quinta-feira, 3 de junho de 2010

O Brasil desponta

Moniz Bandeira: Brasil adquiriu dimensão econômica e política global

Em entrevista ao Portal do PT, o cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira elogiou a política externa praticada pelo Governo Lula. Segundo ele, se o Brasil quiser afirmar-se como potência econômica, terá de abrir espaço na política internacional.

“O Brasil alcançou uma dimensão econômica e política global que não mais pode eximir-se de qualquer envolvimento nas questões internacionais. Seus interesses tanto econômicos e comerciais quanto políticos e geopolíticos são globais”, destacou Moniz Bandeira.

Para ele, muitos setores da elite brasileira, diplomatas ressentidos e grande parte da mídia conservadora ainda têm “complexo de inferioridade político-militar, de natureza e origem colonial”, que ainda remetem à idéia amplamente difundida durante a ditadura militar de que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”

Na entrevista, Moniz Bandeira faz uma abordagem mais profunda do conflito entre Estados Unidos e o Irã, que envolve uma série de interesses norte-americanos com relação ao petróleo na região. Ele analisa também a questão do Oriente Médio, a crise na Europa e a atual situação política da América Latina e do Brasil, além de considerar importante e correta a intermediação do governo brasileiro nos grandes impasses mundiais.

Sobres eleições presidenciais deste ano no Brasil, ele afirma não acreditar numa eventual vitória de Serra, já que isso representaria um retrocesso para o país diante dos avanços alcançados pelo Governo Lula. "Suas declarações sobre o Mercosul, Argentina, Bolívia e a questão do Irã demonstram e comprovam o quanto é despreparado para assumir o governo de um país que emerge como potência econômica e política global", enfatiza.

Residindo atualmente na Alemanha, Moniz Bandeira é autor de mais de 20 obras, entre as quais Formação do Império Americano, Presença dos Estados Unidos no Brasil, bem como de Brasil, Argentina e Estados Unidos (Da tríplice Aliança ao Mercosul) e de O Governo João Goulart – As lutas sociais no Brasil (1961-1964), cujas reedições revistas e ampliadas estarão nas livrarias na próxima semana.

Leia abaixo a íntegra da entrevista:

Portal do PT - Com o senhor vê a questão do conflito entre os Estados Unidos e as outras potências com o Irã?
Moniz Bandeira - É uma questão muito complexa. A eventual ameaça do Irã é mera retórica. Uma vez que, efetivamente, parece muito difícil, por diversos fatores, recorrer à opção militar, o que Washington pretende, sobretudo, é debilitar economicamente o Irã, impedir seu desenvolvimento com o uso da energia nuclear e derrubar o governo de Mahmoud Ahmadinejad, antes da retirada de suas tropas do Iraque e, depois, do Afeganistão, o que será inevitável dentro de um, dois ou três anos. Teme que o Iraque, muito fragilizado pela guerra, e sob um governo chiita, caia na órbita do Irã, sob o domínio dos aiatolás chiitas, e ganhe maior preeminência no Oriente Médio, contrapondo-se a Israel e à Arábia Saudita.

A inauguração, em 6 de Janeiro 2010, do gasoduto Dauletabad-Sarakhs-Khangiran, ligando o nordeste do Irã com o Turquemenistão, afeta a estratégia global dos Estados Unidos. O Turquemenistão possui a quarta maior reserva de gás do mundo, e esse gasoduto, de 183 quilômetros e capacidade de transportar anualmente 20 bilhões de metros cúbicos de gás, é de fundamental importância para o abastecimento da China, permitindo que o Irã destine suas exportações para outros mercados.

Daí que Hilary Clinton continua a esbravejar, insiste nas sanções de forma a fortalecer seu poder de barganha, caso não consiga seus objetivos, e tenha de sentar à mesa das negociações. Mas não apenas os interesses dos Estados Unidos e das potências européias aliadas estão em jogo. Também a Rússia e a China estão envolvidas na contenda. Washington tentou alcançar um entendimento com a Moscou para isolar Teerã, nas negociações que almeja, mas suas tentativas até então falharam porque não deseja fazer-lhe concessões, especialmente reconhecer sua preeminência nos países da esfera de influência da extinta União Soviética.

Por outro lado, Moscou diz endossar as sanções propostas por Washington, já, aliás, muito abrandadas a tal ponto de serem ineficazes, a fim de alcançar um entendimento com Teerã em torno da eventual construção de um gasoduto, que desviaria do seu território para a Turquia o escoamento do gás natural dos países da Ásia Central – Cazaquistão, Azerbaijão e Turquemenistão – para o mercado consumidor no Oceano Índico e os países dos Bálcãs e da Europa Central e Oriental. A Rússia e o Irã controlam cerca de 20% e 47% das reservas de gás do mundo, respectivamente. Naturalmente competem e o Irã quer conter a presença da Rússia no Mar Cáspio.

A China também movimenta suas peças no jogo geopolítico, em que a Rússia e o Irã – e os Estados Unidos - disputam o controle dos fluxos de gás e petróleo da Ásia Central, i. e., da Eurasia, para o seu mercado. Ela deu um grande golpe geopolítico quando assumiu, com US$ 4,18 bilhões, o controle da PetroKazakhstan Inc e tentou adquirir a UNOCAL, a empresa americana, interessada na construção do oleoduto através do Afeganistão. E, em 15 de dezembro de 2009, a China National Petroleum Corp (CNPC) inaugurou o oleoduto, ligando o Cazaquistão ao norte da China. Há naturalmente diversos fatores em jogo difíceis de explicar numa entrevista.

A política externa brasileira implementada no Governo Lula tem-se destacado no mundo. No Brasil, enquanto alguns diplomatas ligados ao governo FHC e setores da mídia conservadora criticam o que consideram um distanciamento e até mesmo uma postura mais agressiva com relação aos Estados Unidos, outras vozes importantes saúdam este novo papel geopolítico desempenhado pelo Brasil. Que avaliação o senhor faz desse novo posicionamento do governo brasileiro no cenário internacional?
Há muitos setores da elite brasileira, inclusive alguns diplomatas aposentados e ressentidos, e grande parte da mídia conservadora, que ainda têm o complexo de inferioridade político-militar, de natureza e origem colonial, como observou o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães em sua importante obra Desafios brasileiros na era dos gigantes. Eles pretendem subordinar o Brasil aos interesses dos Estados Unidos. Entendem, como o estúpido e serviçal ex-chanceler no governo do general Humberto Castelo Branco, general Juracy Magalhães, que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”. Ignoram que o presidente Franklin Roosevelt só não conseguiu cumprir a promessa feita ao presidente Getúlio Vargas de colocar o Brasil no Conselho de Segurança da ONU devido à oposição da Grã-Bretanha e da União Soviética, porque percebiam o Brasil como satélite dos Estados Unidos.

Não obstante, mesmo quando dependia das exportações do café e estas do mercado americano, o Brasil sempre resistiu à predominância dos Estados Unidos, como demonstro documentadamente no meu livro Presença dos Estados Unidos no Brasil. O Barão de Rio Branco estreitou as relações do Brasil com os Estados Unidos, mas rejeitou qualquer subserviência, para a qual se inclinou o embaixador Joaquim Nabuco. Apoiou a oposição de Rui Barbosa à política discriminatória dos Estados Unidos, na conferência de Haia (1907), e declarou que “interesses superiores” levavam o Brasil a persistir na política de aproximação entre os dois países, “mas não somos amigos incondicionais, não podemos fazer sacrifício da nossa dignidade”.
Quando chefe da Missão brasileira na ONU, em 1947, Oswaldo Aranha, censurado pelo então chanceler Raul Fernandes de violar as “tradições diplomáticas” do Brasil, por não acompanhar os Estados Unidos numa votação para o Conselho de Segurança, respondeu: “A nossa solidariedade não pode ser nunca uma servidão” — escreveu a Raúl Fernandes. E acrescentou: “Não me prestaria a esse papel e, creio, nenhum brasileiro aceitaria essa missão.” Aranha considerava-se “amigo” dos americanos, “mas não caudatário do Departamento de Estado”, o que qualificou como “traição”. Esta lição de patriotismo é que os críticos da política exterior do presidente Lula devem aprender. Quem defende tal sujeição à política exterior dos Estados Unidos não está servindo aos interesses nacionais do Brasil.
O Brasil, se quiser afirmar-se como potência econômica, tem de inserir-se, soberanamente, e abrir o espaço na política internacional. Como várias vezes repetiu, na primeira metade dos anos 1970, o embaixador João Augusto de Araújo Castro, o Brasil “deve continuar a opor-se tenazmente a qualquer tentativa de contenção”, tanto mais que, no limiar de um pleno desenvolvimento econômico, o Brasil, dentre todos os países será acentuadamente mais prejudicado por uma “política de congelamento do poder mundial”. Esta, uma razão fundamental para que o Brasil não aceite, rejeite in limine o Protocolo Adicional ao TNP, que os Estados Unidos e demais potências agora lhe querem impor. É algo que atenta contra os interesses nacionais. O Brasil, como disse Araújo Castro, não pode aceitar limitações a qualquer aspecto do seu desenvolvimento econômico, “em homenagem a um duvidoso princípio de interdependência ou de supranacionalidade”. O objetivo primordial de sua política internacional – acentuou – é “a neutralização de todos os fatores que possam contribuir para limitar o seu poder nacional”. É isto o que faz o presidente Lula e terá continuidade com Dilma Rousseff, se eleita presidente da República.

Como o senhor vê a estratégia do presidente Lula de colocar o Brasil como protagonista em impasses internacionais delicados como é o caso da crise nuclear envolvendo o Irã?
A estratégia do presidente Lula está correta. O Brasil alcançou uma dimensão econômica e política global que não mais pode eximir-se de qualquer envolvimento nas questões internacionais. Seus interesses tanto econômicos e comerciais quanto políticos e geopolíticos são globais. Ademais, o presidente Lula e seu chanceler Celso Amorim, reconhecido mundialmente como extraordinário diplomata, estão muito bem informados do que está por trás da ameaça de sanções, com que os Estados Unidos ameaçam o Irã. Essas sanções são geralmente inócuas.

O Peterson Institute for International Economics, de New York, analisou os efeitos de mais de 200 condenações, e concluiu que, de cada 10 sanções econômicas e embargos comerciais impostos pelos Estados Unidos e seus aliados ocidentais a outros países, apenas três – e ainda assim parcialmente - alcançaram algum resultado. Somente os povos sofrem e os governos ainda mais se fortalecem. É o caso de Cuba, que sofre um rigoroso embargo há 50 anos; é o caso da Coréia do Norte; é também o caso do Irã. Saddam Hussein somente caiu devido à intervenção militar dos Estados Unidos no Iraque. E esta somente se efetuou porque o presidente George W. Bush sabia seguramente que Saddam Hussein não possuía as tais armas de destruição, que serviram como pretexto para invadir o Iraque. Certamente não passa despercebido ao presidente Lula que uma eventual ameaça nuclear do Irã, propalada através da mídia pelo governo dos Estados Unidos, envolve outros objetivos econômicos, políticos e geopolíticos.

Mas não somente por isso ele se opõe às sanções contra o Irã. O que está a defender são os interesses do Brasil, que já sofreram várias ameaças por causa do seu programa nuclear, desde quando o presidente Getúlio Vargas pretendeu desenvolvê-lo em 1953/1954. O Brasil pode ser o Irã de amanhã. E somente não foi porque Israel não está na sua vizinhança. Aos Estados Unidos não interessa que o Brasil, com a construção do submarino nuclear, tenha alguma preeminência no Atlântico Sul, onde já navega a IV Frota. Mas o Brasil precisa rearmar-se, reequipar suas Forças Armadas. A Amazônia e o litoral, sobretudo, onde foram descobertas as jazidas de petróleo pré-sal são pontos geopoliticamente muito sensíveis e não podem continuar vulneráveis. A Marinha de Guerra, a fim de patrulhar o extenso litoral do Brasil, necessita não apenas de um, mas de seis submarinos nucleares e, no mínimo, dezesseis convencionais. É necessário investir na defesa. As ameaças podem ser remotas, porém não se pode descartá-las.

Com relação ao conflito histórico entre israelenses e palestinos, de que forma um país como o Brasil, que é o exemplo de convivência harmoniosa entre povos, poderia contribuir no processo de paz naquela região? Os opositores do governo Lula alegam que o Brasil não deve se meter nessa “confusão eterna”. O senhor concorda?
Como já disse antes, o Brasil tem interesses globais e tais interesses implicam maior participação no processo de paz na Palestina. O Brasil firmou importantes acordos de cooperação tecnológica com Israel, defende sua existência como Estado, é uma realidade, e tem de contribuir de alguma forma para o processo de paz, como um Estado neutro, que mantém muito boas relações com os principais atores do conflito nessa região. Mas qualquer solução é difícil porque tem profundas raízes nas crenças religiosas tanto dos judeus quanto dos árabes. A razão termina onde começa a fé. E aí o problema demográfico assume um caráter político. Há cerca de 350 mil israelenses ocupando entre 4% e 5% do território da Cisjordânia ou braço ocidental do rio Jordão. Lá os israelenses assentados construíram cidades, implantaram indústrias e criaram universidades. Mas lá também habitam cerca de 2,5 milhões de palestinos, aos quais o governo da Jordânia cedeu o território, que havia sido antes, em 1967, conquistado por Israel. Todos, palestinos e árabes, consideram o território sagrado. Por outro lado, em Gaza, estão bloqueados cerca de 1,5 milhão de palestinos, sob o domínio do Hamas (Movimento de Resistência Islâmica), de orientação sunita, fundamentalista, que não aceita a existência de Israel, com uma população de cerca de 7 milhões, dos quais mais ou menos 6 milhões são judeus. De um lado, os judeus consideram a Palestina a terra prometida. Do outro, os árabes julgam sagrada toda terra em que Maomé pisou e, segundo suas tradições, foi na Coluna do Templo, em Jerusalém, onde Maomé subiu ao céu e voltou trazendo o Corão. Como se pode concluir, é difícil uma solução, senão impossível.

Outra marca da nova performance da política externa brasileira é o empenho do presidente Lula na construção de um sólido intercâmbio econômico, social e cultural com os países africanos. Ele gosta de destacar nesse caso o aspecto da solidariedade internacional para com os países mais pobres. Do ponto de vista histórico, qual é a importância dessa iniciativa?
O crescimento do intercâmbio econômico, social e cultural com os países africanos, promovido pelo governo do presidente Lula, é da maior relevância, tanto econômica e comercial quanto política. Se o Brasil, que tem afinidades éticas e culturais, com os países da África, sobretudo da África Ocidental, se omitir, a China avançará cada vez mais sobre suas imensas reservas de minerais, estenderá seu domínio, como tenta fazer também na América do Sul. A omissão deixa o espaço aberto para que a China, dominando a África e a América do Sul, obstaculize o desenvolvimento do Brasil como potência industrial e política global.

O Brasil também tem se destacado por articulações bem-sucedidas através da construção de parcerias comerciais e políticas com países em desenvolvimento. A parceria produtiva com a China, Rússia, Índia e África do Sul é um exemplo disso. Num exercício de futurologia, qual será o papel do Brasil na nova ordem mundial que se desenha a cada dia? A briga por um lugar no Conselho de Segurança das Nações Unidas é um bom caminho?
A política externa soberana é também um instrumento de expansão econômica e comercial. O fato de que o Brasil atualmente está a exportar mais para os países em desenvolvimento do que para os Estados Unidos e a União Européia, evitou que sofresse maiores conseqüências da crise financeira que eclodiu em 2007, abalando os bancos dos Estados Unidos e outros, e agora atinge não apenas os 16 Estados-membros da Eurozona, mas todos os demais Estados da União Européia. A Alemanha enfrenta as maiores dificuldades porque concentrou mais de 60% das exportações, o principal suporte de sua economia, nesses países e em outros do continente europeu.Quanto ao assento no Conselho de Segurança da ONU, velha aspiração do Brasil desde a promessa feita ao presidente Getúlio Vargas pelo Roosevelt, antes da Conferência de São Francisco, o Brasil deve continuar insistindo. O Conselho de Segurança, como atualmente se constitui com cinco potências com poder de veto, está obsoleto. Porém, creio que sua reforma somente ocorrerá em dentro de mais uma ou duas décadas, quando a crise econômica e financeira abalar ainda mais o poder político dos Estados Unidos.

Diversos países da União Européia estão passando por crises econômicas, como é o caso da Grécia, além de Espanha e Portugal estarem sob ameaça constante. Até mesmo superpotências como a Inglaterra estão sendo obrigadas a reduzir gastos drasticamente. Isso é sinal de a crise de 2008 não acabou? A Europa corre o risco de uma crise ainda mais grave diante das fragilidades do modelo capitalista?
A crise começou, realmente, em 2007, com a explosão da bolha do setor imobiliário dos Estados Unidos, aguçou-se em 2008/2009, com a bancarrota de Lehmann Brothers e outros bancos americanos, e depois entrou em sua terceira fase, atingindo os próprios Estados nacionais, como a Irlanda e a Grécia, entre outros da União Européia, que também se defrontam com graves problemas econômicos financeiros. A maior e mais grave ameaça consiste, porém, nos déficits fiscal, comercial e do balanço de pagamentos dos Estados Unidos, financiados pela China e outros países, que fornecem energia, commodities e manufaturas, e acumulam como reservas cambiais mais de US$ 4 trilhões, sem lastro. Essa é outra bolha inflada que um dia, mais ano menos ano, vai estourar, com as piores conseqüências para toda a economia mundial.

Como o senhor vê o atual momento político vivido pela América do Sul, a retomada da democratização e o novo modo de governar garantido pelo apoio popular nos últimos anos em diversos países da região?
É difícil, dado que alguns governantes estão a perder o apoio popular, na medida em que tomam iniciativas que vão muito além das possibilidades materiais do país. Isso gera problemas políticos que podem ameaçar o governo e as próprias reformas que empreenderam em benefício das classes mais pobres e menos favorecidas. Temos que esperar os resultados das eleições na Argentina e na Venezuela para ver que rumo vão tomar.

A vitória da direita no Chile suscitou o receio de uma reviravolta ideológica na América Latina, especialmente no Brasil, que terá eleições presidenciais este ano. A aposta dos conservadores contra o sucesso do governo Lula é o candidato José Serra, do PSDB. Mas as últimas pesquisas demonstram o crescimento da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, como já era esperado pelo campo progressista que apóia o governo do presidente Lula. O neoliberalismo ainda pode retornar ao poder no Brasil e em outros países da América do Sul?
Se eleito, José Serra, em termos de política econômica, voltaria certamente a promover os princípios neoliberais, inspirados pela caterva neoliberal e pelos elementos da extrema-direita que servem aos interesses dos Estados Unidos. Provavelmente, não daria continuidade ao programa de modernização e equipamento das Forças Armadas, paralisaria a construção do submarino nuclear, obedecendo às diretrizes ideológicas do neoliberalismo e ditadas pelos Estados Unidos. E em política externa seria um desastre para o Brasil. Suas declarações sobre o Mercosul, Argentina, Bolívia e a questão do Irã demonstram e comprovam o quanto é despreparado para assumir o governo de um país que emerge como potência econômica e política global. Não creio que possa vencer a eleição. Seria um enorme retrocesso.

http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/internacional-1/moniz-bandeira:-brasil-hoje-tem-uma-dimensao-economica-e-politica-global-5041.html

Um comentário:

Alex Paniago - (61)92251711 tamandua@yahoo.com.br disse...

Auto Lá...

O Bush sabia das armas de destruição em massa.

Sua família era sócia da fábrica das armas químicas que foram usadas contra os curdos. - Israel, por dedução, exigiu uma atitude. - Se eu te vendo um 38 não preciso provar que você tem uma arma. Posso pedí-la de volta. Se você com ela ameaça meus parentes... Vou invadir sua casa para tomá-la de volta. - Se não o fizer... Serei co-autor de qualquer uso indevido do 38. - Considerando que o mesmo Sadam tinha mais de 20 sósias... Deve estar com o Bin Laden em algum território onde são heróis.

Em julho Obama pediu oficialmente e de público para que o Lula ajudasse na mediação da questão nuclear do Irã. - A missão crítica internacional de Lula é a de evitar a terceira guerra mundial. - O Irã declarou que vai varrer Israel do mapa e Israel declarou aos quatro ventos que irá atacar primeiro (não vai esperar). - No momento em que o Irã declarar que tem armas nucleares começa a terceira grande guerra.

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