dia, 365 dias ao ano, sendo festejado nos papos da Zona Sul carioca e também nas quadras das escolas de samba dos morros dessa cidade. Não à toa foi referido por Dona Zica como "Chico Buarque de Mangueira". Sua vida, sua música, seus livros, suas peças, tudo isso foi tema do samba enredo da Estação Primeira de Mangueira em 1998. | |
sábado, 27 de novembro de 2010
Mais do Mesmo
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domingo, 21 de novembro de 2010
A FOLHA DEU UM TIRO NO PÉ
José Flávio Abelha*
A grande novidade que O Globo exibiu hoje não pode ser considerada um 'furo jornalístico', no jargão midiático. Quando muito, o carro-chefe dos Marinhos fez um buraco, e que estrago, na débil credibilidade de uns tantos periódicos e hebdomadários e, indo mais longe, na banda podre da mídia brasileira.
Quando a Folha insistiu em abrir o que ela pensava ser a caixa-preta da candidata Dilma e o STM negou, um pensamento me perseguiu até hoje, dia 19 de novembro de 2010: a insistência da Folha é um TIRO NO PÉ.
Elementar, meu caro Watson, preste a atenção na linguagem silenciosa dos detalhes!
Elementar, meu caro Watson, preste a atenção na linguagem silenciosa dos detalhes!
Inês Etiene Romeu, irmã da minha saudosa amiga Beth, foi declarada desaparecida mas estava enterrada viva em um sítio nas cercanias de Petrópolis, onde ficou mais de 1 ano, tirante o antes, nas mãos carinhosas do famigerado delegado Fleury. Washington Alves, sua filha Jessy Jane e demais familiares foram presos, torturados, trocados por embaixadores e asilados na Suécia. Walkyria Afonso Costa, desapareceu nas margens do Rio Araguaia, até hoje insepulta. Em um edifício do Conjunto Santos Dumont, em Belo Horizonte, morava um senhor paraplégico, preso a uma cadeira de rodas e sem fala, tal qual foi entregue à família depois de meses de tortura. Era bancário, jovem, atuante no seu sindicato e participante dos movimentos de protestos contra a ditadura implantada no dia 1º de abril de 1964. E muitas outras vítimas do torturador Daniel Antonio Mitrioni e americanizado Dan Anthony Mitrioni ou Dan Mitrioni, que a CIA mandou para o o Brasil e Uruguai como "assessor agrícola" cuja função era ensinar a interrogar presos políticos, tão importante para os militares que mereceu nome de rua em Belo Horizonte, quando os Tupamaros o fuzilaram no dia 10 de agosto de 1970 no Uruguai, grupo esse chefiado pelo guerrilheiro José "Pepe" Mujica, hoje Presidente da República.
Por essa gota de informação, pode-se ver que uma assassina, assaltante e mais adjetivos que recebeu a candidata Dilma durante a recente campanha eleitoral, depois de torturada, não ficaria menos de três anos na prisão. Com o negro quadro biográfico que a oposição apresentou, a candidata seria hoje, tão somente, uma lembrança amarga para a família Rousseff, um nome numa lápide, se cadáver houvesse, haja vista que, atualmente, ainda existem cerca de 460 desaparecidos.
TIRO NO PÉ que a Folha deu, abrindo as portas do STM às várias famílias que desejam saber o que consta nos processos de seus entes, presos, torturados, desaparecidos.
Vamos saber agora porque o inesquecível Presidente Juscelino, depois de cada interrogatório no Forte Imbuí, urinava sangue e tomou um tiro no pé ao responder à idiota e humilhante pergunta: trabalhava? o que fazia?, ao que JK literalmente respondeu: entre outras coisas promovi você a coronel, seu filho-da-puta.
TIRO NO PÉ que a Folha deu, ao se ler palavras emblemáticas contidas no "secretíssimo" processo da assassina e assaltante Dilma Rousseff, que ponho em relêvo no texto abaixo:
1. Joana d'Arc da subversão. A padroeira da França também foi uma subversiva cujo castigo foi ser queimada viva. Passados mais de 400 anos, canonizada pelo Vaticano. Hoje é Santa Joana d'Arc.
2. Não se pôde COMPROVAR que tenha participado diretamente em nenhuma ação armada. Segundo os arquivos.
3. É uma figura feminina de expressão tristemente notável, mas com uma dotação intelectual bastante apreciável. (Dizem os arquivos que O Globo teve acesso). Sem parti pris, isso é um elogio e, convenhamos, "expressão notável" e "dotação intelectual bastante apreciável" não deixam de ser atributos positivos para uma pessoa que almeja ser Presidente.
4. Os grupos de inteligência das Forças Armadas não confirmaram sua participação direta em NENHUMA AÇÃO ARMADA, de acordo com os arquivos do Ministério Público Militar. Uma opinião pessoal: pode ser Presidenta ou seja lá o que for, neste episódio não se pode cogitar de uma "anistia", um deixa-pra-lá, um esquece, e sim, de um processo para que a tão decantada LIBERDADE DE OPINIÃO seja colocada nos trilhos. Uma coisa é Liberdade, outra, essa que vimos é Libertinagem.
5. Documentos que POUCO FALAM sobre vínculos de Dilma às guerrilhas urbanas contra a ditadura.
Concluindo, UM TIRO NO PÉ é pouco. Melhor dizendo, a Folha arrancou o próprio pé. Agora, o melhor a ser feito e meter a viola no saco e demitir o rapaz que serve o cafezinho na redação, autor das inverdades, mentiras assacadas contra a candidata Dilma. E os canalhocratas que repetiam tais afirmativas, naturalmente desejando implantar no Brasil uma canalhocracia finjam-se de morto, tirem umas férias, mandem a empregada dizer qualquer coisa, uma sugestão, férias em Paris. Pega bem, FHC deve estar lá tomando a sua champanhota.
Quando falam que a mentira tem pernas curtas, muitos não acreditam. Desta vez, a Folha pagou para ver. O STM mostrou. A Folha viu!!! O Brasil está vendo.
*Mineiro, autor de A MINEIRICE e outros livretes, reside na Restinga de Piratininga/Niterói, onde é Inspector of Ecology da empresa Soares Marinho Ltd. Quando o serviço permite o autor fica na janela vendo a banda passar.
Leia mais no Blog da Dilma: BLOG DA DILMA 13: A FOLHA DEU UM TIRO NO PÉ
Fonte: Blog da Dilma
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
A Falha x Folha - Um atentado à Liberdade. Democratas, uní-vos! Façam manifestos!
3 novembro
2010
Desculpe o post maior e menos bem-humorado do que o habitual, mas é importante. Como você sabe, fomos censurados pela Folha de S.Paulo. Além da liminar que tirou nosso site do ar sob ameaça de multa de R$ 1000 por dia, eles jogaram um processo de 88 páginas nas nossas costas, pedindo indenização por danos morais por conta de nosso ex-blog de paródia, o Falha de S.Paulo. A alegação? Uso indevido da marca (ã-hã). Abaixo, os principais pontos de nossa defesa, protocolada no Fórum João Mendes. E à direita, se quiser, você faz o download da íntegra do processo deles e da nossa resposta.
Resolvemos escancarar tudo por acreditarmos que qualquer pessoa de bom senso, ao analisar o caso com calma, chega rapidinho à conclusão de que essa história de uso indevido de marca é uma tremenda desculpa esfarrapada. Trata-se de uma censura das brabas, inaceitável. E atacar dessa forma brutal um pequeno blog independente está pegando mal. Ainda mais porque estamos falando do autoproclamado “Jornal do Futuro” (sic), que publica um editorial atrás do outro defendendo liberdade de imprensa. Se defender judicialmente tá dando um beeelo trabalho, mas vamos até o final. Até porque, se perdermos, vamos morrer com uma bolada que não temos para pagar a tal “indenização por danos morais” –o valor exato seria definido pelo juiz.
Na boa, não estamos conformados com essa barbaridade. Não achamos exagero dizer que o jornal está dando não só um tapa na nossa cara, mas na cara de todos os blogueiros do Brasil e de todos os que defendem a liberdade que a Folha tanto cobra. E, segundo os advogados que estamos ouvindo, não vai ser nada fácil ganhar a batalha na Justiça contra o gigante, e só o que podemos fazer agora é barulho. Se você também não concorda com isso, por favor nos ajude a denunciar essa palhaçada e a queimar o filme da Folha. Muito obrigado!
Bom, já falamos muito. Veja abaixo os principais pontos da nossa defesa, comentados (a íntegra tem 29 páginas. Se quiser ler tudo, é só fazer o download à direita).
Enfim, se você concorda com a Folha, mil desculpas pelo tempo perdido. Mas se você também acha isso um absurdo, por gentileza nos ajude a divulgar essa agressão ao maior número possível de pessoas. Obrigado!

A ex-prefeita paulistana se diverte com Josiane Tucanhêde e Otavinho Vader. "Vocês tão com inveja", brincou Erundina com a plateia ao receber os pôsters exclusivos da Falha de S.Paulo
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
BRASIL - O POVO FAZ A HISTÓRIA
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Making Off de Batismo de Sangue, sobre Frei Tito
Emocionante ver o filme. Mas ver como foi construído é um privilégio. Batismo de Sangue, filme de Helvécio Ratton, baseado em livro de Frei Betto, premiado com o Jabuti.
O filme BATISMO DE SANGUE, de Helvécio Ratton é baseado em fatos reais. O filme conta a história de frades dominicanos, que movidos por ideais cristãos, se envolvem na luta clandestina contra a ditadura militar, no final dos anos 60. São presos e torturados. Um deles, Frei Tito, é mandado para o exílio na França, onde, atormentado pelas imagens de seus carrascos, comete suicídio.
Com Caio Blat, Daniel de Oliveira, Ângelo Antonio, Cassio Gabus Mendes e grande elenco.
É importante que os verdadeiros cristãos tenham clareza de que o vaticano jamais representou os verdadeiros sentimentos que movem a fé. A arbitrariedade, a pedofilia, os crimes, a infâmia são velhos habitantes daquele palácio suntuoso. Os padres que ousaram questionar foram isolados ou silenciados. Os papas, os cardeais, os bispos, na sua grande maioria ou salvo honrosas exceções, estavam conspirando contra os governos democráticos. Assistam "Eva Peron" de Dusanzo; assistam "Amém", de Costa Gravas; "Batismo de Sangue", de Ratton; Código da Vinci de Dan Brown; "A Revolução não será televisionada" da TV Irlandesa; "Guerra na Democracia, de John Pielger; e outros muitos. Fora Igreja! Os verdadeiros padres estão do lado do povo!
Making do filme Batismo de Sangue por Cinemas no Videolog.tv.
Caio Blat interpreta Frei Tito
O filme BATISMO DE SANGUE, de Helvécio Ratton é baseado em fatos reais. O filme conta a história de frades dominicanos, que movidos por ideais cristãos, se envolvem na luta clandestina contra a ditadura militar, no final dos anos 60. São presos e torturados. Um deles, Frei Tito, é mandado para o exílio na França, onde, atormentado pelas imagens de seus carrascos, comete suicídio.
Com Caio Blat, Daniel de Oliveira, Ângelo Antonio, Cassio Gabus Mendes e grande elenco.
É importante que os verdadeiros cristãos tenham clareza de que o vaticano jamais representou os verdadeiros sentimentos que movem a fé. A arbitrariedade, a pedofilia, os crimes, a infâmia são velhos habitantes daquele palácio suntuoso. Os padres que ousaram questionar foram isolados ou silenciados. Os papas, os cardeais, os bispos, na sua grande maioria ou salvo honrosas exceções, estavam conspirando contra os governos democráticos. Assistam "Eva Peron" de Dusanzo; assistam "Amém", de Costa Gravas; "Batismo de Sangue", de Ratton; Código da Vinci de Dan Brown; "A Revolução não será televisionada" da TV Irlandesa; "Guerra na Democracia, de John Pielger; e outros muitos. Fora Igreja! Os verdadeiros padres estão do lado do povo!
Making do filme Batismo de Sangue por Cinemas no Videolog.tv.
Caio Blat interpreta Frei Tito
Batismo de sangue: É preferível morrer que perder a vida
Maria Newnum*
O modo poético característico da escrita de Betto é apenas um dos componentes que colocaram essa obra entre os clássicos das leituras sociológicas, políticas e religiosas do Brasil. Essa resenha é baseada na edição histórica de 1982 que sucedeu várias edições e esta 14ª que inclui revisão e ampliação feitas pelo autor e um filme homônimo lançado em 2007, dirigido por Helvécio Ratton.
“Levei dez anos para escrever "Batismo de Sangue" (...). Reviver toda a saga de um grupo de frades dominicanos na luta contra a ditadura militar fez-me sofrer...”[1].
O resultado dessa coletânea de memórias, porém, está longe de um resumo mórbido. O relato é de uma beleza ímpar e homenageia com distinção, todos os personagens que sofreram durante o regime militar. Para isso o autor serve-se de certos personagens que ocuparam maior destaque na imprensa da época entre eles: Carlos Marighella, Frei Tito de Alencar Lima, vários frades dominicanos e “anônimos” que participaram ativamente do cenário brasileiro no auge da ditadura. “A resistência humana tem limites nem sempre conhecidos. Ao encarnar em sua vida os ideais pelos quais lutava Marighella conseguiu que o limite de sua resistência chegasse à fronteira em que a morte recebe o sacrifício como um dom”. (p.27).
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Colocando na balança 3
Remuneração média do funcionário público cresceu 30% no governo Lula
A boataria continua correndo pela internet. O e-mail que circula agora, para apavorar os funcionários públicos, sustenta que o governo Lula não aumentou a remuneração do funcionalismo.
Ao contrário da tese de que o funcionalismo público teria sido esquecido no governo do presidente Lula, a remuneração média do trabalhador brasileiro no setor público cresceu 30,3% entre o período de 2003 a 2008.
Prova disso são os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS): a remuneração média passou de R$ 1.655 para R$ 2.158. Foram os trabalhadores da esfera pública Federal que tiveram o maior índice de variação positiva, passando de R$ 3.901 em 2003 para R$ 5.247 em 2008.
Por grau de instrução, a esfera pública contabilizava 2,32 milhões de servidores com Ensino Médio Completo em 2003, chegando a quase 3 milhões em 2008. Já o número de empregos com Superior Completo passou de 2,23 milhões para 3,12 milhões.
O total de trabalhadores – que compreende os setores das esferas federal, estadual e municipal – também cresceu, passando de 7,2 milhões para 8,7 milhões nesse período.
Em termos de contratações, a proposta orçamentária de 2011 prevê mais de 19 mil vagas para ingresso na carreira pública por concurso. Destas, 1.689 referem-se a vagas de concursos em andamento e 11.712 vagas para novos concursos.
Apaes receberam mais de R$ 282 mi do Fundeb em 2009. E em 2010 receberam mais
O candidato José Serra e o PSDB têm manipulado informações com a clara intenção de espalhar o medo entre as famílias das crianças portadoras de necessidades especiais atendidas pelas Apaes (Associações de Pais e Amigos do Excepcionais). Na TV, Serra insiste em afirmar que o governo Lula “persegue as Apaes” e corta verbas.
Mas a verdade é uma só: até o final de 2006, as Apaes e entidades congêneres atuavam onde o Estado era falho, e dependiam essencialmente de convênios públicos para funcionar. Apesar da boa vontade e do excelente trabalho realizado pelas associações, elas não conseguiam universalizar o atendimento, já que era impossível dar conta de toda a demanda existente.
A partir de 2007, porém, o Estado chamou a responsabilidade para si e começou a atuar onde não agia. Antes disso, era tudo pior. As verbas para a educação de crianças especiais chegavam através de frágeis convênios com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), e eram limitadas a crianças de 7 a 14 anos.
Em 2007, o Fundef virou Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), e incluiu nos orçamentos do Ministério da Educação, dos municípios e estados, repasses específicos para essa área.
A medida, instituída por decreto em regime de colaboração com os entes federados, garante o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência pela rede regular de ensino. Num período do dia, as crianças frequentam escolas regulares. No outro, a escola especial.
As Apaes continuam recebendo aportes e reconhecem os investimentos feitos pelo Fundeb. E a Justiça está de olho em mais esse boato: o Tribunal Superior Eleitoral já determinou a suspensão liminar da propaganda da coligação de apoio a Serra (PSDB), que afirmava que o “governo da Dilma” não havia repassado quaisquer valores para as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) em 2009.
Segundo o MEC, em 2009, as Apaes e outras instituições especializadas receberam através do Fundeb R$ 282.271.920,02. Em 2010, R$ 293.241.435,86. Além disso, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) repassa recursos às instituições filantrópicas para alimentação e material didático. Nos últimos três anos, foram destinados R$ 53.641.014,94 para essas ações.
Espalhe a verdade!
A boataria continua correndo pela internet. O e-mail que circula agora, para apavorar os funcionários públicos, sustenta que o governo Lula não aumentou a remuneração do funcionalismo.
Ao contrário da tese de que o funcionalismo público teria sido esquecido no governo do presidente Lula, a remuneração média do trabalhador brasileiro no setor público cresceu 30,3% entre o período de 2003 a 2008.
Prova disso são os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS): a remuneração média passou de R$ 1.655 para R$ 2.158. Foram os trabalhadores da esfera pública Federal que tiveram o maior índice de variação positiva, passando de R$ 3.901 em 2003 para R$ 5.247 em 2008.
Por grau de instrução, a esfera pública contabilizava 2,32 milhões de servidores com Ensino Médio Completo em 2003, chegando a quase 3 milhões em 2008. Já o número de empregos com Superior Completo passou de 2,23 milhões para 3,12 milhões.
O total de trabalhadores – que compreende os setores das esferas federal, estadual e municipal – também cresceu, passando de 7,2 milhões para 8,7 milhões nesse período.
Em termos de contratações, a proposta orçamentária de 2011 prevê mais de 19 mil vagas para ingresso na carreira pública por concurso. Destas, 1.689 referem-se a vagas de concursos em andamento e 11.712 vagas para novos concursos.
Apaes receberam mais de R$ 282 mi do Fundeb em 2009. E em 2010 receberam mais
O candidato José Serra e o PSDB têm manipulado informações com a clara intenção de espalhar o medo entre as famílias das crianças portadoras de necessidades especiais atendidas pelas Apaes (Associações de Pais e Amigos do Excepcionais). Na TV, Serra insiste em afirmar que o governo Lula “persegue as Apaes” e corta verbas.
Mas a verdade é uma só: até o final de 2006, as Apaes e entidades congêneres atuavam onde o Estado era falho, e dependiam essencialmente de convênios públicos para funcionar. Apesar da boa vontade e do excelente trabalho realizado pelas associações, elas não conseguiam universalizar o atendimento, já que era impossível dar conta de toda a demanda existente.
A partir de 2007, porém, o Estado chamou a responsabilidade para si e começou a atuar onde não agia. Antes disso, era tudo pior. As verbas para a educação de crianças especiais chegavam através de frágeis convênios com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), e eram limitadas a crianças de 7 a 14 anos.
Em 2007, o Fundef virou Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), e incluiu nos orçamentos do Ministério da Educação, dos municípios e estados, repasses específicos para essa área.
A medida, instituída por decreto em regime de colaboração com os entes federados, garante o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência pela rede regular de ensino. Num período do dia, as crianças frequentam escolas regulares. No outro, a escola especial.
As Apaes continuam recebendo aportes e reconhecem os investimentos feitos pelo Fundeb. E a Justiça está de olho em mais esse boato: o Tribunal Superior Eleitoral já determinou a suspensão liminar da propaganda da coligação de apoio a Serra (PSDB), que afirmava que o “governo da Dilma” não havia repassado quaisquer valores para as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) em 2009.
Segundo o MEC, em 2009, as Apaes e outras instituições especializadas receberam através do Fundeb R$ 282.271.920,02. Em 2010, R$ 293.241.435,86. Além disso, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) repassa recursos às instituições filantrópicas para alimentação e material didático. Nos últimos três anos, foram destinados R$ 53.641.014,94 para essas ações.
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domingo, 24 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Sangue de Chico Mendes
Angela, a filha de Chico Mendes, em belo depoimento. Ela tem nas veias o sangue do pai. E assim honra Chico Mendes. Mostra que tem orgulho da luta dele contra o latifundio e o agronegócio.
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
Aloysio Biondi: O Riocentro da Petrobras
O Riocentro da Petrobras
Em fevereiro de 2000, o jornalista Aloysio Biondi publicou um artigo relatando os planos dos tucanos para esquartejar a Petrobras. “No Brasil a estratégia de destruir a Petrobras está sendo posta em prática pela Agência Nacional de Petróleo, confiada ao genro do presidente Fernando Henrique Cardoso, o senhor David Zylhersztajn”, relatou Biondi. Para tanto, relata ainda o jornalista, fatos de impacto estavam sendo usados para desmoralizar a empresa, mostrando-a incompetente e tentando jogar a sociedade contra ela. Algo parecido com o atentado do RioCentro, que a extrema direita planejou para inculpar as esquerdas e dificultar os planos de redemocratização do País. O texto permanece atual.
Aloysio Biondi, na Carta Maior (artigo publicado originalmente em 1° de fevereiro de 2000, na revista Bundas) e reproduzido por Azenha.
Primeiro, uma palavrinha aos incrédulos, ou crédulos. Na mesma semana em que a Petrobrás teve sua imagem destroçada com o vazamento na baía de Guanabara, lá longe, na Alemanha, o chanceler Schroeder pedia a criação de uma comissão independente para investigar a venda, em 1992, de uma refinaria da ex-Alemanha Oriental ao grupo estatal francês Alf-Aquitaine. Motivo: indícios de suborno e pagamento de propinas, da ordem de 45 milhões de dólares ao governo e ao próprio então chanceler democrata-cristão Helmut Kohl. E mais: tudo por ordem do ex-presidente socialista, francês, Miterrand. O episódio envolve países tidos como respeitáveis e líderes tidos como acima de qualquer suspeita até recentemente. Por isso mesmo, é um caso exemplar para relembrar aos brasileiros que a guerra secular para dominar ou garantir forte participação no setor petrolífero nunca terminou.
Assassinatos, golpes de Estado, invasão de países nunca foram descartados nesse conflito. Essas estratégias extremadas rarearam nos anos recentes, já que a “onda neoliberal” levou países de governos apátridas como o Brasil a começarem a entregar seu petróleo aos países ricos e suas multinacionais. No Brasil a estratégia de destruir a Petrobrás está sendo posta em prática pela Agência Nacional de Petróleo, confiada ao genro do presidente Fernando Henrique Cardoso, o senhor David Zylhersztajn. Primeiro houve os leilões para “venda” de áreas petrolíferas descobertas pela Petrobrás realizados no ano passado, e com novos leilões marcados estes primeiros meses do ano. Recentemente Zylhersztahn anunciou a venda de refinarias, oleodutos, gasodutos, postos de gasolina da Petrobrás – sob os argumentos mais cretinos do mundo.AGORA ENTENDA, continue a leitura
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sábado, 16 de outubro de 2010
Eleições históricas e decisivas - eleição presidencial 2010
Enviado por Raul Reis, o texto é do historiador Durval Muniz sobre o segundo turno das eleições presidenciais.Um texto imprescindível para entender o que significa cada proposta de governo: a proposta de Dilma/Lula ou a de Serra/Fhc.
Vale muito a pena ler. E depois assistir o vídeo.
Eleições históricas e decisivas
Por Durval Muniz de Albuquerque Júnior, Historiador
Estamos num momento decisivo da vida brasileira, onde qualquer omissão pode ser imperdoável. Eu, que faço parte da parcela ainda privilegiada de brasileiros que conseguiu concluir um curso superior e fazer uma formação pós-graduada, não ficaria com a consciência tranqüila se não viesse a público, neste momento, com o uso daquilo que sei fazer: refletir, pensar, para tentar contribuir no sentido de dar um mínimo de racionalidade a um processo eleitoral que, muito pela influência de determinados setores da mídia, mas infelizmente também com a participação decisiva de candidaturas como a de José Serra e Marina Silva, descamba para se tornar uma discussão obscurantista, rasteira, mistificadora e preconceituosa, sobre temas e aspectos nomeados genericamente de “valores”, que interessam de perto aos setores mais conservadores e retrógrados da sociedade brasileira, fazendo ressuscitar dos porões das almas, das mentes e do interior da sociedade forças e subjetividades microfacistas.
Dirijo este texto àqueles que fazem parte como eu desta parcela letrada da sociedade, notadamente, daqueles alojados no interior da Universidade, e que, para minha surpresa e decepção, vêm manifestando a intenção de votar em José Serra no segundo turno das eleições. Como estou escrevendo para pessoas que julgo estar sob o império da racionalidade, nem me vou ocupar de rebater os motivos e argumentos apresentados para não se votar em Dilma Rousseff, em uma das campanhas mais sórdidas, mais caluniosas, injuriosas e preconceituosas já levadas a efeito no país, com a participação decisiva do candidato Serra e da mídia golpista que o apóia, a mídia que medrou e engordou durante a ditadura militar, campanha só comparável àquela de 1989, que levou ao poder o queridinho das elites brancas da época: o caçador de Marajás, Fernando Collor, (e todos sabem no que resultou aquela aventura amparada em retórica e práticas tão farisaicas, despolitizadoras e moralistas como as que embasam a atual candidatura tucana).
Embora pareça que para estes meus colegas, de estômagos fortes, não causa repugnância e náusea uma candidatura que explora e incentiva o tradicional desapreço e desprezo das elites brasileiras pelos nossos vizinhos da América Latina, pelos africanos e pelos asiáticos (o que fica demonstrado pelos ataques do candidato ao Mercosul, à Unasul, a chefes de Estados de países vizinhos democraticamente eleitos, alguns deles pertencentes a grupos historicamente excluídos naqueles países.
Na crítica à política externa do governo Lula mal se disfarçam a xenofobia e o racismo de nossas elites que sempre se julgaram brancas e sempre tiveram os olhos voltados para os Estados Unidos e para a Europa, onde na verdade sempre sonharam em viver; a política externa de FHC, onde o presidente falava inglês e o chanceler como um lacaio tirava os sapatos para passar nas alfândegas dos países desenvolvidos mostra bem isso); uma candidatura que explora o preconceito contra as mulheres, candidatura sexista, machista e misógina, que claramente tenta desqualificar o lugar da mulher na política e que utiliza a velha tática de pôr em suspeita a sexualidade de toda mulher que ousa desafiar os lugares reservados aos homens (com a conivência de inúmeras mulheres ditas independentes e feministas entronizadas como comentaristas na mídia, como Maitê Proença que chegou a convocar os “machos selvagens” para nos livrarem de Dilma; ressalte-se ainda o silêncio cúmplice de grandes lideranças intelectuais e políticas feministas ligadas ao PSDB, que deixo de nomear por respeito às suas trajetórias, que não deveriam necessariamente votar em Dilma, mas se posicionarem veementemente contra o tipo de campanha que faz o seu partido.
Este silêncio poderá custar caro à muitas conquistas feitas pelas mulheres. Me pergunto como pode ser que intelectuais deste quilate possam estar silenciosas diante do uso aético e mistificador da questão do aborto pelo candidato tucano, será que uma vitória eleitoral compensa a perda de uma reputação construída durante anos na luta das mulheres?
Ainda está em tempo de romperem o silêncio!; uma candidatura que explora e acirra o preconceito contra os homossexuais ao espalhar em emails apócrifos e criminosos na internet a suspeita de que Dilma seria lésbica (e qual o problema se fosse, sabemos com que órgãos de seu corpo ela exercerá a presidência); uma candidatura que açula o preconceito contra o pobre e o nordestino, que como sempre são tomados pelas nossas elites de classe média como aqueles ignorantes, que não sabem votar, que votam com a barriga e não com o cérebro, mesmo que estejam votando por defenderem a continuidade do governo que de longe foi o que mais beneficiou estas duas populações (porque votar em defesa do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida, é menos racional que votar em defesa dos lucros exorbitantes conseguidos pelos beneficiários do processo de privatização, inclusive os grandes grupos de mídia e do banqueiro que aposta sempre no Meu Banco, Minha Vida?); uma candidatura que faz das mentiras mais descaradas e das promessas mais fajutas a sua apresentação (toma para si feitos dos outros, copia programas das outras candidaturas, promete fazer o que sempre fez diferente quando esteve no poder).
Claro que não vou perder meu tempo discutindo com vocês, que até agora não vomitaram e ainda continuam convictos do voto em Serra, argumentos de enorme racionalidade para não se votar em Dilma como: ela é um poste, ela matará criancinhas (repaginação sofisticada por Mônica Serra, como costuma ser toda repaginação de quem veste Daslu, a honesta Daslu, de conhecido enunciado anticomunista), ela roubou um banco, ela é assassina, ela vai fechar as igrejas, ela acabará com a liberdade de imprensa e outros argumentos ainda mais sofisticados como: “eu não fui com a cara dela”.
Por respeito a vocês todos que acho não seriam capazes de acreditar nestas baboseiras, passo a tratar de uma única justificativa que me pareceu racional, apresentada para o voto em Serra: o sucesso do governo Lula, que todos admitem, até mesmo o candidato Serra que subiu na sua garupa em plena propaganda eleitoral gratuita, teria se dado por este continuar o modelo de gestão perfeito e vitorioso do príncipe dos sociólogos Fernando Henrique Cardoso (há longo email na internet defendendo este ponto de vista racional e respeitável), embora este tenha sido escondido sistematicamente das campanhas do PSDB desde que deixou a presidência seguido de um sentimento de alívio nacional e já vai tarde na maioria de corações e mentes, até nos de muitos dos que hoje esquecidos ou arrependidos tentam salvar o seu legado e resolvem votar em seu candidato.
Como sou historiador, e este profissional tem como ofício ir ao passado para justamente olhar o presente de outra perspectiva, vou lançar mão de alguns traços da história do pensamento econômico no Brasil para tentar convencê-los de que no dia 31 de outubro estarão em confronto dois projetos radicalmente diferentes de país, duas maneiras distintas de interpretar e entender a sociedade brasileira, sua história, sua dinâmica econômica e social, formas radicalmente distintas de pensar a inserção do Brasil no capitalismo globalizado, nas relações internacionais, formas distintas de pensar a dinâmica do desenvolvimento e o papel que o Estado e as distintas classes e grupos sociais desempenharão neste processo.
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