segunda-feira, 23 de junho de 2008

Ave, Império

A incontinência verbal de Caetano Veloso costuma ser uma catástrofe. Talvez porque há muito não crie algo de novo, ele está sempre procurando chamar atenção de outro modo. Rebolando ou cuspindo bobagens, de uma forma ou de outra, ele segue enganando os incautos.

A última declaração, referindo-se à música "Baía de Guantánamo", mostra bem o caráter irresponsável desse cantor. Medroso, preocupou-se em pedir desculpas ao “império”, antes de sair por aí em turnê. Ajoelhou-se e destrambelhou: "A canção Base de Guantánamo não seria composta se eu não tivesse a evidência de que nos EUA há respeito aos direitos dos cidadãos como não se vê em Cuba".

Fidel Castro foi generoso ao considerar que o pedido de perdão aos Estados Unidos, por Caetano, seria uma "prova da confusão e do engano semeados pelo imperialismo".1

Ele talvez não saiba do comprometimento de Caetano com o mercado, onde vale tudo por dinheiro. Inclusive turvar a vista e enxergar apenas o que lhe convém. Ignorando a tortura oficializada pelo governo Bush. Cita, ainda, cinicamente, que a suprema corte dos EUA afirmou - depois de anos da ilegalidade das prisões de Guantánamo - o direito de habeas corpus e de um processo judicial. Se ele sabe disso, então deveria saber também que não se acatou a decisão e continua-se a negar o mais básico direito àqueles prisioneiros.

Será então direitos humanos, o genocídio no Iraque? A prisão de Abu Ghraib? Os "métodos de interrogatório" conhecidos como waterboarding (afogamento)? O financiamento às ditaduras na América Latina, ensinado os "métodos de interrogatório" da Cia aos países nos quais ajudaram a instaurar ditaduras sanguinárias? Os generais-ditadores Pinochet, Videla, Strossner, Médici, Geisel, entre outros, mataram milhares de cidadãos. Nem mesmo preocupa a Caetano, o rastro de sangue e destruição que o governo que ele agora bajula deixa por onde passa. A lista é grande demais, embora não se possa deixar de citar os emblemáticos Vietnã, Hiroshima e Nagasaki (onde a bomba atômica foi "testada") e Guatemala, além de utilizar braços auxiliares, como Israel e Colômbia, que seguem a matança supervisionada pelo império da "democracia".

Caetano Veloso foi de uma inconseqüência inaceitável. Desprezível. Merece ser registrada para não se esquecer ou perdoar jamais.
Leila


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4 comentários:

Lauro Rocha disse...

A biba louca está em fúria.

Na certa algum tocador de salsa não quis furar o marquês de rabicó do jovem Caetano. Teve que se contentar com algum jogador de lacrosse dos yankees.

Olimpio Cruz Neto disse...

Leila,
Que porrada no velho baiano, hein?
Não ligue para Caetano falando. É melhor cantando, o que aliás continua fazendo lindamente.
Bejos e obrigado por desconsiderar minha ranzinzice.

Leila Jinkings disse...

Quando envolve amigo meu aí... brigou comigo. Leva chumbo! rs rs

Anônimo disse...

Ótimo texto Leila!!

Você está de parabéns!!

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